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quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Igreja Virtual!?!

Virtualização Da Igreja

Poucos usuários da internet pesquisam ou perguntam sobre a origem da própria internet, é claro que temos respostas factuais, mas dificilmente teremos as conceituais.

A internet se deve à duas pessoas: Alan Turing e Ludwig Wittgenstein, esse último recebeu grande influência de Tolstoy.

Turing “reabilitou a metafísica” nas palavras do teólogo Leonardo Alves, sem esse discípulo de Wittgenstein nós estaríamos ainda na mecanização industrial como nos mostra os Jetsons e a abstração idealista (virtualização) como vista no filme Matrix seria um insulto às teorias reducionistas e materialistas da época que achavam que tinham descoberto o início e o fim de todas as coisas.

A Máquina De Turing é um engenho abstrato e matematicamente teórico, em tempos como vimos no filme Tempos Modernos foi uma revolução no modo de pensar. Poderia dizer que ao invés de mandar e-mails, se imaginava algum robô ou encanamentos complexos enviando papéis de carta pelo mundo.

E a herança hoje: a construção de comunidades virtuais, verdadeiras congregações, assembléias de pessoas se reunindo em um ambiente metafísico, criando identidades coletivas. Aí entra o que tenho visto acontecer, a igreja virtual.

Essa igreja se reune em espaços virtuais, como MSN, Skype, PalTalk, FaceBook, Orkut, Twitter, a blogosfera e faz exatamente o que a igreja primitiva fazia: debatia, confraternizava, sem aquilo que livros como o Cristianismo Pagão de Frank Viola denuncia.

A igreja virtual cresce a medida em que a internet cresce, é também nessa dimensão que possibilita a democratização da reunião e há um culto tanto vertical quanto horizontal, mais conteúdo humano e menos artístico, diferente da obrigatoriedade de se calar diante do funcionamento da máquina litúrgica.

Cabe também observar como a Igreja primitiva era invisível, a virtualização contribui para a restauração da Igreja e seu significado neotestamentário, pois ninguém nesse ambiente tem autoridade e controle total sobre o próximo para ocorrer alguma institucionalização.
Se valendo desse princípio, muitos tem encontrado na igreja virtual o que não encontram na igreja local, muitos se refugiam na igreja virtual, onde contam seus problemas, seus entendimentos e revelam como são e pensam etc…


Por isso que por mais que a igreja virtual seja uma abstração, as pessoas que se reunem não são, e aí temos a parte da realidade, assim como na máquina de Turing a realidade era representada com números, na igreja virtual ela é representada por pessoas, que produzem e recebem conteúdo para e da igreja virtual e dá sentido à mesma. Mesmos os avatares criados para manter o anonimato ajudam a revelar a realidade de uma pessoa, que na vida desplugada não consegue existir.

Fonte: Baptized in Fire.

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