Do Mundo Virtual ao Espiritual
Frei Betto
Ao viajar pelo Oriente, mantive contatos com monges do Tibete, da Mongólia, do Japão e da China. Eram homens serenos, comedidos, recolhidos e em paz nos seus mantos cor de açafrão.
Outro dia, eu observava o movimento do aeroporto de São Paulo: a sala de espera cheia de executivos com telefones celulares, preocupados, ansiosos, geralmente comendo mais do que deviam. Com certeza, já haviam tomado café da manhã em casa, mas como a companhia aérea oferecia um outro café, todos comiam vorazmente. Aquilo me fez refletir: 'Qual dos dois modelos produz felicidade?'
Encontrei Daniela, 10 anos, no elevador, às nove da manhã, e perguntei: 'Não foi à aula?' Ela respondeu: 'Não, só tenho aula à tarde'.
Comemorei: 'Que bom, então de manhã você pode brincar, dormir até mais tarde'. 'Não', retrucou ela, 'tenho tanta coisa de manhã...' 'Que tanta coisa?', perguntei.
'Aulas de inglês, de balé, de pintura, piscina', e começou a elencar seu programa de garota robotizada.
Fiquei pensando: 'Que pena, a Daniela não disse: 'Tenho aula de meditação!'
Estamos construindo super-homens e super-mulheres, totalmente equipados, mas emocionalmente infantilizados.
Uma progressista cidade do interior de São Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de ginástica; hoje, tem sessenta academias de ginástica e três livrarias! Não tenho nada contra malhar o corpo, mas me preocupo com a desproporção em relação à malhação do espírito.
Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos: 'Como estava o defunto?'. 'Olha, uma maravilha, não tinha uma celulite!’
Mas como fica a questão da subjetividade?
Da espiritualidade?
Da ociosidade amorosa?
Hoje, a palavra é virtualidade. Tudo é virtual. Trancado em seu quarto, em Brasília, um homem pode ter uma amiga íntima em Tóquio, sem nenhuma preocupação de conhecer o seu vizinho de prédio ou de quadra! Tudo é virtual.
Somos místicos virtuais, religiosos virtuais, cidadãos virtuais. E somos também eticamente virtuais...
A palavra hoje é 'entretenimento' ; domingo, então, é o dia nacional da imbecilização coletiva. Imbecil o apresentador, imbecil quem vai lá e se apresenta no palco, imbecil quem perde a tarde diante da tela. Como a publicidade não consegue vender felicidade, passa a ilusão de que felicidade é o resultado da soma de prazeres: 'Se tomar este refrigerante, vestir este tênis, usar esta camisa, comprar este carro, você chega lá!' O problema é que, em geral, não se chega! Quem cede desenvolve de tal maneira o desejo, que acaba precisando de um analista. Ou de remédios. Quem resiste, aumenta a neurose. O grande desafio é começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento globalizante, neoliberal, consumista. Assim, pode-se viver melhor. Aliás, para uma boa saúde mental três requisitos são indispensáveis: amizades, auto-estima, ausência de estresse.
Há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno. Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil, constrói-se um shopping center. É curioso: a maioria dos shoppings centers tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas; neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de missa de domingo. E ali dentro sente-se uma sensação paradisíaca: não há mendigos, crianças de rua, sujeira pelas calçadas...
Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano pós-moderno, aquela musiquinha de esperar dentista.
Observam-se os vários nichos, todas aquelas capelas com os veneráveis objetos de consumo, acolitados por belas sacerdotisas.
Quem pode comprar à vista, sente-se no reino dos céus. Se deve passar cheque pré-datado, pagar a crédito, entrar no cheque especial, sente-se no purgatório. Mas se não pode comprar, certamente vai se sentir no inferno...
Felizmente, terminam todos na eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo hambúrguer do Mc Donald...
Costumo advertir os balconistas que me cercam à porta das lojas: 'Estou apenas fazendo um passeio socrático.' Diante de seus olhares espantados, explico: 'Sócrates, filósofo grego, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas. Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia:
- "Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz !"
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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 23 de março de 2009
Sem Perder a Alma - Crônicas de Ricardo Gondim

Em Sem perder a alma, o escritor declama seu amor pelas página impressas, inspirando os leitores a buscar essa paixão celestialmente arrebatadora. “O livro faz parte da conspiração divina. Quando Deus quis falar aos homens, apenas inspirou homens que escrevessem.”
Para não asfixiar a alma, senti a necessidade de achar respiradouros onde pudesse renovar meu ser..."
(Trecho da crônica Sem perder a alma)
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quinta-feira, 19 de março de 2009
MANIFESTO CONTRA OS ECONOMISTAS
“Vós, economistas,que dais cabo da vida
que a reduzis à mesquinhez
da conta, do orçamento, do défice
vós, economistas,
que pregais a bolsa e o mercado
que vos masturbais com o dinheiro
sabei que vos amaldiçoo
e que venho combater a vossa ditadura
vós, economistas,
que estais feitos com a morte
que trazeis a vidinha do tédio,
do previsível, das estatísticas
sabei que não me levais na cantiga
vós, economistas,
que dominais o mundo
que tudo submeteis à vossa lei assexuada
sabei que estou vivo
que procuro o prazer e a loucura
que estou para lá das vossas teses
que o amor não se mede
que a liberdade não se quantifica
e que o vosso império vai cair!”
A. Pedro Ribeiro
Fonte: pimentanegra.blogspot.com, em 18.03.2009
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sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
Breve história nasal da França - CHÉRI À PARIS / CRÔNICAS FRANCESAS
Daniel Cariello
(07/01/2009)
Como todos sabem, a França foi fundada por Asterix, o herói narigudo que tinha Obelix como parceiro. Obelix não possuía uma fuça tão avantajada como a de seu comparte, mas compensava o fato com a grandeza de sua pança. Os três, Obelix, Asterix e seu narix, derrotaram os romanos e preservaram a integridade do território gaulês.
A partir da idade média, o país passou a ser governado por reis. Um deles, Luís XIV, adorava enfiar o nariz onde não era chamado. E um dia soltou a famosa frase "quem peidou aqui?", seguida de outra menos conhecida, "o estado sou eu". Mas foi seu herdeiro, Luís XVI, quem pagou o pato, quando veio a Revolução Francesa e o monarca perdeu o nasal e a cabeça. Ao mesmo tempo.
Nesse interim (texto com pretensão histórica tem que ter a palavra interim, para passar um mínimo de credibilidade) nasceu Napoleão. Dizem que ele colocou as ventas pra fora de sua mãe e falou "isso não está cheirando bem". Depois deram um banho na progenitora, o que amenizou um pouco o problema. Mas a impressão de que algo fedia na França continuou nas idéias e nas narinas do sujeito, e ele decidiu que seria imperador. Não contente com aquele cheiro de camembert que imperava no país, Napoleão saiu atrás de novos ares, conquistando tudo o que encontrava pela frente. Exatamente por olhar apenas para as próprias ventas, não percebeu que os ingleses chegavam por trás. E dançou.
Mas os franceses têm uma capacidade de entrar em confusão comparável apenas ao tamanho de suas fuças, e meteram-se em duas guerras mundiais. Na segunda, foram salvos graças à intervenção do General De Gaulle, dotado de uma capacidade estratégica e de uma tromba invejáveis. Dizem que De Gaulle metia muito medo nos seus adversários, principalmente quando ameaçava espirrar.
E após tantas batalhas, eles decidiram investir em outras áreas, como cinema e esportes. Na primeira, o ator Gérard Depardieu fez suspirar metade das mulheres do mundo, com seus dois órgãos sexuais, um deles pendurado entre os olhos. E na segunda, viram surgir o campeão de fórmula 1 Alain Prost, que faturou quatro títulos mundiais. Devido à sua napa, Prost largava sempre em primeiro, mesmo que estivesse na última fila. Depois dele, as regras do esporte foram mudadas. Para ser declarado vencedor, passou a ser exigido que o carro atingisse antes a linha de chegada. E não o piloto.
Hoje em dia, a França continua honrando sua tradição de criar personalidades com um grande sugador de oxigênio, tanto que é presidida por Nicolas Sarkozy. E mesmo que muitos dos franceses já torçam o nariz para ele, ao se casar com a Carla Bruni o baixinho mostrou que pelo menos para as mulheres tem um ótimo faro.
Daniel Cariello assina a coluna Chéri à Paris. Também mantém o blog de mesmo nome e edita a revista bilíngüe Brazuca, publicada e distribuída na França e Bélgica.
Leia também: Eu X Zidane; Procura-se pão francês; Um quadro, três histórias; Pequenos espaços, grandes problemas e Joue-nous Raoul!
Fonte: Diplo.
(07/01/2009)
Como todos sabem, a França foi fundada por Asterix, o herói narigudo que tinha Obelix como parceiro. Obelix não possuía uma fuça tão avantajada como a de seu comparte, mas compensava o fato com a grandeza de sua pança. Os três, Obelix, Asterix e seu narix, derrotaram os romanos e preservaram a integridade do território gaulês.
A partir da idade média, o país passou a ser governado por reis. Um deles, Luís XIV, adorava enfiar o nariz onde não era chamado. E um dia soltou a famosa frase "quem peidou aqui?", seguida de outra menos conhecida, "o estado sou eu". Mas foi seu herdeiro, Luís XVI, quem pagou o pato, quando veio a Revolução Francesa e o monarca perdeu o nasal e a cabeça. Ao mesmo tempo.
Nesse interim (texto com pretensão histórica tem que ter a palavra interim, para passar um mínimo de credibilidade) nasceu Napoleão. Dizem que ele colocou as ventas pra fora de sua mãe e falou "isso não está cheirando bem". Depois deram um banho na progenitora, o que amenizou um pouco o problema. Mas a impressão de que algo fedia na França continuou nas idéias e nas narinas do sujeito, e ele decidiu que seria imperador. Não contente com aquele cheiro de camembert que imperava no país, Napoleão saiu atrás de novos ares, conquistando tudo o que encontrava pela frente. Exatamente por olhar apenas para as próprias ventas, não percebeu que os ingleses chegavam por trás. E dançou.
Mas os franceses têm uma capacidade de entrar em confusão comparável apenas ao tamanho de suas fuças, e meteram-se em duas guerras mundiais. Na segunda, foram salvos graças à intervenção do General De Gaulle, dotado de uma capacidade estratégica e de uma tromba invejáveis. Dizem que De Gaulle metia muito medo nos seus adversários, principalmente quando ameaçava espirrar.
E após tantas batalhas, eles decidiram investir em outras áreas, como cinema e esportes. Na primeira, o ator Gérard Depardieu fez suspirar metade das mulheres do mundo, com seus dois órgãos sexuais, um deles pendurado entre os olhos. E na segunda, viram surgir o campeão de fórmula 1 Alain Prost, que faturou quatro títulos mundiais. Devido à sua napa, Prost largava sempre em primeiro, mesmo que estivesse na última fila. Depois dele, as regras do esporte foram mudadas. Para ser declarado vencedor, passou a ser exigido que o carro atingisse antes a linha de chegada. E não o piloto.
Hoje em dia, a França continua honrando sua tradição de criar personalidades com um grande sugador de oxigênio, tanto que é presidida por Nicolas Sarkozy. E mesmo que muitos dos franceses já torçam o nariz para ele, ao se casar com a Carla Bruni o baixinho mostrou que pelo menos para as mulheres tem um ótimo faro.
Daniel Cariello assina a coluna Chéri à Paris. Também mantém o blog de mesmo nome e edita a revista bilíngüe Brazuca, publicada e distribuída na França e Bélgica.
Leia também: Eu X Zidane; Procura-se pão francês; Um quadro, três histórias; Pequenos espaços, grandes problemas e Joue-nous Raoul!
Fonte: Diplo.
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terça-feira, 11 de novembro de 2008
Retrato em Branco e Preto - Ana Carolina
Chico Buarque / Tom Jobim


Já conheço os passos dessa estrada
Sei que não vai dar em nada
Seus segredos sei de cor
Já conheço as pedras do caminho
Seus segredos sei de cor
Já conheço as pedras do caminho
E sei também que ali sozinho
Eu vou ficar, tanto pior
Eu vou ficar, tanto pior
O que é que eu posso contra o encanto
Desse amor que eu nego tanto, evito tanto
E que no entanto volta sempre a enfeitiçar
Com seus mesmos tristes velhos fatos
Que num álbum de retratos eu teimo em colecionar
Lá vou eu de novo feito um tolo
Desse amor que eu nego tanto, evito tanto
E que no entanto volta sempre a enfeitiçar
Com seus mesmos tristes velhos fatos
Que num álbum de retratos eu teimo em colecionar
Lá vou eu de novo feito um tolo
Procurar o desconsolo
Que cansei de conhecer
Que cansei de conhecer
Novos dias tristes, noites claras, versos, cartas
Minha cara, ainda volto a lhe escrever
Pra lhe dizer que isso é pecado, eu trago o peito tão marcado
De lembranças do passado e você sabe a razão
Minha cara, ainda volto a lhe escrever
Pra lhe dizer que isso é pecado, eu trago o peito tão marcado
De lembranças do passado e você sabe a razão
Vou colecionar mais um soneto
Outro retrato em branco e preto
A maltratar meu coração.
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Beatriz - Ana Carolina
Edu Lobo / Chico Buarque

Olha! Será que ela é moça
Será que ela é triste
Será que é o contrário
Será que é pintura
O rosto da atriz
Se ela dança no sétimo céu
Se ela acredita que é outro país
E se ela só decora o seu papel
E se eu pudesse entrar na sua vida
Olha! Será que é de louça
Será que é de éter
Será que é loucura
Será que é cenário
A casa da atriz
Se ela mora num arranha-céu
E se as paredes são feitas de giz
E se ela chora num quarto de hotel
E se eu pudesse entrar na sua vida
Sim, me leva pra sempre, Beatriz
Me ensina a não andar com os pés no chão
Para sempre é sempre por um triz
Aí, diz quantos desastres tem na minha mão
Diz se é perigoso a gente ser feliz
Olha! Será que é uma estrela
Será que é mentira
Será que é comédia
Será que é divina
A vida da atriz
Se ela um dia despencar do céu
E se os pagantes exigirem biz
E se um arcanjo passar o chapéu
E se eu pudesse entrar na sua vida
Fonte: Vagalume.

Olha! Será que ela é moça
Será que ela é triste
Será que é o contrário
Será que é pintura
O rosto da atriz
Se ela dança no sétimo céu
Se ela acredita que é outro país
E se ela só decora o seu papel
E se eu pudesse entrar na sua vida
Olha! Será que é de louça
Será que é de éter
Será que é loucura
Será que é cenário
A casa da atriz
Se ela mora num arranha-céu
E se as paredes são feitas de giz
E se ela chora num quarto de hotel
E se eu pudesse entrar na sua vida
Sim, me leva pra sempre, Beatriz
Me ensina a não andar com os pés no chão
Para sempre é sempre por um triz
Aí, diz quantos desastres tem na minha mão
Diz se é perigoso a gente ser feliz
Olha! Será que é uma estrela
Será que é mentira
Será que é comédia
Será que é divina
A vida da atriz
Se ela um dia despencar do céu
E se os pagantes exigirem biz
E se um arcanjo passar o chapéu
E se eu pudesse entrar na sua vida
Fonte: Vagalume.
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segunda-feira, 3 de novembro de 2008
Baader-Meinhof Blues
(Renato Russo)


A violência é tão fascinante
E nossas vidas são tão normais
E você passa dia e noite e sempre
Vê apartamentos acesos
E nossas vidas são tão normais
E você passa dia e noite e sempre
Vê apartamentos acesos
Tudo parece ser tão real
Mas você viu esse filme também
Andando nas ruas pensei que podia ouvir
Alguém me chamando, dizendo meu nome
Mas você viu esse filme também
Andando nas ruas pensei que podia ouvir
Alguém me chamando, dizendo meu nome
Já estou cheio de me sentir vazio
Meu corpo é quente e estou sentindo frio
Todo mundo sabe e ninguém quer mais saber
Afinal, amar o proximo é tão demodê
Meu corpo é quente e estou sentindo frio
Todo mundo sabe e ninguém quer mais saber
Afinal, amar o proximo é tão demodê
Essa justiça desafinada é tão humana e tão errada
Nós assistimos televisão também, qual é a diferença?
Não estatize meus sentimentos p'rá seu governo
O meu estado é independente
Nós assistimos televisão também, qual é a diferença?
Não estatize meus sentimentos p'rá seu governo
O meu estado é independente
Já estou cheio de me sentir vazio
Meu corpo é quente e estou sentindo frio
Todo mundo sabe e ninguém quer mais saber
Afinal, amar o proximo é tão demodê
Meu corpo é quente e estou sentindo frio
Todo mundo sabe e ninguém quer mais saber
Afinal, amar o proximo é tão demodê
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segunda-feira, 13 de outubro de 2008
Vou-me embora pra Arquibancada - Homenagem a Manoel Bandeira
Por ROBERTO VIEIRA*
Vou-me embora pra Arquibancada
Lá sou amigo do Rei
Lá tenho o futebol que eu quero
No estádio que escolherei
Vou-me embora pra Arquibancada
Vou-me embora pra Arquibancada
Aqui eu não sou feliz
Lá o drible é uma aventura
De tal modo inconseqüente
Que Garrincha algoz da Espanha
Senhor do tempo inclemente
Vem a ser contraparente
Do genro que nunca tive
E como farei mil gols
Leônidas e bicicleta
Zagueiros por meus escravos
Subirei no pau-de-sebo
Tomarei banhos de mar!
E quando estiver cansado
Deito na arquibancada
Mando chamar Mário Filho
Pra me contar as histórias
Que no tempo de eu menino
Nelson vinha me contar
Vou-me embora pra Arquibancada
Na Arquibancada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir segunda divisão
Tem gol de placa automático
Tem chopp gelado à vontade
Tem cheerleaders bonitas
Para a gente namorar
E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar— Lá sou amigo do Rei —
Terei o troféu que eu quero
No estádio que escolherei
Vou-me embora pra Arquibancada.
* Homenagem a Manoel Bandeira que foi embora pra Pasárgada há 40 anos...
Fonte: Blog do Juca.
Vou-me embora pra Arquibancada
Lá sou amigo do Rei
Lá tenho o futebol que eu quero
No estádio que escolherei
Vou-me embora pra Arquibancada
Vou-me embora pra Arquibancada
Aqui eu não sou feliz
Lá o drible é uma aventura
De tal modo inconseqüente
Que Garrincha algoz da Espanha
Senhor do tempo inclemente
Vem a ser contraparente
Do genro que nunca tive
E como farei mil gols
Leônidas e bicicleta
Zagueiros por meus escravos
Subirei no pau-de-sebo
Tomarei banhos de mar!
E quando estiver cansado
Deito na arquibancada
Mando chamar Mário Filho
Pra me contar as histórias
Que no tempo de eu menino
Nelson vinha me contar
Vou-me embora pra Arquibancada
Na Arquibancada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir segunda divisão
Tem gol de placa automático
Tem chopp gelado à vontade
Tem cheerleaders bonitas
Para a gente namorar
E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar— Lá sou amigo do Rei —
Terei o troféu que eu quero
No estádio que escolherei
Vou-me embora pra Arquibancada.
* Homenagem a Manoel Bandeira que foi embora pra Pasárgada há 40 anos...
Fonte: Blog do Juca.
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sexta-feira, 10 de outubro de 2008
Os Pastores do Apocalipse
Aquela noite foi a mais longa e assustadora das nossas vidas. A lua minguante cruzou o firmamento como uma foice, golpeando as estrelas para fora do céu. Fomos envolvidos por uma escuridão, tão densa quanto os gemidos do Espirito.
A tristeza nos tomou por completo. Aqueles que levaram cativo o nosso ânimo, nos pediam uma canção; e os que destruíram nossos lares nos desafiavam a que os alegrássemos dizendo: "Cantem uma nova canção... Cante e com teu canto juntaremos riquezas."
Eles tomaram nossa mocidade em troca de um deus que não descia do púlpito; emularam uma divindade que não existia.
Uns eram poderosos e ordenavam coisas que realmente aconteciam; outros, de fala rebuscada, costuravam devaneios, como que querendo unir a tua Santa Palavra aos delírios de loucos heróis.
Todos iludiam igualmente, como os antigos egípcios faziam das pessoas escravos, a fim de erigir enormes monumentos.
Nossos talentos foram vendidos como mercadoria. Meus amigos, uma vez vazios, desfaleceram pelo caminho e foram atropelados pelo cortejo da empreita.
Nós, os que passavam as madrugadas em joelhos e lágrimas, abraçamos teu Anjo naquela noite escura, com tanto desespero, que este nos deixou seqüelas. E não o deixamos ir antes da Aurora.
(...)
"- Vamos embora agora, enquanto os lobos dormem. Vamos antes que a noite volte."
Em meio a tantas quinquilharias inúteis guardadas no sótão, penduramos nossas guitarras, depois caminhamos junto ao rio que corta a cidade, ali nos assentamos e choramos... lembrávamos da igreja e dos nossos amigos.
Nossa boca se fechou. Nosso lamento era um prisioneiro, um gemido doloroso que passava por entre os dentes cerrados.
De volta ao templo, não falávamos. Não havia mais ninguém, só o Espirito de Deus entrava pelas janelas. Ele trazia em suas mãos um bálsamo de perfume gostoso e esfregava a cura em nossas almas com tanta ternura, que nos fez lembrar o colo de nossas mães.
Desta vez, só Ele, só o Espirito Santo ouvia a nossa musica. Ouvia lá dentro, em lugares que não existiam sem o Espirito, lugares onde as palavras não faziam sentido, nem mesmo eram necessárias.
Nosso irmão mais velho entrou pelas portas como um sol ao meio-dia e trouxe consigo uma enorme multidão! Pulavam em festa, agarravam suas pernas e pulavam em suas costas. Que visão feliz!
(...)
- A boa ventura, que esperamos de ti ó Pai, é que tu nos devolva noutras terras o que larápio roubou em nossas almas.
Nos encantaram com fábulas. Éramos como meninos sonhando. Enquanto isso, o valor se desfez tal qual o sal sob a chuva.
Em meio a tantos excessos, preferimos a língua dos anjos, sem duvidar da língua dos homens...
Que anjos, que nada! Eram homens!
Confinaram nossos dons em caixotes sujos, sugaram nossa arte para a ilusão de sonhos infames...
E tu, ó Deus Amor, tu nunca nos deixaste!
(...) tu nunca nos deixaste! Que amor é esse que tanto suporta?
Nós, os do caminho, tratávamos da trave de um e o cisco do outro, a fim de amar por nada, por que é essa matéria que tu ó Pai, nos deu ao longo da estrada. Amar e amar sem motivo.
Teus pastores pecaram. E até quando amaram, o fizeram pra que os amassem de volta.
Nós, que outrora andávamos cegos, enganados com deuses e homens, finalmente escapamos da noite. E assim, choramos a injustiça como nossa e confessamos os pecados com angústia.
(...) Tu que eras o estranho reflexo que víamos no espelho.
O Deus quem em segredo sustentava; o improvável amor das pessoas.
És o Amor que nos amou, não para que o amássemos de volta, mas para que nos amássemos uns aos outros.
Ora, vem Senhor! Este é o teu Reino. Nele haveremos de cantar pelos séculos dos séculos!
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quinta-feira, 9 de outubro de 2008
Crônicas do Chico Lang.
Em 08/10/2008
Adeus ao amigo Chicão. Antes de tudo um valente
São Paulo (SP) - O volante Chicão perdeu a única briga da vida dele. Valente, corajoso, pegador, o ex-são-paulino não conseguiu parar no peito e na raça um câncer no esôfago e acabou perdendo o jogo da vida. Morreu nesta madrugada aos 59 anos. O corpo está sendo velado na Câmara Municipal de Piracicaba e o presidente do Tricolor Paulista decretou luto oficial. Quando comecei a carreira de jornalista, no extinto Notícias Populares, fui entrevistá-lo. Afinal, Chicão havia parado na porrada o tal de Kempes, no Brasil e Argentina, na Copa de 1978, 0 a 0.
Chicão transformou-se em um 'Deus da Raça'. Me recordo que deu um carrinho no hermano, levantou-se e deu uma 'peitada' no bruto. O argentino perdeu o equilíbrio e caiu sentado, de novo. O volantão 'matou' o adversário, que arrastou-se em campo depois dessa dura.
Ele morava, na época, em um prédio da Afonso Bovero, no Sumaré, bairro de São Paulo. Marcamos em um barzinho, que ficava logo embaixo da casa do valente. Sentamos no balcão. Chicão vestia uma camisa preta, bem colada no corpo, e uma calça de linho creme. Calçava bota escura. Não me lembro a cor.
De cara, virou-se para o garçon e disse: 'Faz duas daquelas'. Fiquei na minha e começamos a conversar. De repente, chegaram duas caipirinhas em copos longos. Chicão, com um gole só, tomou metade. Olhou para mim e perguntou: 'Você bebe ou não?'. O autoritarismo dele me impulsionou e mandei a mesma dose para baixo.
Passaram-se horas e a conversa se esticou. Quando olhei para o balcão, já meio tonto, enrolando a língua, lá se foram quatro copões para cada um. Para dizer a verdade, foi a melhor entrevista da minha vida, em todos os sentidos. Duro foi escrevê-la na redação do NP. Foi a primeira de muitas.
Obrigado, Chicão. Hoje vou tomar uma em sua homenagem.
E tenho dito!
bolasolta@gazetaesportiva.com.br
Fonte: Gazeta Esportiva.
Adeus ao amigo Chicão. Antes de tudo um valente
São Paulo (SP) - O volante Chicão perdeu a única briga da vida dele. Valente, corajoso, pegador, o ex-são-paulino não conseguiu parar no peito e na raça um câncer no esôfago e acabou perdendo o jogo da vida. Morreu nesta madrugada aos 59 anos. O corpo está sendo velado na Câmara Municipal de Piracicaba e o presidente do Tricolor Paulista decretou luto oficial. Quando comecei a carreira de jornalista, no extinto Notícias Populares, fui entrevistá-lo. Afinal, Chicão havia parado na porrada o tal de Kempes, no Brasil e Argentina, na Copa de 1978, 0 a 0.
Chicão transformou-se em um 'Deus da Raça'. Me recordo que deu um carrinho no hermano, levantou-se e deu uma 'peitada' no bruto. O argentino perdeu o equilíbrio e caiu sentado, de novo. O volantão 'matou' o adversário, que arrastou-se em campo depois dessa dura.
Ele morava, na época, em um prédio da Afonso Bovero, no Sumaré, bairro de São Paulo. Marcamos em um barzinho, que ficava logo embaixo da casa do valente. Sentamos no balcão. Chicão vestia uma camisa preta, bem colada no corpo, e uma calça de linho creme. Calçava bota escura. Não me lembro a cor.
De cara, virou-se para o garçon e disse: 'Faz duas daquelas'. Fiquei na minha e começamos a conversar. De repente, chegaram duas caipirinhas em copos longos. Chicão, com um gole só, tomou metade. Olhou para mim e perguntou: 'Você bebe ou não?'. O autoritarismo dele me impulsionou e mandei a mesma dose para baixo.
Passaram-se horas e a conversa se esticou. Quando olhei para o balcão, já meio tonto, enrolando a língua, lá se foram quatro copões para cada um. Para dizer a verdade, foi a melhor entrevista da minha vida, em todos os sentidos. Duro foi escrevê-la na redação do NP. Foi a primeira de muitas.
Obrigado, Chicão. Hoje vou tomar uma em sua homenagem.
E tenho dito!
bolasolta@gazetaesportiva.com.br
Fonte: Gazeta Esportiva.
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quinta-feira, 2 de outubro de 2008
Culto Circuito
Isso sim é o que eu chamo de evangeliquês...
- Vai uma bolinha de neve?
- Não obrigado...
- Deixe de ser quadrangular.
- Antes quadrangular que independente de drogas...
(silêncio)
- Quer jogar epístolas?
- Prefiro jogar penteca.
- Hebreu hein... Sou milhomens rapá; isso é jogo de presbi!
- Falô varão! Aposto que curte um gospel a distância...
- Pra falar verdade, xadrez.
- Ah! Confessou! Apóstolo que teu negocio é mexer com bispos!
- E comer a dama principalmente...
- Porco calvinista!
- E você é um malafaia sem alça do carisma!
- Isso vai lhe custar kairós.
- Vai entrar com uma unção contra mim?
- Pode apostatar.
- Vai em crente então. Templo é dinheiro!
- Vou te por no episcopal!
- Você vai entrar pelo canon, só isso.
- Quero mais que você gomorra!
- Hebreu hein... Vai soltar os pastores em cima de mim agora?!
- Não sabe do que eu sou a paz...
- Vai em crente... Uma lagoinha só não faz valadão...
(silêncio)
- Fique sabendo que eu não estou jó.
- Não tenho medos nem persas de você.
- Então vai aprender a não meter o nazireu onde não foi vocacionado.
- Você não devia me salmodiar assim...
- Vou acabar metendo a mão na sua ovelha.
- Vai em crente! Ou precisa de a judas?!
- Fico púlpito com isso!
- Com o que?
- você está Calvino de saber... Essa tua cara de cântico.
- E você é um perfeito palhaço de circuncisão!
- Vou te pecar lá fora...
- Pode vir... Vou arrebatar com você...
- xxiiiiuuu, o culto está começando...
- Bom culto pra você.
- Deus te abençoe.
(silêncio)
Fonte: Wilson Tonioli, no blog Verticontes (via Pavablog).
- Vai uma bolinha de neve?
- Não obrigado...
- Deixe de ser quadrangular.
- Antes quadrangular que independente de drogas...
(silêncio)
- Quer jogar epístolas?
- Prefiro jogar penteca.
- Hebreu hein... Sou milhomens rapá; isso é jogo de presbi!
- Falô varão! Aposto que curte um gospel a distância...
- Pra falar verdade, xadrez.
- Ah! Confessou! Apóstolo que teu negocio é mexer com bispos!
- E comer a dama principalmente...
- Porco calvinista!
- E você é um malafaia sem alça do carisma!
- Isso vai lhe custar kairós.
- Vai entrar com uma unção contra mim?
- Pode apostatar.
- Vai em crente então. Templo é dinheiro!
- Vou te por no episcopal!
- Você vai entrar pelo canon, só isso.
- Quero mais que você gomorra!
- Hebreu hein... Vai soltar os pastores em cima de mim agora?!
- Não sabe do que eu sou a paz...
- Vai em crente... Uma lagoinha só não faz valadão...
(silêncio)
- Fique sabendo que eu não estou jó.
- Não tenho medos nem persas de você.
- Então vai aprender a não meter o nazireu onde não foi vocacionado.
- Você não devia me salmodiar assim...
- Vou acabar metendo a mão na sua ovelha.
- Vai em crente! Ou precisa de a judas?!
- Fico púlpito com isso!
- Com o que?
- você está Calvino de saber... Essa tua cara de cântico.
- E você é um perfeito palhaço de circuncisão!
- Vou te pecar lá fora...
- Pode vir... Vou arrebatar com você...
- xxiiiiuuu, o culto está começando...
- Bom culto pra você.
- Deus te abençoe.
(silêncio)
Fonte: Wilson Tonioli, no blog Verticontes (via Pavablog).
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Teologia da Apelação.
quinta-feira, 18 de setembro de 2008
Joue-nous Raoul! - CHÉRI À PARIS / CRÔNICAS FRANCESAS
Daniel Cariello
(08/09/2008)
Tem coisas que não dá pra traduzir. Por melhor que você chegue a falar uma segunda língua, existem expressões que necessitariam de tanto tempo para serem explicadas que é melhor nem tentar.
Isso não sai da minha cabeça desde que estava em um festival em Paris e, meio da muvuca, alguém deu um grito. Uma espécie de senha-para-se-reconhecer-brasileiro-em-show-de-rock-em-qualquer-parte-do-mundo. O "toca Raul!" saiu esganiçado, quase desafinado. Mas era um "toca Raul!" legítimo, bem audível.
Como explicar para um francês todo o significado sócio-anárquico-místico-irônico-contracultural da expressão?
— Não dá pra explicar.
— Tenta.
— O Raul Seixas é um músico baiano, um pioneiro do rock brasileiro.
— Então as pessoas querem escutar as músicas dele no show?
— Não é isso.
— E por que pedem para tocá-las?
— Elas não estão pedindo para tocá-las. Só estão gritando "toca Raul!".
— Não entendo.
— Eu disse que era complicado.
— Continua.
— O Raul Seixas fez muito sucesso nos anos 70, principalmente pelas músicas em parceria com o Paulo Coelho.
— Paulo Coelho, o bruxo adorado aqui na França?
— O próprio.
— Já até imagino. Eram músicas de meditação, de elevação espiritual, né?
— Na verdade, muitas eram de adoração ao coisa ruim.
— Coisa ruim?
— O canhestro.
— Hein?
— O príncipe das trevas.
— Paulo Coelho adorando o capeta? Agora embolou tudo.
— Avisei...
— Deixa eu tentar compreender: as pessoas pedem músicas do Raul Seixas, mas não querem escutá-las. E muitas dessas músicas foram feitas juntas com o diabo, mas adoravam o Paulo Coelho.
— Na verdade, é o contrário.
— É confuso.
— Ele também era confuso. Tanto que ficou conhecido como maluco beleza.
— Era doido?
— Era. Quer dizer, não era. Bom, talvez fosse. Sei lá. E o mais curioso é que existe até hoje uma legião de fanáticos que se vestem exatamente como ele.
— Então são esses os malucos beleza que gritam "toca Raul!"?
— Nem sempre.
— Eu acho que nunca vou entender o que isso significa.
— É complicado mesmo. "Toca Raul!" é uma expressão muito brasileira. Tão brasileira quanto a Gisele Bündchen.
— Gisele Bündchen? Ela não é alemã?
— Ah, não enche.
Daniel Cariello assina a coluna Chéri à Paris. Também mantém o blog de mesmo nome e edita a revista bilíngüe Brazuca, publicada e distribuída na França e Bélgica.
Leia também: Eu X Zidane; Procura-se pão francês; Um quadro, três histórias e Pequenos espaços, grandes problemas.
Fonte: Diplo.
(08/09/2008)
Tem coisas que não dá pra traduzir. Por melhor que você chegue a falar uma segunda língua, existem expressões que necessitariam de tanto tempo para serem explicadas que é melhor nem tentar.
Isso não sai da minha cabeça desde que estava em um festival em Paris e, meio da muvuca, alguém deu um grito. Uma espécie de senha-para-se-reconhecer-brasileiro-em-show-de-rock-em-qualquer-parte-do-mundo. O "toca Raul!" saiu esganiçado, quase desafinado. Mas era um "toca Raul!" legítimo, bem audível.
Como explicar para um francês todo o significado sócio-anárquico-místico-irônico-contracultural da expressão?
— Não dá pra explicar.
— Tenta.
— O Raul Seixas é um músico baiano, um pioneiro do rock brasileiro.
— Então as pessoas querem escutar as músicas dele no show?
— Não é isso.
— E por que pedem para tocá-las?
— Elas não estão pedindo para tocá-las. Só estão gritando "toca Raul!".
— Não entendo.
— Eu disse que era complicado.
— Continua.
— O Raul Seixas fez muito sucesso nos anos 70, principalmente pelas músicas em parceria com o Paulo Coelho.
— Paulo Coelho, o bruxo adorado aqui na França?
— O próprio.
— Já até imagino. Eram músicas de meditação, de elevação espiritual, né?
— Na verdade, muitas eram de adoração ao coisa ruim.
— Coisa ruim?
— O canhestro.
— Hein?
— O príncipe das trevas.
— Paulo Coelho adorando o capeta? Agora embolou tudo.
— Avisei...
— Deixa eu tentar compreender: as pessoas pedem músicas do Raul Seixas, mas não querem escutá-las. E muitas dessas músicas foram feitas juntas com o diabo, mas adoravam o Paulo Coelho.
— Na verdade, é o contrário.
— É confuso.
— Ele também era confuso. Tanto que ficou conhecido como maluco beleza.
— Era doido?
— Era. Quer dizer, não era. Bom, talvez fosse. Sei lá. E o mais curioso é que existe até hoje uma legião de fanáticos que se vestem exatamente como ele.
— Então são esses os malucos beleza que gritam "toca Raul!"?
— Nem sempre.
— Eu acho que nunca vou entender o que isso significa.
— É complicado mesmo. "Toca Raul!" é uma expressão muito brasileira. Tão brasileira quanto a Gisele Bündchen.
— Gisele Bündchen? Ela não é alemã?
— Ah, não enche.
Daniel Cariello assina a coluna Chéri à Paris. Também mantém o blog de mesmo nome e edita a revista bilíngüe Brazuca, publicada e distribuída na França e Bélgica.
Leia também: Eu X Zidane; Procura-se pão francês; Um quadro, três histórias e Pequenos espaços, grandes problemas.
Fonte: Diplo.
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sábado, 9 de agosto de 2008
Necessidades sexuais
Supostamente atribuído a Luis Fernando Veríssimo
Eu nunca havia entendido porque as necessidades sexuais dos homens e das mulheres são tão diferentes.
Nunca tinha entendido isso de "Marte e Vênus". E nunca tinha entendido porque os homens pensam com a cabeça e as mulheres com o coração.
Uma noite, semana passada, minha mulher e eu estávamos indo para a cama. Bom, começamos a ficar a vontade, fazer carinhos, provocações, o maior "T" e, nesse momento, ela parou e me disse:
- Acho que agora não quero, só quero que você me abrace...
Eu falei:
- O QUEEE???
Ela falou:
- Você não sabe se conectar com as minhas necessidades emocionais como mulher.
Comecei a pensar no que podia ter falhado. No final, assumi que aquela noite não ia rolar nada, virei e dormi.
No dia seguinte, fomos ao shopping. Entramos em uma grande loja de departamentos... Fui dar uma volta enquanto ela experimentava três modelitos caríssimos. Como não podia decidir por um ou outro, falei para comprar os três. Então, ela me falou que precisava de uns sapatos que combinassem... a R$200,00 cada par.
Respondi que tudo bem.
Depois fomos à seção de joalheria, onde escolheu uns brincos de diamantes. Estava tão emocionada!! Deveria estar pensando que fiquei louco. Acho até que estava me testando quando pediu uma raquete de tênis, porque nem tênis ela joga. Acredito que acabei com seus esquemas e paradigmas quando falei que sim.
Ela estava quase excitada sexualmente depois de tudo isso. Vocês tinham que ver a carinha dela, toda feliz!
Quando ela falou:
- Vamos passar no caixa para pagar, amor?
Dai eu disse:
- Acho que agora não quero mais comprar tudo isso, meu bem... só quero que você me abrace.
Ela ficou pálida. No momento em que começou a ficar com cara de querer me matar, falei:
- Você não sabe se conectar com as minhas necessidades financeiras de homem.
Vinguei-me, mas acredito que o sexo acabou para mim até o Natal de 2010.
Eu nunca havia entendido porque as necessidades sexuais dos homens e das mulheres são tão diferentes.
Nunca tinha entendido isso de "Marte e Vênus". E nunca tinha entendido porque os homens pensam com a cabeça e as mulheres com o coração.
Uma noite, semana passada, minha mulher e eu estávamos indo para a cama. Bom, começamos a ficar a vontade, fazer carinhos, provocações, o maior "T" e, nesse momento, ela parou e me disse:
- Acho que agora não quero, só quero que você me abrace...
Eu falei:
- O QUEEE???
Ela falou:
- Você não sabe se conectar com as minhas necessidades emocionais como mulher.
Comecei a pensar no que podia ter falhado. No final, assumi que aquela noite não ia rolar nada, virei e dormi.
No dia seguinte, fomos ao shopping. Entramos em uma grande loja de departamentos... Fui dar uma volta enquanto ela experimentava três modelitos caríssimos. Como não podia decidir por um ou outro, falei para comprar os três. Então, ela me falou que precisava de uns sapatos que combinassem... a R$200,00 cada par.
Respondi que tudo bem.
Depois fomos à seção de joalheria, onde escolheu uns brincos de diamantes. Estava tão emocionada!! Deveria estar pensando que fiquei louco. Acho até que estava me testando quando pediu uma raquete de tênis, porque nem tênis ela joga. Acredito que acabei com seus esquemas e paradigmas quando falei que sim.
Ela estava quase excitada sexualmente depois de tudo isso. Vocês tinham que ver a carinha dela, toda feliz!
Quando ela falou:
- Vamos passar no caixa para pagar, amor?
Dai eu disse:
- Acho que agora não quero mais comprar tudo isso, meu bem... só quero que você me abrace.
Ela ficou pálida. No momento em que começou a ficar com cara de querer me matar, falei:
- Você não sabe se conectar com as minhas necessidades financeiras de homem.
Vinguei-me, mas acredito que o sexo acabou para mim até o Natal de 2010.
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sexta-feira, 8 de agosto de 2008
O que é um peido para quem está todo cagado?
Este texto recebi por email, enviado pela Débora Ferraz (minha irmã).
A expressão do título é conhecida de todos, mas o texto que aoriginou é menos. É uma obra de Luis Fernando Veríssimo sobre a obra veríssima que ele fez numa viagem para Miami. (só não garanto a autoria).
Aeroporto Santos Dumont, 15:30.
Senti um pequeno mal-estar causado por uma cólica intestinal,mas nada que uma urinada ou uma barrigada não aliviasse. Mas,atrasado para chegar ao ônibus que me levaria para o Galeão, de onde partiria o vôo para Miami, resolvi segurar as pontas. Afinal de contas são só uns 15 minutos de busão. 'Chegando lá, tenho tempo de sobra para dar aquela mijadinha esperta, tranqüilo, o avião só sairía às 16:30'.
Entrando no ônibus, sem sanitários. Senti a primeira contração e tomei consciência de que minha gravidez fecal chegara ao nono mês e que faria um parto de cócoras assim que entrasse no banheiro do aeroporto. Virei para o meu amigo que me acompanhava e, sutil falei: 'Cara, mal posso esperar para chegar na m***a do aeroportoporque preciso largar um barro.''
Nesse momento, senti um urubu beliscando minha cueca, mas botei a força de vontade para trabalhar e segurei a onda. O ônibus nem tinha começado a andar quando, para meu desespero, uma voz disse pelo alto falante: 'Senhoras e senhores, nossa viagem entre os dois aeroportos levará em torno de 01 hora, devido a obras na pista.' Aí o urubu ficou maluco querendo sair a qualquer custo. Fiz um esforço hercúleo para segurar o trem m***a que estava para chegar na estação ânus a qualquer momento.
Suava em bicas. Meu amigo percebeu e, como bom amigo que era, aproveitou para tirar um sarro. O alívio provisório veio em forma de bolhas estomacais, indicando que pelo menos por enquanto as coisas tinham se acomodado. Tentava me distrair vendo TV, mas só conseguia pensar em um banheiro, não com uma privada, mas com um vaso sanitário tãobranco e tão limpo que alguém poderia botar seu almoço nele. E opapel higiênico então: branco e macio, com textura e perfume e, ops, senti um volume almofadado entre meu traseiro e o assento do ônibus e percebi, consternado, que havia cagado.
Um cocô sólido e comprido daqueles que dão orgulho de pai ao seu autor. Daqueles que dá vontade de ligar pros amigos e parentes e convidá-los a apreciar na privada. Tão perfeita obra, dava pra expor em uma bienal. Mas sem dúvida, a situação tava tensa. Olhei para o meu amigo,procurando um pouco de piedade, e confessei sério: 'Cara, caguei!'
Quando meu amigo parou de rir, uns cinco minutos depois, aconselhou-me a relaxar, pois agora estava tudo sob controle. 'Que se dane, me limpo no aeroporto', pensei. 'Pior que isso não fico'. Mal o ônibus entrou em movimento, a cólica recomeçou forte. Arregalei os olhos, segurei-me na cadeira mas não pude evitar, e sem muita cerimônia ou anunciação, veio a segunda leva de m***a. Desta vez, como uma pasta morna. Foi m***a para tudo que é lado, borrando, esquentando e melando a bunda, cueca, barra da camisa,pernas, panturrilha, calças, meias e pés.
E mais uma cólica anunciando mais m***a, agora líqüida, das que queimam o fiofó do freguês ao sair rumo a liberdade. E depois um peido tipo bufa, que eu nem tentei segurar. Afinal de contas, o que era um peidinho para quem já estava todo cagado... Já o peido seguinte, foi do tipo que pesa. E me caguei pela quarta vez.
Lembrei de um amigo que certa vez estava com tanta caganeira que resolveu botar modess na cueca. Mas era tarde demais para tal artifício absorvente. Tinha menstruado tanta m***a que nem uma bomba de cisterna poderia me ajudar a limpar a sujeirada.
Finalmente cheguei ao aeroporto e saindo apressado com passos curtinhos, supliquei ao meu amigo que apanhasse minha mala no bagageiro do ônibus e a levasse ao sanitário do aeroporto para que eu pudesse trocar de roupas. Corri ao banheiro e entrando de boxe em boxe, constatei falta de papel higiênico em todos os cinco. Olhei para cima e blasfemei: 'Agora chega, né?'
Entrei no último, sem papel mesmo, e tirei a roupa toda para analisar minha situação (que concluí como sendo o fundo do poço) e esperar pela minha salvação, com roupas limpinhas e cheirosinhas e com ela uma lufada de dignidade no meu dia. Meu amigo entrou no banheiro com pressa, tinha feito o 'check-in' e ia correndo tentar segurar o vôo. Jogou por cima do boxe o cartão de embarque e uma maleta de mão e saiu antes de qualquer protesto de minha parte. 'Ele tinha despachado a mala comroupas'. Na mala de mão só tinha um pulôver de gola 'V'. A temperatura em Miami era de aproximadamente 35 graus.
Desesperado comecei a analisar quais de minhas roupas seriam, de algum modo, aproveitáveis. Minha cueca, joguei no lixo. A camisa era história. As calças estavam deploráveis e assim como minhas meias, mudaram de cor tingidas pela m***a. Meus sapatos estavam nota 03, numa escala de 01 a 10. Teria que improvisar. A invenção é mãe da necessidade, então transformei uma simples privada em uma magnífica máquina de lavar. Virei a calça do lado avesso, segurei-a pela barra, e mergulhei a parte atingida na água. Comecei a dardescarga até que o grosso da m***a se desprendeu. Estava pronto para embarcar.
Saí do banheiro e atravessei o aeroporto em direção ao portão de embarque trajando sapatos sem meias, as calças do lado avesso e molhadas da cintura ao joelho (não exatamente limpas) e o pulôver gola 'V', sem camisa. Mas caminhava com a dignidade de um lorde.
Embarquei no avião, onde todos os passageiros estavamesperando o 'RAPAZ QUE ESTAVA NO BANHEIRO' e atravessei todo ocorredor até o meu assento, ao lado do meu amigo que sorria. A aeromoça aproximou-se e perguntou se precisava de algo. Eu cheguei a pensar em pedir 120 toalhinhas perfumadas paradisfarçar o cheiro de fossa transbordante e uma gilete para cortar os pulsos, mas decidi não pedir: 'Nada, obrigado.'
Eu só queria esquecer este dia de m***a. Um dia de m***a...
A expressão do título é conhecida de todos, mas o texto que aoriginou é menos. É uma obra de Luis Fernando Veríssimo sobre a obra veríssima que ele fez numa viagem para Miami. (só não garanto a autoria).
Aeroporto Santos Dumont, 15:30.
Senti um pequeno mal-estar causado por uma cólica intestinal,mas nada que uma urinada ou uma barrigada não aliviasse. Mas,atrasado para chegar ao ônibus que me levaria para o Galeão, de onde partiria o vôo para Miami, resolvi segurar as pontas. Afinal de contas são só uns 15 minutos de busão. 'Chegando lá, tenho tempo de sobra para dar aquela mijadinha esperta, tranqüilo, o avião só sairía às 16:30'.
Entrando no ônibus, sem sanitários. Senti a primeira contração e tomei consciência de que minha gravidez fecal chegara ao nono mês e que faria um parto de cócoras assim que entrasse no banheiro do aeroporto. Virei para o meu amigo que me acompanhava e, sutil falei: 'Cara, mal posso esperar para chegar na m***a do aeroportoporque preciso largar um barro.''
Nesse momento, senti um urubu beliscando minha cueca, mas botei a força de vontade para trabalhar e segurei a onda. O ônibus nem tinha começado a andar quando, para meu desespero, uma voz disse pelo alto falante: 'Senhoras e senhores, nossa viagem entre os dois aeroportos levará em torno de 01 hora, devido a obras na pista.' Aí o urubu ficou maluco querendo sair a qualquer custo. Fiz um esforço hercúleo para segurar o trem m***a que estava para chegar na estação ânus a qualquer momento.
Suava em bicas. Meu amigo percebeu e, como bom amigo que era, aproveitou para tirar um sarro. O alívio provisório veio em forma de bolhas estomacais, indicando que pelo menos por enquanto as coisas tinham se acomodado. Tentava me distrair vendo TV, mas só conseguia pensar em um banheiro, não com uma privada, mas com um vaso sanitário tãobranco e tão limpo que alguém poderia botar seu almoço nele. E opapel higiênico então: branco e macio, com textura e perfume e, ops, senti um volume almofadado entre meu traseiro e o assento do ônibus e percebi, consternado, que havia cagado.
Um cocô sólido e comprido daqueles que dão orgulho de pai ao seu autor. Daqueles que dá vontade de ligar pros amigos e parentes e convidá-los a apreciar na privada. Tão perfeita obra, dava pra expor em uma bienal. Mas sem dúvida, a situação tava tensa. Olhei para o meu amigo,procurando um pouco de piedade, e confessei sério: 'Cara, caguei!'
Quando meu amigo parou de rir, uns cinco minutos depois, aconselhou-me a relaxar, pois agora estava tudo sob controle. 'Que se dane, me limpo no aeroporto', pensei. 'Pior que isso não fico'. Mal o ônibus entrou em movimento, a cólica recomeçou forte. Arregalei os olhos, segurei-me na cadeira mas não pude evitar, e sem muita cerimônia ou anunciação, veio a segunda leva de m***a. Desta vez, como uma pasta morna. Foi m***a para tudo que é lado, borrando, esquentando e melando a bunda, cueca, barra da camisa,pernas, panturrilha, calças, meias e pés.
E mais uma cólica anunciando mais m***a, agora líqüida, das que queimam o fiofó do freguês ao sair rumo a liberdade. E depois um peido tipo bufa, que eu nem tentei segurar. Afinal de contas, o que era um peidinho para quem já estava todo cagado... Já o peido seguinte, foi do tipo que pesa. E me caguei pela quarta vez.
Lembrei de um amigo que certa vez estava com tanta caganeira que resolveu botar modess na cueca. Mas era tarde demais para tal artifício absorvente. Tinha menstruado tanta m***a que nem uma bomba de cisterna poderia me ajudar a limpar a sujeirada.
Finalmente cheguei ao aeroporto e saindo apressado com passos curtinhos, supliquei ao meu amigo que apanhasse minha mala no bagageiro do ônibus e a levasse ao sanitário do aeroporto para que eu pudesse trocar de roupas. Corri ao banheiro e entrando de boxe em boxe, constatei falta de papel higiênico em todos os cinco. Olhei para cima e blasfemei: 'Agora chega, né?'
Entrei no último, sem papel mesmo, e tirei a roupa toda para analisar minha situação (que concluí como sendo o fundo do poço) e esperar pela minha salvação, com roupas limpinhas e cheirosinhas e com ela uma lufada de dignidade no meu dia. Meu amigo entrou no banheiro com pressa, tinha feito o 'check-in' e ia correndo tentar segurar o vôo. Jogou por cima do boxe o cartão de embarque e uma maleta de mão e saiu antes de qualquer protesto de minha parte. 'Ele tinha despachado a mala comroupas'. Na mala de mão só tinha um pulôver de gola 'V'. A temperatura em Miami era de aproximadamente 35 graus.
Desesperado comecei a analisar quais de minhas roupas seriam, de algum modo, aproveitáveis. Minha cueca, joguei no lixo. A camisa era história. As calças estavam deploráveis e assim como minhas meias, mudaram de cor tingidas pela m***a. Meus sapatos estavam nota 03, numa escala de 01 a 10. Teria que improvisar. A invenção é mãe da necessidade, então transformei uma simples privada em uma magnífica máquina de lavar. Virei a calça do lado avesso, segurei-a pela barra, e mergulhei a parte atingida na água. Comecei a dardescarga até que o grosso da m***a se desprendeu. Estava pronto para embarcar.
Saí do banheiro e atravessei o aeroporto em direção ao portão de embarque trajando sapatos sem meias, as calças do lado avesso e molhadas da cintura ao joelho (não exatamente limpas) e o pulôver gola 'V', sem camisa. Mas caminhava com a dignidade de um lorde.
Embarquei no avião, onde todos os passageiros estavamesperando o 'RAPAZ QUE ESTAVA NO BANHEIRO' e atravessei todo ocorredor até o meu assento, ao lado do meu amigo que sorria. A aeromoça aproximou-se e perguntou se precisava de algo. Eu cheguei a pensar em pedir 120 toalhinhas perfumadas paradisfarçar o cheiro de fossa transbordante e uma gilete para cortar os pulsos, mas decidi não pedir: 'Nada, obrigado.'
Eu só queria esquecer este dia de m***a. Um dia de m***a...
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segunda-feira, 28 de julho de 2008
Georgia On My Mind - Ray Charles
Georgia, Georgia, durante todo o dia
Georgia, Georgia, the whole day through
Simplesmente uma velha e doce canção
Just an old sweet song
Mantém Georgia na minha mente
Keeps Georgia on my mind
Eu estou em Georgia, Georgia
I say Georgia, Georgia
Uma canção para você
A song for you
Vem tão doce e clara como a luz da lua através dos pinheiros
Comes as sweet and clear as moonlight through the pines
Outros braços se esticam lá fora para mim
Other arms reach out to me
Outros olhos sorriem ternamente
Other eyes smile tenderly
Ainda em pacíficos sonhos eu vejo
Still in peaceful dreams I see
A estrada leva de volta para você
The road leads back to you
Eu estou em Georgia, ó Georgia, nenhuma paz eu encontro
I say Georgia, oh Georgia, no peace I find
Simplesmente uma velha e doce canção
Just an old sweet song
Mantém Georgia na minha mente
Keeps Georgia on my mind
Georgia, Georgia, the whole day through
Simplesmente uma velha e doce canção
Just an old sweet song
Mantém Georgia na minha mente
Keeps Georgia on my mind
Eu estou em Georgia, Georgia
I say Georgia, Georgia
Uma canção para você
A song for you
Vem tão doce e clara como a luz da lua através dos pinheiros
Comes as sweet and clear as moonlight through the pines
Outros braços se esticam lá fora para mim
Other arms reach out to me
Outros olhos sorriem ternamente
Other eyes smile tenderly
Ainda em pacíficos sonhos eu vejo
Still in peaceful dreams I see
A estrada leva de volta para você
The road leads back to you
Eu estou em Georgia, ó Georgia, nenhuma paz eu encontro
I say Georgia, oh Georgia, no peace I find
Simplesmente uma velha e doce canção
Just an old sweet song
Mantém Georgia na minha mente
Keeps Georgia on my mind
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sexta-feira, 25 de julho de 2008
Pequenos espaços, grandes problemas
Daniel Cariello
CHÉRI À PARIS / CRÔNICAS FRANCESAS (27/06/2008)
Julien Drouot não acreditou quando o cara da tevê anunciou o seu nome, e sacudiu Annie, que dormia ao lado.
— Eu ganhei. Ganhei, Annie. É minha!
— Ganhou o quê, Julien?
— A televisão de 150 polegadas, tela plana, totalmente digital, som estéreo futurista e disco rígido interno. Tem até despertador automático, com uma imagem holográfica do Charles Aznavour cantando La Bohème na nossa própria sala. Uma maravilha tecnológica.
— Que história é essa?
— Eles fizeram uma pergunta, e aí escolheram a resposta mais criativa.
— Que pergunta?
— "Qual a diferença entre a mulher e a televisão?"
— E o que você respondeu?
— O controle remoto!
— Você continua de uma finesse sem par, Julien. Mas me diga então onde vamos colocar essa outra tevê. Não vai caber nos nossos quinze metros quadrados.
— São dezesseis e meio, Annie. E eu já pensei em tudo. A gente pode botá-la no lugar daquele objeto marrom ali na parede, que eu nem sei bem pra que serve.
— Aquele objeto marrom ali na parede é o armário de louça. E você não sabe pra que serve porque nunca lavou um só copo na vida.
— Não é verdade. Semana passada eu lavei dois. Tá certo que um deles escorregou e quebrou, mas o outro ficou inteirinho.
— Foi por essas e outras que ontem comprei um lava-louças.
— Um lava-louças? E em que lugar vamos pôr esse monstro?
— Não se preocupe, Julien. Minha mãe vai ajudar a organizar tudo.
— Sua mãe?
— Ela chega na quinta.
— Agora são dois monstros...
— Dessa vez não fica muito tempo não, só um mês.
— Um mês?
— Chato, né? Eu também queria que fosse mais, mas ela disse que não gosta de incomodar.
— Por mim, tudo bem. Só que a velha vai ter que dividir o sofá com o Clement Diderot, que vem passar uma semana em Paris e pediu pra dormir aqui em casa.
— Clement Diderot, o gordo roncador?
— O próprio. Ele vem defender o título do Campeonato Francês de Arroto.
— Ele é asqueroso! Minha mãe não vai agüentar ficar aqui.
— Olha que sorte: eu conheço um hotel baratinho e super limpo a quatorze estações de metrô daqui. Quinze, talvez. Ela vai adorar.
— Você nunca fica feliz quando minha mãe vem.
— Não é verdade. Ela diz coisas que eu adoro.
— Jura?
— Claro.
— O quê?
— "Estou indo embora", por exemplo.
— Julien, você é um grande cretino.
— Annie, você é uma chata de galochas.
— Amanhã me mudo pra casa da minha amiga Marie.
— Não precisa se incomodar. Vou agora mesmo pro apartamento do Pierre. Sábado passo pra pegar minhas coisas.
— Aproveita e leva as suas cuecas furadas, que só entopem as gavetas.
— Pode deixar. Assim você vai ter mais espaço pra todos aqueles tubos e potes de pastas e pomadas.
— Saiba que são cremes de beleza caríssimos.
— E por que não funcionam?
— Suma!
— Fui.
Julien sai e bate a porta. Mas volta minutos depois, com a voz doce e um sorriso no rosto, e entrega um bilhete à Annie. Ela sorri também.
— Annie, pensei bem e tenho uma coisa super importante pra te dizer.
— Diga, mon amour.
— Você pode mandar a televisão nova pra esse endereço aqui?
Fonte: Diplo.
Leia também: Eu X Zidane; Procura-se pão francês e Um quadro, três histórias.
CHÉRI À PARIS / CRÔNICAS FRANCESAS (27/06/2008)
Julien Drouot não acreditou quando o cara da tevê anunciou o seu nome, e sacudiu Annie, que dormia ao lado.
— Eu ganhei. Ganhei, Annie. É minha!
— Ganhou o quê, Julien?
— A televisão de 150 polegadas, tela plana, totalmente digital, som estéreo futurista e disco rígido interno. Tem até despertador automático, com uma imagem holográfica do Charles Aznavour cantando La Bohème na nossa própria sala. Uma maravilha tecnológica.
— Que história é essa?
— Eles fizeram uma pergunta, e aí escolheram a resposta mais criativa.
— Que pergunta?
— "Qual a diferença entre a mulher e a televisão?"
— E o que você respondeu?
— O controle remoto!
— Você continua de uma finesse sem par, Julien. Mas me diga então onde vamos colocar essa outra tevê. Não vai caber nos nossos quinze metros quadrados.
— São dezesseis e meio, Annie. E eu já pensei em tudo. A gente pode botá-la no lugar daquele objeto marrom ali na parede, que eu nem sei bem pra que serve.
— Aquele objeto marrom ali na parede é o armário de louça. E você não sabe pra que serve porque nunca lavou um só copo na vida.
— Não é verdade. Semana passada eu lavei dois. Tá certo que um deles escorregou e quebrou, mas o outro ficou inteirinho.
— Foi por essas e outras que ontem comprei um lava-louças.
— Um lava-louças? E em que lugar vamos pôr esse monstro?
— Não se preocupe, Julien. Minha mãe vai ajudar a organizar tudo.
— Sua mãe?
— Ela chega na quinta.
— Agora são dois monstros...
— Dessa vez não fica muito tempo não, só um mês.
— Um mês?
— Chato, né? Eu também queria que fosse mais, mas ela disse que não gosta de incomodar.
— Por mim, tudo bem. Só que a velha vai ter que dividir o sofá com o Clement Diderot, que vem passar uma semana em Paris e pediu pra dormir aqui em casa.
— Clement Diderot, o gordo roncador?
— O próprio. Ele vem defender o título do Campeonato Francês de Arroto.
— Ele é asqueroso! Minha mãe não vai agüentar ficar aqui.
— Olha que sorte: eu conheço um hotel baratinho e super limpo a quatorze estações de metrô daqui. Quinze, talvez. Ela vai adorar.
— Você nunca fica feliz quando minha mãe vem.
— Não é verdade. Ela diz coisas que eu adoro.
— Jura?
— Claro.
— O quê?
— "Estou indo embora", por exemplo.
— Julien, você é um grande cretino.
— Annie, você é uma chata de galochas.
— Amanhã me mudo pra casa da minha amiga Marie.
— Não precisa se incomodar. Vou agora mesmo pro apartamento do Pierre. Sábado passo pra pegar minhas coisas.
— Aproveita e leva as suas cuecas furadas, que só entopem as gavetas.
— Pode deixar. Assim você vai ter mais espaço pra todos aqueles tubos e potes de pastas e pomadas.
— Saiba que são cremes de beleza caríssimos.
— E por que não funcionam?
— Suma!
— Fui.
Julien sai e bate a porta. Mas volta minutos depois, com a voz doce e um sorriso no rosto, e entrega um bilhete à Annie. Ela sorri também.
— Annie, pensei bem e tenho uma coisa super importante pra te dizer.
— Diga, mon amour.
— Você pode mandar a televisão nova pra esse endereço aqui?
Fonte: Diplo.
Leia também: Eu X Zidane; Procura-se pão francês e Um quadro, três histórias.
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Relicário
É uma índia com colar
A tarde linda que não quer se pôr
Dançam as ilhas sobre o mar
Sua cartilha tem o A de que cor?
O que está acontecendo?
O mundo está ao contrário e ninguém reparou
O que está acontecendo?
Eu estava em paz quando você chegou
E são dois cílios em pleno ar
Atrás do filho vem o pai e o avô
Como um gatilho sem disparar
Você invade mais um lugar
Onde eu não vou
O que você está fazendo?
Milhões de vasos sem nenhuma flor
O que você está fazendo?
Um relicário imenso deste amor
Corre a lua porque longe vai?
Sobe o dia tão vertical
O horizonte anuncia com o seu vitral
Que eu trocaria a eternidade por esta noite
Porque está amanhecendo?
Peço o contrario, ver o sol se por
Porque está amanhecendo?
Se não vou beijar seus lábios quando você se for
Quem nesse mundo faz o que há durar
Pura semente dura: o futuro amor
Eu sou a chuva pra você secar
Pelo zunido das suas asas você me falou
O que você está dizendo?
Milhões de frases sem nenhuma cor, ôôôô...
O que você está dizendo?
Um relicário imenso deste amor
O que você está dizendo?
O que você está fazendo?
Por que que está fazendo assim?
...está fazendo assim?
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Nada de novo
Ricardo Miyake
Diplo (19/07/2008)
Esta cidade de veias escuras
Arrasta consigo pessoas idem:
Apenas uma e outra ainda riem
Mas não sabe de quê, ou quem.
Nem por quê. Acresce levarem
Junto ao corpo os farrapos
Do que um dia foram e seus olhos
Mirarem um ponto além ou aquém,
Mas estão sempre felizes,
E isso, ao cabo, é o que sobra
Depois do esforço cotidiano
De se arrastar em ônibus cheirando a vômito
Em troca de um feijão com arroz pastoso
E gente mais ou menos igual.
O dia nasceu há pouco, e o sol
Promete mais odores de dentro dos esgotos.
Mas nada há de novo:
Pessoas, cidade, feijão, arroz e vômitos
Têm todos precisamente o mesmo gosto.
Diplo (19/07/2008)
Esta cidade de veias escuras
Arrasta consigo pessoas idem:
Apenas uma e outra ainda riem
Mas não sabe de quê, ou quem.
Nem por quê. Acresce levarem
Junto ao corpo os farrapos
Do que um dia foram e seus olhos
Mirarem um ponto além ou aquém,
Mas estão sempre felizes,
E isso, ao cabo, é o que sobra
Depois do esforço cotidiano
De se arrastar em ônibus cheirando a vômito
Em troca de um feijão com arroz pastoso
E gente mais ou menos igual.
O dia nasceu há pouco, e o sol
Promete mais odores de dentro dos esgotos.
Mas nada há de novo:
Pessoas, cidade, feijão, arroz e vômitos
Têm todos precisamente o mesmo gosto.
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segunda-feira, 21 de julho de 2008
The Nearness of You - Norah Jones
Não é a pálida lua que me excita
Its not the pale moon that excites me
que me faz tremer e sentir prazer.
that thrills and delights me.
Oh não! É simplesmente
Oh no! Its just
a proximidade de você.
the nearness of you.
E não é sua doce conversa
It isn't your sweet conversation
que traz esta sensação.
that brings this sensation.
Oh não! É simplesmente
Oh no! Its just
a proximidade de você.
the nearness of you.
Quando você está nos meus braços
When you're in my arms
e eu sinto você tão pertinho de mim
and I feel you so close to me
todos os meus sonhos felizes
all my wildest dreams
viram realidade.
came true
Eu não preciso de nenhum gentil gesto para me encantar
I need no soft lights to enchant me
se você simplesmente der sua mão direita
if you'll only grant me the right
para segurar bem apertado
to hold you ever so tight
e sentir à noite
and to feel in the night
a proximidade de você.
the nearness of you.
Fonte: Vagalume.
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quarta-feira, 16 de julho de 2008
FILOSOFIA
A vida
tem várias versões
- Eu prefiro
a mais simples,
a sem enfeites,
como a correnteza
das águas.
Adão Ventura. In: Suplemento Literário de Minas Gerais, nov/2006, p. 38.
tem várias versões
- Eu prefiro
a mais simples,
a sem enfeites,
como a correnteza
das águas.
Adão Ventura. In: Suplemento Literário de Minas Gerais, nov/2006, p. 38.
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Estante Social
- ALMEIDA, Ronaldo de & MONTEIRO, Paula. Trânsito Religioso no Brasil. São Paulo em Perspectiva. (Artigo)
- ALVES, Carmen Lucia Rodrigues. O evangelho segundo o McDonald's: um estudo sobre o processo de produção da fast-food. PUC/SP. (Dissertação Mestrado)
- ASSIS, Machado de. A Igreja do Diabo. In: Volume de contos. Rio de Janeiro : Garnier, 1884.
- BAPTISTA, Saulo de Tarso Cerqueira. Cultura política brasileira, práticas pentecostais e neopentecostais: a presença da Assembléia de Deus e da Igreja Universal do Reino de Deus no Congresso Nacional (1999-2006). São Bernardo do Campo: Universidade Metodista de São Paulo, 2007. (Tese Doutorado)
- BITENCOURT, Joceval Andrade. Descartes e a morte de Deus. PUC/SP, 2008. (Tese Doutorado)
- BRAGA, Eliézer Serra. Santas e sedutoras: as heroínas na Bíblia hebraica - a mulher entre as narrativas bíblicas e a literatura patrística. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, USP. (Dissertação Mestrado)
- CALDAS, Carlos. Fundamentos da Teologia da Igreja. Mundo Cristão Ed. (frag.)
- CAMPOS, Alexsandra Fernandes. A religião no processo psicoterapêutico. PUC/SP. (Dissertação Mestrado)
- CAMPOS, Leonildo Silveira. A Igreja universal do reino de Deus, um empreendimento religioso atual e seus modos de expansão (Brasil, África e Europa). In: Lusotopie 1999, pp. 355-367. (Artigo)
- CAMPOS, Leonildo Silveira. CULTURA, LIDERANÇA E RECRUTAMENTO NUMA ORGANIZAÇÃO RELIGIOSA - O CASO DA IGREJA UNIVERSAL DO REINO DEUS. (Artigo)
- CARD, Michael. Cristo e a Criatividade. Ultimato Ed. (frag.)
- CHESTERTON, G.K. Ortodoxia. Mundo Cristão Ed. (frag.)
- CLAYTON PIRES, Anderson. A hermenêutica política da esperança de Jürgen Moltmann em diálogo com a espiritualidade neoprotestante brasileira: o binômio saúde e doença como um novo paradigma hermenêutico de teologicidade. E.S. de Teologia Instituto Ecumênico de Pós-Graduação. (Tese Doutorado)
- COSTA, Yon Morato Ferreira da. Religião e alienação: uma análise crítica do modus vivendi do adolescente na Torre de Vigia. Universidade Presbiteriana Mackenzie, São Paulo, 2008. (Dissertação Mestrado)
- CÉSAR, Marília de Campos. Feridos em Nome de Deus. Mundo Cristão Ed. (frag.)
- DIAS, Solange Irene Smolarek. História da Arte. CAU, Fac. Assis Gurgacz. (apostila)
- FAVERO, Roberto Carlos. Humanismo: uma releitura existencial de Albert Camus e Jean-Paul Sartre. UNISINOS, 2006. (Dissertação Mestrado)
- FIGUEREDO FILHO, Valdemar. Entre o palanque e o púlpito: mídia, religião e política. UFRJ/ IFCS. (Dissertação Mestrado)
- FIGUEREDO FILHO, Valdemar. RETÓRICA POLÍTICA DO JORNAL FOLHA UNIVERSAL. (Artigo)
- FONSÊCA, Francisco Ricardo Bezerra. Amo muito tudo isso: o relacionamento marca-consumidor sob o enfoque da fenomenologia clarificadora de Edmund Husserl. UFPE. (Dissertação Mestrado)
- FRESTON, Paul. Religião e política, sim; Igreja e Estado, não : os evangélicos e a participação política. Viçosa, MG: Ultimato, 2006.
- GONÇALVES, Marcos. ENTRE O PALANQUE E O PÚLPITO: MÍDIA, RELIGIÃO E POLÍTICA. História: Questões & Debates, Curitiba, n. 43, p. 191-196, 2005. Editora UFPR. (Resenha)
- GUSSO, Ana Cláudia. A Comunicação de Mercado a Serviço da Igreja: em busca da fidelização. Universidade Metodista de SP, 2008. (Dissertação de Mestrado)
- JUNGBLUT, Airton Luiz. A salvação pelo rock: sobre a “cena underground” dos jovens evangélicos no Brasil. Religião e Sociedade, Rio de Janeiro, 27(2): 144-162, 2007. (artigo)
- KAWAUCHE, Thomaz Massadi Teixeira. A santidade do contrato e das leis: um estudo sobre religião e política em Rousseau. USP. (Dissertação Mestrado)
- LIMA, Diana Nogueira de Oliveira. Prosperidade na década de 1990: etnografia do compromisso de trabalho entre Deus e o fiel da Igreja Universal do Reino de Deus. Dados, 2008, vol.51, no.1, p.7-35.
- LIMA, Maria Érica de Oliveira & TRASFERETTI, José. O cenário religioso de bens simbólicos: da produção ao consumo. Rastros - Revista do Núcleo de Estudos de Comunicação, Ano VIII - Nº 8 - pág 38 - pág 51 - Outubro 2007. (Artigo)
- LOPES. Augustus Nicodemus. O que estão fazendo com a Igreja: ascensão e queda do movimento evangélico brasileiro. Mundo Cristão Ed. (frag.)
- LUDOVICO, Osmar. Meditatio. Mundo Cristão Ed. (frag.)
- MACHADO, M.D.C. e FIGUEIREDO, F.M. de. GÊNERO, RELIGIÃO E POLÍTICA: AS EVANGÉLICAS NAS DISPUTAS ELEITORAIS DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO. Ciencias Sociales y Religión, n. 4, 2002. (Artigo)
- MACHADO, M.D.C. e MARIZ, C.L. CONFLITOS RELIGIOSOS NA ARENA POLÍTICA: O CASO DO RIO DE JANEIRO. Ciencias Sociales y Religión, n. 6, 2004 (Artigo)
- MACHADO, Maria das Dores Campos. Conversão Religiosa e a Opção Pela Heterossexualidade em Tempos da AIDS. Sociedad y Religión N° 14/15 1996. (Artigo)
- MAFRA, Clara. Casa dos homens, casa de Deus. Análise Social, vol. XLII (182), 2007, 145-161. (Artigo)
- MAIA, Hermisten. Fundamentos da Teologia Reformada. Mundo Cristão Ed. (frag.)
- MAINOTH, Carolina Chalfun. Os grupos neopentecostais nos jogos de poder do tempo presente. (artigo)
- MARIANO, Ricardo. Efeitos da secularização do Estado, do pluralismo e do mercado religiosos sobre as igrejas pentecostais. (artigo)
- MARIANO, Ricardo. Expansão pentecostal no Brasil: o caso da Igreja Universal. ESTUDOS AVANÇADOS 18 (52), 2004. (Artigo)
- MARIANO, Ricardo. O FUTURO NÃO SERÁ PROTESTANTE. Ciencias Sociales y Religión, n. 1, 1999. (Artigo)
- MATOS, Alderi Souza de. Fundamentos da Teologia Histórica. Mundo Cristão Ed. (frag.)
- MAUÉS, Raymundo Heraldo. “BAILANDO COM O SENHOR”: técnicas corporais de culto e louvor. REVISTA DE ANTROPOLOGIA, SÃO PAULO, USP, 2003, V. 46 Nº 1.
- MENDONÇA, Emílio Zambon. Igreja Pentecostal "Deus é Amor": Origens, características e expansão.Un. Metodista de SP, 2009, parte 1. (Dissertação Mestrado)
- MENDONÇA, Emílio Zambon. Igreja Pentecostal "Deus é Amor": Origens, características e expansão.Un. Metodista de SP, 2009, parte 2. (Dissertação Mestrado)
- MENEZES,Maria Célia de. Gênese da Religião segundo Freud. Univ. Cat. de Goiás. (Dissertação Mestrado)
- MIZRAHI, Mylene. Funk, religião e ironia no mundo de Mr. Catra. Relig. soc. vol.27 no.2 Rio de Janeiro Dec. 2007. (Artigo)
- MONTEIRO, Marcos Adoniram Lemos. Um Jumentinho na Avenida : a missão da igreja e as cidades. Ultimato Ed. (frag.)
- MUMMA, Howard. Albert Camus e o Teólogo. Carrenho Editorial. (frag.)
- NICHOLI JR., Armand M. Deus em Questão: C.S. Lewis e Freud debatem Deus, Amor, Sexo e o Sentido da Vida. Ultimato, 2005.
- NOLAND, Noland. O Coração do Artista - Construindo o caráter do artista cristão. W4 Ed. (frag.)
- NOVAES, Regina. Os jovens "sem religião": ventos secularizantes, "espírito de época" e novos sincretismos. Notas preliminares. Estud. av. [online]. 2004, vol. 18, no. 52, pp. 321-330. (Artigo)
- NUNES, Tarcílio Divino. O crescimento das igrejas neopentecostais no Brasil: um olhar sobre a política da Igreja Universal. EdUFU. (Artigo)
- NUNES, Éber. Da burocracia para a profecia: mudanças no pentecostalismo brasileiro. Mackenzie/SP, 2008. (Dissertação Mestrado)
- OLIVEIRA, Paulo Cezar Nunes de. O uso dos símbolos do catolicismo popular tradicional pelaIURD. Univ. Cat. de Goiás. (Dissertação Mestrado)
- ORO, Ari Pedro. A política da Igreja Universal e seus reflexos nos campos religioso e político brasileiros. RBCS Vol. 18 nº. 53 outubro/2003. (Artigo)
- ORO, Ari Pedro. Neopentecostalismo: Dinheiro e Magia. (artigo)
- ORTIZ, Renato. Anotações sobre religião e globalização. Rev. bras. Ci. Soc. [online]. 2001, vol. 16, no. 47, pp. 59-74. (Artigo)
- PAIVA, Rafael Sul de. Evolucionismo X Criacionismo. (artigo)
- PATRIOTA, Karla regina Macena Pereira. O Show da Fé: a religião na sociedade do espetáculo - um estudo sobre a Igreja Internacional da graça de Deus e o entretenimento religioso brasileiro na esfera midiática. UFPE, 2008. (Tese Doutorado)
- PEREIRA, Taís. Estudo das relações enunciativas do editorial da Revista Graça Show da Fé da Igreja Internacional da Graça de Deus. Mackenzie/SP, 2008. (Dissertação Mestrado)
- PERES, Silvio Lopes. O protestantismo no pensamento de Carl Gustav Jung. Univ. Presbiteriana Mackenzie. (Dissertação Mestrado)
- PINHEIRO, Márcia Pinheiro. Música, religião e cor – uma leitura da produção de black music gospel. Religião e Sociedade, Rio de Janeiro, 27(2): 163-180, 2007.
- PRANDI, Reginaldo. Converter indivíduos, mudar culturas. Tempo Social, revista de sociologia da USP, v. 20, n. 2, pp. 155-172. (artigo)
- RABELO, Miriam Cristina. Religião e Cura: Algumas Reflexões Sobre a Experiência Religiosa das Classes Populares Urbanas. Cad. Saúde Públ., Rio de Janeiro. (artigo)
- ROMEIRO, Paulo. Decepcionados Com a Graça. Mundo Cristão Ed. (frag.)
- ROMEIRO, Paulo. Supercrentes. Mundo Cristão Ed. (frag.)
- RYRIE, Charles C. Como Pregar Doutrinas Bíblicas. Mundo Cristão Ed. (frag.)
- SILVA, Edlene Oliveira. Entre a batina e a aliança: das milheres de padres ao movimento de padres casados no Brasil. UnB. (Tese Doutorado)
- SILVA, José Vicente Medeiros de. O problema da revelação na filosofia da religião kantiana. UFPE. (Dissertação Mestrado)
- SILVA, José Vicente Medeiros de. O problema da revelação na filosofia da religião kantiana. UFPE. (Dissertação Mestrado)
- SOUZA JR, P. G. - Mineiridade e adesão religiosa: uma análise da expansão pentecostal e da resistência católica em duas regiões mineiras.
- SOUZA NETO, Wilson Ferreira de. Presbiterianismo e Maçonaria: uma análise da contribuição maçônica ao presbiterianismo brasileiro no período de 1859 a 1889. Mackenzie. (Dissertação Mestrado)
- STOCKMAN, Steve. Walk On - A jornada espiritural do U2. W4 Ed. (frag.)
- SWATOWISKI, Claudia Wolff. Texto e contextos da fé: o discurso mediado de Edir Macedo. Religião e Sociedade, Rio de Janeiro, 27(1): 114-131, 2007.
- TUCKER, RUTH. Fé e Descrença: o drama da dúvida na vida de quem crê. Mundo Cristão Ed. (frag.)
- TURNER, Steve. Cristianismo Criativo? Uma visão sobre o cristianismo e as artes. W4 Ed. (frag.)
- VEIGA, Alfredo César da. Tecnologia e Espiritualidade: A arte religiosa na era virtual. Histórica, edição nº 24 de agosto de 2007. (Artigo)
- VITAL, C.; LUI, J.; CONRADO, F.; LINS, P.; e WIIK, F.B. Evangélicos e Doutrina no Ar:Uma investigação sobre os evangélicos nas Comissões e Conselhos do Legislativo Nacional. ISER. (Artigo)
- WRIGHT, N.T. Simplesmente cristão. Ultimato Ed. (frag.)
- YANCEY, Philip & BRAND, Paul. A Dádiva da Dor: por que sentimos dor e o que podemos fazer a respeito. Mundo Cristão Ed. (frag.)
- YANCEY, Philip & STAFFORD, Tim. Desventuras da Vida Cristã. Mundo Cristão Ed. (frag.)
- ZABATIERO, Júlio. Fundamentos da Teologia Prática. Mundo Cristão Ed. (frag)