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terça-feira, 30 de setembro de 2008

“Somos tristes por que ouvimos música pop? Ou ouvimos música pop por que somos tristes?” - escritor Nick Hornby em “Alta Fidelidade”

(...) em se tratando de músicas tristes, creio que nenhuma composição supera “Dust in the Wind”, do grupo Kansas. (...) Neste clássico do soft-rock, o grupo Kansas canta:

“Fecho meus olhos somente por um momento
E o momento se foi
Todos os meus sonhos passam diante de meus olhos em curiosidade
Poeira ao vento
Tudo que eles são é poeira ao vento”.

Estes versos, somado ao arranjo suave e ao solo de violino que convida o ouvinte à reflexão, me fizeram lembrar de uma piada clássica do grupo Casseta & Planeta:

Quando vemos que nós somos tão pequenos diante da Terra, e que a Terra é apenas um pequeno planeta dentro do sistema solar; e que o sistema solar não passa de um minúsculo ponto da Via Láctea, que por sua vez é um grãozinho de areia dentro do universo… Quando percebemos tudo isso, pensamos: que puta crise existencial devem ter as amebas, hein?”.

Brincadeiras à parte, esta música do Kansas me fez pensar em seu equivalente no Brasil: “A Lua e Eu”, clássico do soul man Cassiano, que em 1975 gravou também um clipe sensacional para o Fantástico, no qual caminha por uma praia ensolarada enquanto dubla alguns dos versos mais depressivos de toda a história da MPB: “As folhas caem mortas como eu/ Quando olho no espelho/ Estou ficando velho e acabado”.

Perto destes clássicos da fossa, músicas emo definitivamente soam como brinquedo de criança, não?

Por Alexandre Inagaki, no Yahoo! Posts, em 30/09.

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