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sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Mente eclipsada.

Postado por Tony Bellotto (é! Aquele casado com aquela atriz global, que gosta de fazer cenas picantes com aquele ator, também global, que licenciou de seu último trabalho para cuidar da saúde; também é aquele guitarrista daquela banda que fez sucesso nos anos 80/90 e que vem se desintegrando) no site da Veja (pela fonte dá pra ver que é duvidoso) no blog intitulado Cenas Urbanas. Vamos ao texto:

Trevas


Atenção! Acendam as luzes da razão! Não deixem que a Idade das Trevas volte a eclipsar a sabedoria humana! Notícias dão conta que o criacionismo - doutrinação religiosa disfarçada de pseudo-ciência - cresce entre as escolas brasileiras. E não apenas no ensino religioso, onde faria algum sentido, mas nas aulas de ciência.

Atenção, educadores! Professores, pais e estudantes! Teólogos, filósofos e livres-pensadores! Independente de suas convicções religiosas e não-religiosas, é preciso atenção ao fato. Ou problema. Afinal, até mesmo a Igreja Católica, e suas mais conservadoras alas, reconhecem que é possível que religião e ciência convivam em paz. O que não se pode é misturá-las. O mesmo serve para a política. Por isso alerto aqui educadores em geral para a questão.

Me assusta saber que escolas tradicionais religiosas, como o Mackenzie, por exemplo, ou o Colégio Batista e a rede de escolas adventistas, estejam ensinando aos alunos a explicação cristã da criação do mundo junto com os conceitos da teoria evolucionista. Isso é um contra-senso. Como é que, na cabeça dos alunos, Adão e Eva - ou seja lá qual for a explicação que o criacionismo dá ao surgimento dos humanos na Terra - vão conviver com os macacos que nos antecederam na escalada evolucionista? Haverá lugar para todos no Paraíso? Haverá maçãs suficientes para que todos possam experimentar delas e serem expulsos do jardim do éden?

Não estarão estas escolas criando uma miscelânea perigosa e não científica nas cabeças dos estudantes? A troco de quê? Isaac Roitman, da Sociedade Brasileira pra o Progresso da Ciência, afirma: "É perfeitamente aceitável que o criacionismo seja apresentado como corrente que existe, mas está ligada à fé, enquanto a evolução é comprovada cientificamente". Nélio Bizzo, da USP, acrescenta: "Não há sentido em tentar provar a existência de Deus cientificamente". Fiquemos atentos. Como diz a sabedoria popular, cada macaco no seu galho.

Vale a pena conferir os comentários...

Fonte: Cenas Urbanas (Veja).

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