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quinta-feira, 7 de agosto de 2008

RETÓRICA POLÍTICA DO JORNAL FOLHA UNIVERSAL

A leitura freqüente da seção de política da Folha Universal revela a existência de um bloco coeso de representação política da Igreja. Foram eleitos pela estrutura da Igreja e a ela prestam contas dos seus mandatos. Através do jornal, deixam evidente que são fiéis às diretrizes do grupo religioso e são um bloco submisso à hierarquia da IURD. Citamos como exemplo desta estrutura política-eclesiástica a edição de 04 de novembro de 2001. Não há dúvidas de que a Folha Universal é um órgão oficial da Igreja. A nota que citaremos é editorial:

Mais um traidor. Rio de Janeiro - RJ. Paulo Mello, então pastor da IURD, foi eleito vereador da cidade do Rio de Janeiro através dos votos dos membros e obreiros da Igreja Universal da zona oeste. A Igreja e o povo pensavam que teriam mais um homem de Deus, sincero, correto, íntegro, como convém a pessoa de Deus e que defenderia as causas do povo que nele votou, povo este já tão sofrido pelas agruras da região mais distante do centro da cidade. Pura ilusão. Assim que tomou posse, afastou-se da bancada evangélica, traiu também o partido ao qual era filiado, aliou-se a vereador incrédulo. Votou contra o vereador bispo Jorge Braz, tirando este da liderança que exercia. Tudo bem, até Jesus teve o seu Judas e não seremos nós, povo de Deus, que não teremos os nossos. Vamos em frente que o nosso Jesus é maior, o nosso Deus é justo juiz.

Note-se nessa retórica político-religiosa que a Igreja é quem indica candidatos, os elege através dos votos de seus fiéis e não admite atuações independentes. Existem orientações políticas que devem pautar a atuação de todos, bem como comandos setoriais. Pela nota citada acima, é de se supor que os que não se alinham à política hierárquica da IURD são retirados dos seus quadros — religioso e político.

Autor: Valdemar Figueredo Filho.

Leia o artigo completo clicando aqui.

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