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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Phil Yancey, teólogo da discórdia


O conceito de Yancey sobre Deus não é bíblico. Ele parece estar afirmando neste livro que Deus age no sentido de trazer sofrimento às nossas vidas porque não O temos amado apropriadamente. Ele também crer que há exemplos, nos quais alguém possa ficar justificadamente “decepcionado com Deus”, até mesmo a ponto de Lhe falar diretamente de sua decepção. Isso implicaria em que Deus de algum modo teria errado ou, pelo menos, agido contra os nossos melhores interesses!

Considerando tanto o livro “Onde está Deus quando chega a dor?” como “Decepcionado com Deus”, poderíamos indagar: Teria havido sequer um caso em que o cristão tivesse razão para “se decepcionar” com Deus? Se tal acontecesse, isso não implicaria em que Deus, de algum modo, tivesse cometido erro? Será que algum crente verdadeiro pode crer realmente que Deus aceita ser “pressionado” por uma das pessoas por Ele redimidas? Será correto, então, brigar com Deus a ponto de “atirar” sobre Ele nossos ressentimentos e críticas, para depois dizer que nada fizemos de errado?

Alguém pode honestamente simpatizar com a dor e frustração do outro, quando ele ou os seus amados sofrem. Muitos têm sido tentados a se zangar, acusando Deus de descaso. Mas não deveria alguém, em vez de sentir culpa sobre tais pensamentos e comportamentos, dizer que isso é aceitável para os cristãos? Quando nos iramos contra Deus, ou até mesmo O decepcionamos, nós pecamos.

Dizer às pessoas que elas nada fizeram de errado, quando “lançaram” sua decepção contra Deus, não é apenas tornar Deus erroneamente apresentado, mas é estar roubando do ofensor a oportunidade de glorificá-Lo no tempo da angústia. Devemos admitir que Deus é justo e correto em tudo que Ele faz, que Ele é soberano sobre todas as coisas e aspectos da vida e que Ele está nos conduzindo à maturidade e santidade através da provação dolorosa. Jim Owen em seu livro - “Christian Psychology’s War on God Word: The Victimization of The Believer - expõe, acertadamente, o problema com uma proposta (como a de Yancey) no sentido de lidar com a provação:

“Que jamais aconteça o caso de nos ressentirmos ou resistirmos a qualquer interferência da parte de Deus, o que poderia privar-nos de nossos mais profundos anseios, pois muitos cristãos que cantam: “Tudo está em paz com minha alma”, estão mentindo. Nada vai bem com a sua alma, pois eles não estão perseverando e nem têm a intenção de fazê-lo, porque são amargos e hostis em relação a Deus e se lamentam, achando que são vítimas em Suas mãos. Outros são um pouco melhores, pois ‘perseveram’ com fria, rígida e estóica humildade, o que faz Deus lembrar-se do quanto eles estão fazendo, apesar da Sua falta de reciprocidade” (p. 84).


Escrito por Roberto Aguiar, no Blog Discernimento Cristão.

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