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quarta-feira, 5 de maio de 2010

O Mito.

O voo...
... e o pouso. O Mito em ação.
Quando perdeu a chance de converter a penalidade, encostou a cabeça na trave e pensou que teria que mudar a história da partida.

- Pensei: não é justo comigo depois de tanto tempo e de nunca ter perdido um pênalti em decisões. Não fiz nada errado até agora e vou fazer essa cagada logo aos 37 anos? Por isso me concentrei para defender. Ser eliminado da Libertadores já seria difícil, sendo o culpado pior ainda. Sei que vocês (jornalistas) me secam, pois alguns torcem para outros times (risos), mas depois de me dedicar a vida toda ao clube não queria ver a eliminação por minha causa. Encostei na trave e disse: não vai ser por mim que vamos ficar fora. Deu certo.

Ceni realmente não queria ser o responsável pela eliminação do Tricolor, mas garante que também não se sente herói pelas duas defesas que ajudaram o time a passar para as quartas. O camisa 1 não acha que seria abandonado pela torcida se o final fosse diferente, mas revelou, com emoção, que não aguentaria ser rejeitado.

- Se perdesse não me acharia vilão, assim como não me acho herói, esta é minha profissão e fiz tudo o que podia. Eu amo essa torcida e esse clube. Como diz a música de Rui Branquinho, meu escudo é um coração de cinco pontas e três cores. Minha paixão é jogar futebol no São Paulo. Há 20 anos faço o mesmo caminho do trabalho para casa. Sou pago para fazer o que gosto. Ficaria muito triste se algum dia não gostassem mais de mim, pois passei minha vida aqui, dormi embaixo das arquibancadas, sofri com uma fratura grave ano passado e não penso em chegar a mil jogos, e sim ao quarto título da Libertadores e do Mundial. O São Paulo veio de uma fase vitoriosa, e quando não ganha, como em 2009, eu apanho mais. Mas vou me dedicar até o último dia da carreira por esse clube, quero ser campeão mais vezes aqui.
Fonte: GloboEsporte.com

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