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sexta-feira, 3 de abril de 2009

Renascer monopoliza CPI da Pedofilia, dizem entidades

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pedofilia na Câmara de São Paulo, instalada no dia 5 de março, tornou-se palco de embates entre fiéis da Igreja Renascer em Cristo e entidades em defesa dos direitos da criança e do adolescente. As organizações acusam o presidente da CPI, o vereador Marcelo Aguiar (PSC), cantor da Igreja, de monopolizar debates e de manobrar o regimento para privilegiar depoimentos de evangélicos que rejeitam a pedofilia também como desvio de conduta sexual, como consideram as entidades.

A tensão aumentou ontem, quando o primeiro a discursar na sessão foi o assessor do senador Magno Malta (PR-ES), presidente da CPI da Pedofilia no Senado e também evangélico. Rony Lins causou mal-estar ao dizer que a "caravana do combate à pedofilia é um sucesso de público em todo o País". E conclamou São Paulo a abraçar o debate. À reportagem, ele acusou entidades e o vereador Carlos Alberto Bezerra Júnior (PSDB) de tentar defender pedófilos ao considerar o desvio uma doença.

Lins disse conhecer "administradores de empresas e diretores de banco" que entregam suas filhas de 4 anos para serem abusadas. "Pedofilia não é uma doença, é um crime", discursou Lins. Uma outra mulher, que contou ter uma filha que sofreu abusos, disse ter ido à Câmara a pedido de Aguiar. No dia 26 de março, os discursos da sessão também foram monopolizados por integrantes da Renascer, segundo as entidades que pediram ampliação de foco da CPI. Três pessoas ligadas à Igreja foram relatar casos de pedofilia. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Yahoo! Notícias.

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