Do Mundo Virtual ao Espiritual
Frei Betto
Ao viajar pelo Oriente, mantive contatos com monges do Tibete, da Mongólia, do Japão e da China. Eram homens serenos, comedidos, recolhidos e em paz nos seus mantos cor de açafrão.
Outro dia, eu observava o movimento do aeroporto de São Paulo: a sala de espera cheia de executivos com telefones celulares, preocupados, ansiosos, geralmente comendo mais do que deviam. Com certeza, já haviam tomado café da manhã em casa, mas como a companhia aérea oferecia um outro café, todos comiam vorazmente. Aquilo me fez refletir: 'Qual dos dois modelos produz felicidade?'
Encontrei Daniela, 10 anos, no elevador, às nove da manhã, e perguntei: 'Não foi à aula?' Ela respondeu: 'Não, só tenho aula à tarde'.
Comemorei: 'Que bom, então de manhã você pode brincar, dormir até mais tarde'. 'Não', retrucou ela, 'tenho tanta coisa de manhã...' 'Que tanta coisa?', perguntei.
'Aulas de inglês, de balé, de pintura, piscina', e começou a elencar seu programa de garota robotizada.
Fiquei pensando: 'Que pena, a Daniela não disse: 'Tenho aula de meditação!'
Estamos construindo super-homens e super-mulheres, totalmente equipados, mas emocionalmente infantilizados.
Uma progressista cidade do interior de São Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de ginástica; hoje, tem sessenta academias de ginástica e três livrarias! Não tenho nada contra malhar o corpo, mas me preocupo com a desproporção em relação à malhação do espírito.
Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos: 'Como estava o defunto?'. 'Olha, uma maravilha, não tinha uma celulite!’
Mas como fica a questão da subjetividade?
Da espiritualidade?
Da ociosidade amorosa?
Hoje, a palavra é virtualidade. Tudo é virtual. Trancado em seu quarto, em Brasília, um homem pode ter uma amiga íntima em Tóquio, sem nenhuma preocupação de conhecer o seu vizinho de prédio ou de quadra! Tudo é virtual.
Somos místicos virtuais, religiosos virtuais, cidadãos virtuais. E somos também eticamente virtuais...
A palavra hoje é 'entretenimento' ; domingo, então, é o dia nacional da imbecilização coletiva. Imbecil o apresentador, imbecil quem vai lá e se apresenta no palco, imbecil quem perde a tarde diante da tela. Como a publicidade não consegue vender felicidade, passa a ilusão de que felicidade é o resultado da soma de prazeres: 'Se tomar este refrigerante, vestir este tênis, usar esta camisa, comprar este carro, você chega lá!' O problema é que, em geral, não se chega! Quem cede desenvolve de tal maneira o desejo, que acaba precisando de um analista. Ou de remédios. Quem resiste, aumenta a neurose. O grande desafio é começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento globalizante, neoliberal, consumista. Assim, pode-se viver melhor. Aliás, para uma boa saúde mental três requisitos são indispensáveis: amizades, auto-estima, ausência de estresse.
Há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno. Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil, constrói-se um shopping center. É curioso: a maioria dos shoppings centers tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas; neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de missa de domingo. E ali dentro sente-se uma sensação paradisíaca: não há mendigos, crianças de rua, sujeira pelas calçadas...
Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano pós-moderno, aquela musiquinha de esperar dentista.
Observam-se os vários nichos, todas aquelas capelas com os veneráveis objetos de consumo, acolitados por belas sacerdotisas.
Quem pode comprar à vista, sente-se no reino dos céus. Se deve passar cheque pré-datado, pagar a crédito, entrar no cheque especial, sente-se no purgatório. Mas se não pode comprar, certamente vai se sentir no inferno...
Felizmente, terminam todos na eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo hambúrguer do Mc Donald...
Costumo advertir os balconistas que me cercam à porta das lojas: 'Estou apenas fazendo um passeio socrático.' Diante de seus olhares espantados, explico: 'Sócrates, filósofo grego, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas. Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia:
- "Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz !"
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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Dia Nacional da Consciência Negra: homenagem a dois líderes afro-brasileiros
O dia 20 de novembro foi estabelecido pelo projeto lei número 10.639, de 9 de janeiro de 2003, como dia da Consciência Negra. Foi escolhido, pois neste dia, no ano de 1695, morreu Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares. Homenagem mais do que justa, pois este personagem histórico representou a luta do negro contra a escravidão, no período do Brasil Colonial. Os quilombos simbolizavam a resistência ao sistema escravista e também uma forma coletiva de manutenção da cultura africana no Brasil. Zumbi morreu em combate defendendo a liberdade do seu povo, sua cultura e sua comunidade.
A abolição da escravatura, de forma oficial, só veio em 1888, no final do período do Brasil Império. Porém, os negros sempre resistiram e lutaram contra a opressão e as injustiças advindas da escravidão.
A criação desta data serve como momento de conscientização e reflexão sobre a importância da cultura e do povo africano na formação da cultura nacional. Os negros colaboraram muito, durante nossa história, nos aspectos políticos, sociais, gastronômicos e religiosos. É um dia que devemos comemorar valorizando a cultura afro-brasileira.
Outro exemplo de liderança na luta pelos direitos e em prol da liberdade foi João Cândido Felisberto, o “Almirante Negro”, como ficou conhecido popularmente na época. Nascido na Província do Rio Grande do Sul, em 1880, alistou-se na Marinha do Brasil em 1894, aos 13 anos de idade, como Aprendiz de Marinheiro.
Em 1908, ao acompanhar a construção de navios de guerra encomendados pelo governo brasileiro na Inglaterra, Cândido tomou conhecimento do movimento realizado pelos marinheiros britânicos entre 1903 e 1906, reivindicando melhores condições de trabalho. De volta ao Brasil, encontrou os marinheiros revoltados com a alimentação estragada, os trabalhos pesados e a humilhação dos castigos corporais que faziam da chibata um hábito cotidiano. Revoltaram-se na madrugada de 22 para 23 de Novembro de 1910, ele então liderou a Revolta da Chibata pela dignidade humana na marinha e em nosso país durante o período do Brasil República.
Sob seu comando, amotinaram-se as tripulações dos encouraçados Minas Gerais e São Paulo. Mais de 2000 marinheiros participaram no movimento. A cidade do Rio de Janeiro foi mantida durante quatro dias sob os canhões dos revoltosos. O ultimato enviado ao recém empossado Presidente da República, Hermes da Fonseca, representou um marco na luta pela dignidade de nosso povo:
"Ilmo. e Exmo. Sr. Presidente da República Brasileira. Nós marinheiros, cidadãos brasileiros e republicanos, não podendo mais suportar a escravidão na Marinha Brasileira, a falta de proteção que a Pátria nos dá, (...) rompemos o véu negro, que nos cobria aos olhos do enganado e patriótico povo. (...) mandamos esta honrada mensagem para que V. Excia. faça (...) reformar o código imoral e vergonhoso que nos rege, a fim de que desapareça a chibata, o bolo, e outros castigos semelhantes; aumentar o nosso soldo; (...) educar os marinheiros que não têm competência para vestir a orgulhosa farda. (...) Tem V.Excia, o prazo de 12 horas para mandar-nos a resposta satisfatória sob pena de ver a pátria aniquilada. – (assinado) Marinheiros."
No dia 25 de Novembro de 1910, o Congresso rapidamente aprovou as reivindicações dos marujos incluindo a anistia. João Cândido, confiando nessa decisão, encerrou a rebelião, recolhendo as bandeiras vermelhas dos mastros, no dia 26, e tendo "o mais infame dos desfechos", segundo Oswald de Andrade: três dias depois, o Ministro da Marinha decretou a expulsão dos líderes rebeldes. Os marinheiros tentaram reagir, mas o governo lançou violenta repressão com mortes e deportações. João Cândido foi preso permanecendo por 18 meses em prisão subterrânea na Ilha das Cobras (RJ). Solto, tuberculoso, restabeleceu-se como vendedor do mercado de peixes da cidade do Rio de Janeiro, onde morreu em 1969, sem patente e na miséria.Leandro Ferraz Pereira
Bacharel e Licenciado em História pela UFU-MG
quinta-feira, 5 de março de 2009
I Have a Dream
"Voltem para o Mississipi, voltem para o Alabama, voltem para a Geórgia, voltem para a Louisiana, voltem para as favelas e guetos de nossas cidades do norte sabendo que, de alguma forma, esta situação pode e vai ser mudada. Não nos arrastemos pelo vale do desespero. Digo hoje a vocês, meus amigos, que apesar das dificuldades e frustrações do momento, ainda tenho um sonho. É um sonho profundamente enraizado no sonho americano. Eu tenho um sonho de que um dia esta nação vai se levantar e viver o verdadeiro significado de sua crença: 'Consideramos essas verdades auto-evidentes: que todos os homens são criados iguais'. Eu tenho um sonho de que um dia, nas montanhas da Geórgia, os filhos de antigos escravos e os filhos de antigos donos de escravos serão capazes de sentarem-se juntos à mesa da fraternidade. Eu tenho um sonho de que meus quatro filhos um dia viverão numa nação onde não serão julgados pela cor de sua pele, mas sim pelo conteúdo de seu caráter (...). Quando permitirmos que a liberdade ecoe, quando permitirmos que ela ecoe em cada vila e cada aldeia, em cada estado e cada cidade, seremos capazes de avançar rumo ao dia em que todos os filhos de Deus, negros e brancos, judeus e gentios, protestantes e católicos, poderão dar as mãos e cantar as palavras da velha cantiga negra, 'Enfim livres! Enfim livres! Graças a Deus Todo-Poderoso, enfim estamos livres!'."(Eu Tenho Um Sonho, Washington, 28 de agosto de 1963)
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
Decepcionado com a Igreja?
Em 06/01/2009, por Jota MossadO foco deixou de ser a vida das pessoas, e passou a ser quantas pessoas eu consigo trazer para minha igreja. E para isso os mais diversos atrativos são utilizados: promessa de milagres, cura, um templo luxuoso e confortável, interatividade e entretenimento na igreja, entre muitos outros. O problema é que as pessoas deixaram de ser cuidadas. Muitas vezes aquele suposto amor do primeiro dia é trocado pela indiferença, onde o pastor deixa de ser o mentor espiritual de vidas (ou porque não tem tempo porque está inserido em muitas outras atividades que desfiguram seu chamado pastoral) e torna-se um burocrata pragmático que prega sermões aos domingos. Quantas brigas cercam pastores e ministérios "rivais" que não se falam, porque um supostamente cresce mais que o outro. Flavio / Stay Freak
É engraçado porque, mesmo com a Igreja brasileira atravessando uma tremenda crise de conteúdos, a gente vive um momento de ufanismo evangélico. A Igreja Evangélica brasileira tem uma grande dificuldade de examinar a si mesma, porque está muito entusiasmada com seu próprio crescimento. Mas é fácil constatar que o Evangelho tem sido pregado e vivido de uma maneira extremamente pragmática, utilitária. Que Evangelho estamos pregando? É um Evangelho de resultados, onde o que interessa menos é o próprio significado da conversão. Isso é muito grave. O significado da expressão "nascer de novo" está muito difuso dentro das nossas igrejas. O que é nascer de novo? Esta experiência basilar foi diminuída a um simples rito comportamental de levantar a mão, vir à frente, seguir cinco ou seis "leis espirituais" -- confesse isso, declare aquilo, aja deste modo. Ou seja, virou um credo. E um credo ralo. O conceito de nascer de novo está muito fragilizado, além de se falar pouco nele. E quando se fala, não sabemos nem a que estamos nos referindo. O movimento evangélico, tal como hoje o conhecemos, está próximo do seu fim. Ricardo Gondim / Eclésia
O que eu posso dizer disso é que a igreja não ira morrer. A igreja noiva de Deus, pessoas em busca de Jesus Cristo? Não elas não vão morrer. Elas não sempre serão igrejas. Só que a igreja institucionalizada ira passar por muita coisa, principalmente quando os blogueiros "emergentes" pararem de bater nelas (igrejas institucionalizada) e começarem a FUNDAR novas igrejas (institucionalizada). Mas será que esses blogueiros tem caráter cristão e maturidade pra segurar a bronca?
Fonte: Igreja Emergente.
sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
Graça barata.

A graça sem a cruz é uma desgraça
A revista “Mosaico” (edição de julho-setembro de 2008), publicação de apoio pastoral da faculdade de teologia da Igreja Metodista de São Paulo, trouxe à tona a graça de Deus outra vez, por meio de duas pastoras, quatro pastores e um bispo, todos metodistas.
Logo de início, Renilda Martins, pastora e coordenadora nacional de educação cristã, lamenta que “ao longo dos tempos os equívocos humanos desfoquem o anúncio da graça de Deus”. De fato, isso acontece de maneira impressionante. Ainda bem que a maravilhosa graça é redescoberta periodicamente, como aconteceu na época do reformador alemão Martinho Lutero (1483-1546) e na época de John Wesley (1703-1791), o inglês que descongelou a Igreja Anglicana de seu tempo. Os articulistas da publicação recorreram ao pastor luterano Dietrich Bonhoeffer (1906-1945), famoso por ter oferecido resistência ao nazismo, mostrando a diferenciação que ele fazia entre graça preciosa e graça barata. Nesta última, entre outras coisas, prega-se o perdão sem convicção do pecado, sem confissão e sem arrependimento. O pastor Martin Barcala faz uma acusação séria: “A graça barata é a graça sem discipulado, a graça sem a cruz, a graça sem Jesus Cristo vivo, encarnado”. Em qualquer tempo e em qualquer lugar, a tentação de perder de vista a graça de Deus manifestada em Jesus Cristo é grande; especialmente quando a igreja abre as portas para a graça barata, deixando de anunciar as implicações da verdadeira conversão.
sábado, 25 de outubro de 2008
Não vou me adaptar
Quando eu olho para o meu, até então, mundo religioso, lembro-me de uma canção do Arnaldo Antunes muito bem interpretada por Nando Reis, que dentre outras coisas, fala sobre a não adaptação ao sistema social. Depois de muitos anos vivendo no meio evangélico, tenho que admitir que não caibo mais neste sistema religioso, não que eu seja mais santo do que aqueles que ali vivem, até porque, para muitos, estou longe de ser uma referência em santidade, mas, de certa forma, essa minha admissão é pelo simples fato de não comungar mais da mesma fé.
Há algum tempo deixei de ter uma fé oportunista. Não comungo mais da crença em um Deus que está pronto pra resolver os meus problemas. Não creio na idéia de um Deus necessário, como se Ele existisse para satisfazer as minhas necessidades, muito menos acredito em um Deus que me abençoa ou me amaldiçoa a partir da intensidade dos meus dízimos e ofertas. Deus é e se faz ser independente do que eu seja e do que eu faça. Tenho os meus anseios, problemas e medos, e conto com Deus para me relacionar com sabedoria e discernimento em meio a estas questões, entretanto, isso não quer dizer que eu tenha o direito de determinar a ação de Deus, de requerer Dele a minha benção, que seria a resolução dos meus conflitos. Tento me aproximar de Deus sem essa motivação.
Há algum tempo deixei de ter uma fé legalista. Não comungo mais da crença em um Deus que me aprova ou me reprova a partir do meu nível de santidade. Não creio na idéia de um Deus que me reprime por não cumprir as normas que a religião prega, muito menos acredito que alguma ação minha consiga aumentar o meu prestígio diante de Deus. Acredito sim, na necessidade de uma vida moral e ética íntegra, mas isso independe do meu referencial religioso. Minha relação com Deus me ajuda a vivenciar esses conceitos de forma melhor, todavia, vai muito além disso, até porque, não dependo necessariamente de Deus para ser justo ou íntegro, posso ser exemplo de dignidade sem ter ligação alguma com a Verdade.
Há algum tempo deixei de ter uma fé medíocre. Não sirvo a Deus com medo de ir para o inferno, aliás, o único inferno que faz parte da minha existência é a estranha realidade das vontades que me dominam sem a minha aprovação. Ademais, fora de mim, existem outros infernos, mas em Cristo quero fazer parte da Igreja que irá se levantar contra cada um deles, pois, foi o próprio Jesus que sentenciou que as portas do inferno não prevalecerão contra a Igreja. Cabe então, à Igreja, identificar quais as portas do inferno que precisam ser vencidas. É preciso perceber que a violência, o analfabetismo, o preconceito, o aborto, o infanticídio, e tantas outras questões, precisam da iniciativa da Igreja para serem banidas do contexto da vida humana.
Enfim, tinha muitas outras inquietações para colocar aqui, mas não quero mais remoer o passado. Estou de olho no futuro, comungo com aqueles que ainda crêem em um mundo melhor, que têm esperança que novos céus e nova terra nos esperam, mas, todavia, crêem que isso é possível hoje. Por isso, estou decidido a vivenciar Jesus fora do ambiente religioso. Já ofereci muito tempo da minha vida para a religião, para seus dogmas e preceitos. Já perdi muito tempo da minha vida querendo agradar a gregos e troianos. Mas, agora, quero vida, sem frescuras, e quero experimentá-la no palco de uma existência real, não fantasiosa, e só pra lembrar, não vou me adaptar.
www.bomlider.com.br
Por: Ivan Cordeiro Da Silva Filho, Vitoria Da Conquista - BA.
Fonte: Ultimato.
Há algum tempo deixei de ter uma fé oportunista. Não comungo mais da crença em um Deus que está pronto pra resolver os meus problemas. Não creio na idéia de um Deus necessário, como se Ele existisse para satisfazer as minhas necessidades, muito menos acredito em um Deus que me abençoa ou me amaldiçoa a partir da intensidade dos meus dízimos e ofertas. Deus é e se faz ser independente do que eu seja e do que eu faça. Tenho os meus anseios, problemas e medos, e conto com Deus para me relacionar com sabedoria e discernimento em meio a estas questões, entretanto, isso não quer dizer que eu tenha o direito de determinar a ação de Deus, de requerer Dele a minha benção, que seria a resolução dos meus conflitos. Tento me aproximar de Deus sem essa motivação.
Há algum tempo deixei de ter uma fé legalista. Não comungo mais da crença em um Deus que me aprova ou me reprova a partir do meu nível de santidade. Não creio na idéia de um Deus que me reprime por não cumprir as normas que a religião prega, muito menos acredito que alguma ação minha consiga aumentar o meu prestígio diante de Deus. Acredito sim, na necessidade de uma vida moral e ética íntegra, mas isso independe do meu referencial religioso. Minha relação com Deus me ajuda a vivenciar esses conceitos de forma melhor, todavia, vai muito além disso, até porque, não dependo necessariamente de Deus para ser justo ou íntegro, posso ser exemplo de dignidade sem ter ligação alguma com a Verdade.
Há algum tempo deixei de ter uma fé medíocre. Não sirvo a Deus com medo de ir para o inferno, aliás, o único inferno que faz parte da minha existência é a estranha realidade das vontades que me dominam sem a minha aprovação. Ademais, fora de mim, existem outros infernos, mas em Cristo quero fazer parte da Igreja que irá se levantar contra cada um deles, pois, foi o próprio Jesus que sentenciou que as portas do inferno não prevalecerão contra a Igreja. Cabe então, à Igreja, identificar quais as portas do inferno que precisam ser vencidas. É preciso perceber que a violência, o analfabetismo, o preconceito, o aborto, o infanticídio, e tantas outras questões, precisam da iniciativa da Igreja para serem banidas do contexto da vida humana.
Enfim, tinha muitas outras inquietações para colocar aqui, mas não quero mais remoer o passado. Estou de olho no futuro, comungo com aqueles que ainda crêem em um mundo melhor, que têm esperança que novos céus e nova terra nos esperam, mas, todavia, crêem que isso é possível hoje. Por isso, estou decidido a vivenciar Jesus fora do ambiente religioso. Já ofereci muito tempo da minha vida para a religião, para seus dogmas e preceitos. Já perdi muito tempo da minha vida querendo agradar a gregos e troianos. Mas, agora, quero vida, sem frescuras, e quero experimentá-la no palco de uma existência real, não fantasiosa, e só pra lembrar, não vou me adaptar.
www.bomlider.com.br
Por: Ivan Cordeiro Da Silva Filho, Vitoria Da Conquista - BA.
Fonte: Ultimato.
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
O gosto do pó - L.F. Pondé (fragmentos)
(...) Idealizar é pensar que o mundo é melhor do que parece. A idealização aumenta o já inevitável risco de fracassar na vida. (...) a incapacidade de idealizar pode se transformar numa doença mortal. O ceticismo, o cinismo, o niilismo, a melancolia, são formas possíveis dessa doença. Muitos acreditam que sem utopias ou ideais a vida perde o sentido. (...) desprovido de qualquer órgão para idealização, prefiro sempre a realidade à fantasia. (...) Uma das banalidades da sociedade moderna é confundir conhecimento com felicidade e sucesso. "A vida para a felicidade" é irmã gêmea da mediocridade.Mas a mediocridade pode ser uma forma de sobreviver. Muitas vezes, não há muito mais do que isso como opção no cotidiano. Não acho que o conhecimento salve ninguém, mas ele nos ensina outras formas de olhar o mundo. (...)
Habitamos em dois mundos: o externo e o interno. Do lado de fora, a ameaça vem do fato de sermos parte insignificante da cadeia alimentar. Portadores de um órgão que pensa e vê a beleza (...) Esse "excesso" de conhecimento é a ameaça que nos atormenta no mundo interno. Combatemos em duas frentes.
Na primeira, combatemos a violência do meio ambiente, onde animais devoram uns aos outros. Na segunda, combatemos a violência da alma, onde o medo se torna nosso irmão gêmeo. Esse "excesso" de conhecimento nos faz carregar nas costas (...) a imagem de nosso próprio cadáver no espelho. (...)
Às vezes, na insônia, como diria Elias Canetti, ouvimos os ruídos do corpo e sentimos a fragilidade da vida que nos escapa. Certa feita, o escritor israelense Amóz Oz disse (...) que tem o hábito de caminhar pelo deserto todas as manhãs. Esse hábito o ajuda a compreender melhor a condição humana.
Por quê? Amóz Oz tem em mente a antiga tradição religiosa de caminhar pelo deserto a fim de percebermos do que somos feitos: pó e cinzas. Grandes descobertas sobre si mesmo e sobre a vida são comuns nos relatos dessas caminhadas. Uma teologia forte nasce aí: na pobreza do pó.
Aliás, a ignorância com relação às grandes tradições religiosas é marca de um iluminismo estreito, característico da nossa formação em ciências humanas. Marx, Nietzsche e Freud, apesar de terem posto a teologia de joelhos, apresentam visões simplificadas da religião. Mesmo a literatura de auto-ajuda, esse grande engodo, bebe nesta experiência do deserto para construir suas fórmulas baratas de salvação.
Mas a consciência do deserto pode nos assaltar mesmo em meio a nossa vida cotidiana. (...) O envelhecimento é um exemplo. O medo do envelhecimento mostra seus dentes todas as manhãs. Quando olho no espelho pela manhã, e vejo as marcas do tempo no rosto, sou visitado por este fantasma. Ou quando recebo o resultado infeliz de um exame de laboratório.
Hospitais e cemitérios são lugares excepcionais para fazermos filosofia. Imediatamente, é reestabelecida, em minha alma, a consciência do punhado de pó que sou. A cada doença, o pó toma o lugar do corpo. (...)
Uma das coisas mais difíceis de se pensar quando vivemos numa cultura medrosa como a nossa, viciada na utopia do "humano eficaz", é que outros modos de vida já foram menos covardes. Isso nada tem a ver com "voltar ao passado". Faz parte de nossa cultura o auto-engano porque tememos que a tristeza nos torne menos eficientes.Imperativos do tipo "seja jovem" excluem grande parte da experiência cotidiana. (...)
Se o seu pai ou a sua mãe sonha em ser "jovem" como você, a fala escondida nesse desejo é: "você meu filho, você minha filha, não tem futuro". A coragem é necessária para sermos gente grande. A "propaganda da juventude" humilha a alma que tem, em sua boca, o gosto do pó todos os dias.
Fonte: Luiz Felipe Pondé, na Folha de S.Paulo (via Pavablog).
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
CUIDADO: suspeita de SCAM.
Se você receber uma email do Ministério Público Federal, como o da imagem abaixo, CUIDADO. Não acesse nenhum link. Você com certeza estará sendo alvo de scam, uma fraude aplicada on line por pessoas que agem de má fé em desatentos e, principalmente, desinformados.
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Sociedade da Informação.
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
No tempo em que não éramos 'gospel'...
(...)
Quando não éramos o mercado 'gospel', comprávamos bíblias para ler e estudar, e não para colecionar. Comprávamos CDs pela profundidade das letras e espiritualidade dos cantores, e não pela fama dos artistas. Abríamos novas igrejas para alcançar os que não conheciam a JESUS, e não por causa de uma nova visão que causou divisão. Cada pastor estudava a Bíblia e ouvia o Espírito Santo para pregar a cada semana, e não simplesmente reproduzia a mensagem pronta recebida do seu bispo ou apóstolo.
No tempo em que não éramos 'gospel', pastor ainda era respeitado e podia comprar a crediário. Não tínhamos bancada evangélica, que segundo a imprensa, só gera escândalos. Não precisávamos de prêmios para artistas e escritores de sucesso ou para igrejas que se tornaram famosas. No tempo em que não éramos 'gospel', o show ainda se chamava louvorzão, não cobrava ingresso e não precisava de camarote vip para os artistas.
(...) Conseguimos transformar Jesus em 'gospel', 'fashion' e 'pós-moderno' , mas ainda não conseguimos traduzir a Bíblia para todas as línguas em que ela não existe, nem reverter a corrupção neste país, nem causar um impacto transformador na sociedade.
Hoje os resultados da febre 'gospel' mostram gráficos cada vez mais animadores para os empresários. No entanto, no tempo em que não éramos 'gospel', os resultados para o Reino eram mais consistentes. Nesta era 'gospel' nos orgulhamos de ter milhares de igrejas e milhões de crentes, mas não nos envergonhamos da 'corrupção gospel'. Nos orgulhamos por estar no rádio e na tv, mas não nos envergonhamos por termos diminuído o número de missionários no Brasil e no mundo. Nos orgulhamos de estar mais próximos aos governantes para orar com eles, mas não nos envergonhamos de que um avivamento ainda não aconteceu em nossa nação por falta de oração e quebrantamento da nossa parte.
(...) vejo que a igreja evangélica brasileira se tornou grande e obesa, mas sem agilidade para provocar transformações. Ela corre o risco de girar em torno de si mesma.
(...)
Fonte: Adaptado do Sepal (via Missão Vide - texto completo).
Quando não éramos o mercado 'gospel', comprávamos bíblias para ler e estudar, e não para colecionar. Comprávamos CDs pela profundidade das letras e espiritualidade dos cantores, e não pela fama dos artistas. Abríamos novas igrejas para alcançar os que não conheciam a JESUS, e não por causa de uma nova visão que causou divisão. Cada pastor estudava a Bíblia e ouvia o Espírito Santo para pregar a cada semana, e não simplesmente reproduzia a mensagem pronta recebida do seu bispo ou apóstolo.
No tempo em que não éramos 'gospel', pastor ainda era respeitado e podia comprar a crediário. Não tínhamos bancada evangélica, que segundo a imprensa, só gera escândalos. Não precisávamos de prêmios para artistas e escritores de sucesso ou para igrejas que se tornaram famosas. No tempo em que não éramos 'gospel', o show ainda se chamava louvorzão, não cobrava ingresso e não precisava de camarote vip para os artistas.
(...) Conseguimos transformar Jesus em 'gospel', 'fashion' e 'pós-moderno' , mas ainda não conseguimos traduzir a Bíblia para todas as línguas em que ela não existe, nem reverter a corrupção neste país, nem causar um impacto transformador na sociedade.
Hoje os resultados da febre 'gospel' mostram gráficos cada vez mais animadores para os empresários. No entanto, no tempo em que não éramos 'gospel', os resultados para o Reino eram mais consistentes. Nesta era 'gospel' nos orgulhamos de ter milhares de igrejas e milhões de crentes, mas não nos envergonhamos da 'corrupção gospel'. Nos orgulhamos por estar no rádio e na tv, mas não nos envergonhamos por termos diminuído o número de missionários no Brasil e no mundo. Nos orgulhamos de estar mais próximos aos governantes para orar com eles, mas não nos envergonhamos de que um avivamento ainda não aconteceu em nossa nação por falta de oração e quebrantamento da nossa parte.
(...) vejo que a igreja evangélica brasileira se tornou grande e obesa, mas sem agilidade para provocar transformações. Ela corre o risco de girar em torno de si mesma.
(...)
Fonte: Adaptado do Sepal (via Missão Vide - texto completo).
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
Por que a religiosidade teme a Teologia? - Fragmento.

A grande arma da religião contra o ser humano é a proibição do pensar - a idade média e o clero são minhas testemunhas. Com medo dos frutos percebidos, oriundos de uma relação “singela” com Deus, a idéia religiosa é: pensar a fé é atitude de incrédulo, cabe ao seguidor apenas obedecer.
(...)
Alguns dizem que todos podem pensar, mas, deve-se obedecer aos limites e outros são mais radicais ao dizer que a fé não pode ser pensada apenas “experimentada”.
Pressupõe-se que fé é acreditar naquilo que se entende por verdadeiro, por exemplo: creio em Cristo, pois acredito ser Ele o Filho de Deus e salvador da humanidade. Ora, como podemos saber, ou ao menos crer naquilo que é verdadeiro, se não pelo viés da cognição (conhecimento). Mas, como nasce o conhecimento? Há apenas duas respostas, ou melhor, uma resposta composta por dois elementos: Experiência e raciocínio. Toda experiência deve ser raciocinada, tão logo, todo raciocínio deve, de preferência, ser experimentado. Já dizia Jesus: “Conhecereis (raciocínio) a Verdade e a verdade vos libertará (experiência)”. (Evangelho de João, capítulo 8, versículo 32).
Um grande problema do homem é que ele, como um ser dotado de sentidos, e pós - modernamente falando, um ser altamente sentimental, prefere o sentir em detrimento do pensar - o caminho dos sentidos é mais benéfico, mais gratificante, ou seja, um caminho mais fácil para se alcançar um objetivo (...)
Por que a religião teme o conhecimento e/ou Por que a teologia é tão agredida pela religiosidade? A resposta é simples e inteligente, porque ela, a religião, é um produto humano, portanto, melhor é sentir, ou ao menos, fingir que se pensa, do que realmente pensar.
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
Passe livre para o questionamento sincero.
Pensei em fragmentar este texto do Lucas Souza, mas felizmente não consegui. Apesar do tamanho, vai na íntegra mesmo...
O pecado levou tudo de mim Senhor. Tudo! O crédito que dei a ele levou o resto da minha esperança e a percepção da sua presença, que é o que me permite seguir em frente, permanecer, perseverar. Eu estou realmente desolado. Estou sem chão. E sinceramente, estou cansado de tentar. Cansado. Porque você se esconde tanto de mim se sabe que na maioria das vezes eu não tenho forças pra te procurar? Por que, Senhor? Por quê? Um dia eu li um texto em que o carinha falava que não se pergunta por que para o Senhor, mas para quê. Mas sinceramente, eu estou a fim de perguntar por que mesmo. Eles inventaram dogmas até para os meus questionamentos, e isso enche o saco. A verdade é essa! Isso enche o saco!
Jesus, não me trate igualmente aos outros, Jesus. Eu não estou a fim de fazer negócio com o seu nome. Não estou a fim de ficar famoso usando o seu nome. Seu nome é valioso demais para que qualquer homem possa profanar. O que eu mais quero é simplesmente seguir ao teu lado, aprender com você, ouvir de você. Só não quero ficar nesse desterro. Nesse lugar as coisas estão mortas e a esperança nem existe mais. Onde já apagaram a luz por tanto tempo que agora ela nem sequer acende. Na realidade, você é a única luz sem validade que eu conheço. Estrela da manhã, tu brilhas como o sol…
Desamor. Desamor. O mal do século é a solidão gerada pelo desamor. Eu estou sozinho. Todos estão sós. Todos se perderam no meio das desavenças, das guerras, das ruínas dos edifícios dos sonhos ruídos. Eles foram apertar as mãos e quebraram os braços! Eles foram se abraçar e se aleijaram! Então Jesus, depois de ter tentado fugir dessa realidade toda, eu só posso olhar pra cima. E ainda bem que o céu ainda existe. Eu sei que você esta ali, depois da nuvem de poluição, e está aqui também, ao lado.
A grande coisa é que eu não estou curtindo esse século não. Tem coisas legais pra se fazer por aqui. Eu posso viajar, conhecer países, culturas. Mas por lá as pessoas carregam a mesma cara triste, o mesmo olhar dos que não te viram. Está tudo muito sem graça, incolor. É como se tivéssemos que viver um jogo eterno de hipocrisia pra sobreviver aqui, e como a partida não acaba nunca, estamos cansados. Exageradamente cansados. Eu mais que todos… Eu mais que todos os outros jogadores. Mas você esta acima do jogo, não esta? Você esta anunciando a estrada para nós, não esta? Os trilhos… como eu sonho com esses trilhos. Há um caminho mais alto, há um amor mais profundo, há um destino traçado que me leva a você, não há? Eu simplesmente quero ir… quero ir.
Jesus, você é a única pessoa, a única pessoa real neste mundo. Seja apenas meu amigo de verdade. Aperta minha mão mais forte. Deixa eu te ver mais perto que os outros. Eu não quero dançar com você não. Eu quero sentar numa mesa e ouvi você falar. Encher meu coração de esperança e refrigério outra vez. Seja a minha esperança, a minha riqueza, a minha alegria, o meu refugio. Mas de verdade Jesus, de verdade. Não nas emoções de purpurina das canções, mas num lugar de realidade.
Jesus real, seja meu espelho!
By Lucas Souza.
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quarta-feira, 3 de setembro de 2008
Quando os crentes davam certo.
A primeira razão porque os crentes davam certo no Brasil, no passado, é que eles eram discriminados e perseguidos. Só entrava para as Igrejas evangélicas quem estava disposto a pagar o preço. O martírio integrava o protestantismo. Quem não agüentava o tranco, saía. Isso purificava a Igreja e lhe dava grande coesão interna. Todos eram "de mesmo", naquele contexto adverso não havia lugar para "crentes festivos".
Durante a vigência da Constituição Imperial (1824) o documento de identidade era a certidão de Batismo na Igreja Católica Romana. Quem não fosse batizado, nem existia, nem era cidadão. Os protestantes, como os demais não-católicos, não podiam ser funcionários públicos, não podiam se candidatar a cargos eletivos, seus casamentos eram nulos (todo mundo, tecnicamente, "amasiado" por amor a Cristo), porque o único documento de casamento válido era o emitido pela Igreja Romana, e quando a pessoa protestante morria tinha que ser "plantado" em algum terreno, porque todos os cemitérios eram administrados pelas Paróquias católicas romanas, e nele só podiam se enterrar quem tivesse recebido o rito de extrema-unção de um sacerdote daquela confissão.
Com a Constituição republicana de 1891 veio a separação Igreja-Estado, cessaram as discriminações legais, mas aumentaram as perseguições. As novas levas de padres e freiras missionários que foram importados pela Igreja de Roma na Primeira República (1889-1930) vinham com a missão de "combater os protestantes". Crianças e jovens eram perseguidos nas escolas, profissionais nos empregos, proibia-se o aluguel de imóveis comerciais e residenciais para os "nova-seita", também conhecidos como "bodes", Igrejas eram apedrejadas, pessoas fisicamente agredidas, amizades e vínculos familiares eram rompidos. A imprensa incitava contra essa fé "estrangeira". O hino de um Congresso Eucarístico cantava: "Quem não for bom católico, bom brasileiro não é". Bíblias eram queimadas. Paredes de templos protestantes eram levantadas de dia, para serem derrubadas de noite. "Protestante é pobre, burro e feio". Casar minha filha com um deles, nem pensar...
Na cidade de minha família materna, em Alagoas, um padre holandês, se referindo à artéria onde residiam as melhores famílias da cidade, compusera a quadrinha de gozação:
"Na Rua do Rosário, ninguém pode mais passar
São bodes e cabrinhas, todos eles a berrar..."
Com raras exceções localizadas, esse quadro não mudou muito até o início dos anos 1960, e a realização do Concílio Vaticano II.
Mais de um século de dureza! Naquele contexto, que requeria autenticidade, a permanência e o crescimento do protestantismo foram marcados por atos de heroísmo e muito martírio. Naquele contexto, os crentes davam certo...
Robinson Cavalcanti, Bispo Diocesano.
Via Pavablog.
Durante a vigência da Constituição Imperial (1824) o documento de identidade era a certidão de Batismo na Igreja Católica Romana. Quem não fosse batizado, nem existia, nem era cidadão. Os protestantes, como os demais não-católicos, não podiam ser funcionários públicos, não podiam se candidatar a cargos eletivos, seus casamentos eram nulos (todo mundo, tecnicamente, "amasiado" por amor a Cristo), porque o único documento de casamento válido era o emitido pela Igreja Romana, e quando a pessoa protestante morria tinha que ser "plantado" em algum terreno, porque todos os cemitérios eram administrados pelas Paróquias católicas romanas, e nele só podiam se enterrar quem tivesse recebido o rito de extrema-unção de um sacerdote daquela confissão.
Com a Constituição republicana de 1891 veio a separação Igreja-Estado, cessaram as discriminações legais, mas aumentaram as perseguições. As novas levas de padres e freiras missionários que foram importados pela Igreja de Roma na Primeira República (1889-1930) vinham com a missão de "combater os protestantes". Crianças e jovens eram perseguidos nas escolas, profissionais nos empregos, proibia-se o aluguel de imóveis comerciais e residenciais para os "nova-seita", também conhecidos como "bodes", Igrejas eram apedrejadas, pessoas fisicamente agredidas, amizades e vínculos familiares eram rompidos. A imprensa incitava contra essa fé "estrangeira". O hino de um Congresso Eucarístico cantava: "Quem não for bom católico, bom brasileiro não é". Bíblias eram queimadas. Paredes de templos protestantes eram levantadas de dia, para serem derrubadas de noite. "Protestante é pobre, burro e feio". Casar minha filha com um deles, nem pensar...
Na cidade de minha família materna, em Alagoas, um padre holandês, se referindo à artéria onde residiam as melhores famílias da cidade, compusera a quadrinha de gozação:
"Na Rua do Rosário, ninguém pode mais passar
São bodes e cabrinhas, todos eles a berrar..."
Com raras exceções localizadas, esse quadro não mudou muito até o início dos anos 1960, e a realização do Concílio Vaticano II.
Mais de um século de dureza! Naquele contexto, que requeria autenticidade, a permanência e o crescimento do protestantismo foram marcados por atos de heroísmo e muito martírio. Naquele contexto, os crentes davam certo...
Robinson Cavalcanti, Bispo Diocesano.
Via Pavablog.
terça-feira, 2 de setembro de 2008
Na escuridão, L.F. Pondé - Fragmentos.
SOU PROFESSOR , entro em sala todos os dias. (...) o que falta muitas vezes na sala de aula é falarmos "a verdade". (...) acredito que há uma milagrosa relação entre o ser humano e "a verdade" quando ele percebe que ela é dita sem medo.
Uma grande traição feita aos mais jovens é atolá-los em "teorias a serviço da emancipação". Eu não quero emancipar ninguém porque para isso teria que mentir. Mentimos para sobreviver, isso é normal e civilizado, mas na sala de aula é uma traição.
(...) Hoje em dia você aprende no jardim da infância que "tudo é relativo", "a verdade" não existe, e todos os males do mundo são fruto do patriarcalismo e da Igreja Católica. Caricaturas ridículas da história são feitas a serviço da "liberdade"! Palavra já banal, quase idiota.
(...) Uma boa dose de auto-estima se faz necessária para não cairmos de joelhos diante desta "nova repressão". Toda fórmula para chegar à auto-estima é falsa, por isso resta-nos o sorriso da sorte ou da morte.
Quando falo "a verdade", me refiro a coisas mais simples (...). Refiro-me à luta cotidiana com nossa caótica condição humana e ainda termos que manter o bom humor e pagarmos as contas.
Refiro-me àquilo que gente como Ítalo Calvino chama de "dramas clássicos". O problema é que para ensinar isso, antes de tudo precisamos conhecer "isso" (coisa que vai ficando rara em meio ao blábláblá do relativismo cultural e da democracia no ensino). E pior, não podemos ter medo. Um dos dramas humilhantes do "otimismo moderno" é que para ser otimista temos que ser idiotas e negarmos os impasses assustadores da vida.
Explico-me: acho que os mais jovens agüentam ouvir "a verdade" mais do que professores de meia-idade. (...) a vida não é a bobagem das utopias de Maio de 68, tipo "sexo livre e é proibido proibir", mas se calam diante dessa dolorosa consciência. Às vezes por uma mera questão de salário. O pior é quando a resistência a isso se manifesta em meio à silenciosa melancolia da idade avançada. Na velhice não há festa e há muito silêncio.
Por exemplo, o ciúme do Otelo de Shakespeare. Todo homem é inseguro diante da mulher amada. É um tipo de maldição. Quando não é inseguro, é porque não ama. Se ela for muito bonita, muito simpática e "circular muito por ai", essa insegurança piora. Com isso não quero dizer que o homem deva "reprimir" a mulher para se sentir melhor, mesmo porque não adianta. (...)
(...) a cama do casal virou uma frente de trabalho. É desgastante o fato de que devemos trabalhar "a relação" o tempo inteiro: nossos preconceitos, nossas inseguranças, nossos fracassos. O mercado de trabalho nos esgota, e o amor é uma trincheira. O imperativo da saúde total (psicológica, política e social) é uma praga que nos cobre como uma poeira invisível. (...) nos sufoca, entrando pela boca. Explico-me: ou somos doentes ou somos ridículos, nunca saudáveis.
Outro exemplo, a infidelidade da Madame Bovary de Flaubert. (...) a trágica figura da infeliz envelhecida que nos aborda com a segunda taça de vinho branco nas mãos (...) que sonhava com uma vida cheia de paixões e acordou entre o tédio do cotidiano e a força cega do desejo destrutivo. Qualquer menina de 18 anos ouve isso e reconhece na infeliz Emma Bovary um risco possível: posso eu mesma virar uma Bovary, basta acreditar que a vida pode ser cheia de paixões!
A fronteira entre a paixão e o inferno é invisível. Os seres humanos reais caminham nessa tênue linha de sombra. Otelo, Bovary, você e eu, juntos, na escuridão.
Luiz Felipe Pondé, na Folha de S.Paulo.
Texto completo via Pavablog.
Uma grande traição feita aos mais jovens é atolá-los em "teorias a serviço da emancipação". Eu não quero emancipar ninguém porque para isso teria que mentir. Mentimos para sobreviver, isso é normal e civilizado, mas na sala de aula é uma traição.
(...) Hoje em dia você aprende no jardim da infância que "tudo é relativo", "a verdade" não existe, e todos os males do mundo são fruto do patriarcalismo e da Igreja Católica. Caricaturas ridículas da história são feitas a serviço da "liberdade"! Palavra já banal, quase idiota.
(...) Uma boa dose de auto-estima se faz necessária para não cairmos de joelhos diante desta "nova repressão". Toda fórmula para chegar à auto-estima é falsa, por isso resta-nos o sorriso da sorte ou da morte.
Quando falo "a verdade", me refiro a coisas mais simples (...). Refiro-me à luta cotidiana com nossa caótica condição humana e ainda termos que manter o bom humor e pagarmos as contas.
Refiro-me àquilo que gente como Ítalo Calvino chama de "dramas clássicos". O problema é que para ensinar isso, antes de tudo precisamos conhecer "isso" (coisa que vai ficando rara em meio ao blábláblá do relativismo cultural e da democracia no ensino). E pior, não podemos ter medo. Um dos dramas humilhantes do "otimismo moderno" é que para ser otimista temos que ser idiotas e negarmos os impasses assustadores da vida.
Explico-me: acho que os mais jovens agüentam ouvir "a verdade" mais do que professores de meia-idade. (...) a vida não é a bobagem das utopias de Maio de 68, tipo "sexo livre e é proibido proibir", mas se calam diante dessa dolorosa consciência. Às vezes por uma mera questão de salário. O pior é quando a resistência a isso se manifesta em meio à silenciosa melancolia da idade avançada. Na velhice não há festa e há muito silêncio.
Por exemplo, o ciúme do Otelo de Shakespeare. Todo homem é inseguro diante da mulher amada. É um tipo de maldição. Quando não é inseguro, é porque não ama. Se ela for muito bonita, muito simpática e "circular muito por ai", essa insegurança piora. Com isso não quero dizer que o homem deva "reprimir" a mulher para se sentir melhor, mesmo porque não adianta. (...)
(...) a cama do casal virou uma frente de trabalho. É desgastante o fato de que devemos trabalhar "a relação" o tempo inteiro: nossos preconceitos, nossas inseguranças, nossos fracassos. O mercado de trabalho nos esgota, e o amor é uma trincheira. O imperativo da saúde total (psicológica, política e social) é uma praga que nos cobre como uma poeira invisível. (...) nos sufoca, entrando pela boca. Explico-me: ou somos doentes ou somos ridículos, nunca saudáveis.
Outro exemplo, a infidelidade da Madame Bovary de Flaubert. (...) a trágica figura da infeliz envelhecida que nos aborda com a segunda taça de vinho branco nas mãos (...) que sonhava com uma vida cheia de paixões e acordou entre o tédio do cotidiano e a força cega do desejo destrutivo. Qualquer menina de 18 anos ouve isso e reconhece na infeliz Emma Bovary um risco possível: posso eu mesma virar uma Bovary, basta acreditar que a vida pode ser cheia de paixões!
A fronteira entre a paixão e o inferno é invisível. Os seres humanos reais caminham nessa tênue linha de sombra. Otelo, Bovary, você e eu, juntos, na escuridão.
Luiz Felipe Pondé, na Folha de S.Paulo.
Texto completo via Pavablog.
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
Desafio, por Carl Jung.
Nós, protestantes, teremos mais cedo ou mais tarde de enfrentar a seguinte questão: devemos entender a Imitação de Cristo no sentido de que devemos copiar sua vida e, se é que posso usar essa expressão, simular seus estigmas; ou no sentido mais profundo de que devemos viver nossas próprias vidas de forma tão verdadeira quanto ele viveu a sua em todas as suas implicações? Não é coisa fácil viver uma vida modelada na de Cristo, mas é indizivelmente mais difícil viver nossa própria vida de forma tão verdadeira quanto Cristo viveu a dele.
Carl Jung, in Psychotherapists or the Clergy.
Via Pavablog.
Carl Jung, in Psychotherapists or the Clergy.
Via Pavablog.
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
Fragmentos da "Carta a Um Jovem Evangélico que Faz Sexo com a Namorada"
Postado por Augustus Nicodemus Lopes em 23 de Julho de 2008 no Blog O Tempora, O Mores.
[Os nomes foram trocados para proteger as pessoas. Embora algumas circunstâncias mencionadas na carta sejam totalmente fictícias, o caso é mais real do que se pensa...]
Meu caro (...),
Ontem estive pregando em sua igreja e tive a oportunidade de rever (...) nosso amigo comum. Não lhe encontrei. (...)
Saí (...) para comer pizza após o culto e falamos sobre você. (...) Ele está muito preocupado com você, desde que você disse a ele que tem ido (...) a motéis da cidade e às vezes até mesmo depois do culto de jovens no sábado à noite. Ele falou que já teve várias conversas com você mas que você tem argumentado defendendo o sexo antes do casamento como se fosse normal e que pretende casar (...) quando terminarem a faculdade.
Ele pediu minha ajuda, para que eu falasse com você, e me autorizou a mencionar nossa conversa na pizzaria. Relutei, pois acho que é o pastor de sua igreja que deve tratar desse assunto. Vocês, afinal, são membros comungantes dessa igreja e estão debaixo da orientação espiritual dela. Mas, (...) o pastor faz de conta que não sabe que essas coisas estão acontecendo na mocidade da igreja. Como sou amigo da sua família fazem muitos anos, desde que vocês freqüentaram minha igreja em São Paulo, resolvi, então, escrever para você sobre esse assunto, tendo como base os argumentos que você usou (...) justificar sua ida a motéis (...).
(...) você argumenta que não há nada na Bíblia que proiba sexo antes do casamento. É verdade que não há uma passagem bíblica que diga "não farás sexo antes do casamento;" mas existem dezenas de outras que expressam essa verdade com outras palavras e de outras maneiras. Podemos começar com aquelas que pressupõem o casamento como sendo o procedimento padrão, legal e estabelecido por Deus para pessoas que desejam viver juntas (veja Mateus 9:15; 24:38; Lucas 12:36; 14:8; João 2:1-2; 1Coríntios 7:9,28,39), aquelas que abençoam o casamento (Hebreus 13:4) e aquelas que se referem ao divórcio - que é o término oficial do casamento - como algo que Deus aborrece (veja Malaquias 3:16; Mateus 5:31-32).
Podemos incluir ainda aquelas passagens contra os que proíbem o casamento (1Timóteo 4:3) e as outras que condenam o adultério, a fornicação e a prostituição (veja Mateus 5:28,32; 15:19; João 8:3; 1Coríntios 7:2; 6:9; Gálatas 5:19; Efésios 5:3-5; Colossenses 3:5; 1Tessalonicenses 4:3-5; 1Timóteo 1:10; Hebreus 13:4; Apocalipse 21:8; 22:15). Qual é o referencial que nos possibilita caracterizar esses comportamentos como desvios, impureza e pecado? O casamento, naturalmente. Adultério, prostituição e fornicação, embora tendo nuances diferentes, têm em comum o fato de que são relações sexuais praticadas fora do casamento. Se o casamento, que implica num compromisso formal e legal entre um homem e uma mulher, não fosse a situação normal onde o sexo pode ser desfrutado de maneira legítima, como se poderia caracterizar como desvio o adultério, a fornicação ou a prostituição? A Bíblia considera essas coisas como pecado e coloca os que praticam a impureza sexual e a imoralidade debaixo da condenação de Deus - a menos que se arrependam, é claro, e mudem de vida.
Você argumenta também que o casamento é uma conveniência humana e que muda de cultura para cultura. (...) o casamento tem um caráter social, cultural e pessoal. Todavia, (...) não se pode esquecer que foi Deus quem criou o homem e a mulher, que os juntou no jardim, e disse que seriam uma só carne, dando-lhes a responsabilidade de constituir família (...). O casamento é uma instituição divina a ser realizada pelas sociedades humanas. Embora as culturas sejam distintas, e os rituais e procedimentos dos casamentos sejam distintos, do ponto de vista bíblico o casamento implica em reconhecimento legal daquela união por quem de direito, trazendo implicações para a criação e tutela dos filhos, sustento da casa e também responsabilidades e conseqüências em caso de separação e repúdio. Quando duas pessoas resolvem ir morar juntas como se fossem casadas, essa decisão não faz delas pessoas casadas diante de Deus - mas (desculpe a franqueza), pessoas que estão vivendo em imoralidade sexual.
É verdade que a legislação de muitos países tem cada vez mais reconhecido as chamadas uniões estáveis. (...) o casamento está cada vez mais sendo desvalorizado na sociedade moderna ocidental. Todavia, esses movimentos no mundo e na cultura não são a bússola pela qual a Igreja determina seu norte - e sim a Palavra de Deus. Em muitas culturas a legislação tem sancionado coisas que estão em contradição com os valores bíblicos, como aborto, eutanásia, uniões homossexuais, uso de drogas, etc. A Igreja deve ter uma postura crítica da cultura, tendo como referencial a Palavra de Deus.
(...) você considera que o mais importante é o amor e a fidelidade, e que (...) tem muita gente casada mas infeliz e infiel para com o cônjuge. (...) é um jogo perigoso tentar justificar um erro com outro. Gente casada que é infiel não serve de desculpas para quem quer viver com outra pessoa sem se casar com ela. (...) como pode existir o conceito de fidelidade numa união que não tem caráter oficial nem legal, e que não teve juramentos solenes feitos diante de Deus e das autoridades constituídas? Mesmo que você e sua namorada façam uma "cerimônia" particular onde só vocês dois estão presentes e onde se casem a si mesmos diante de Deus - qual a validade disso? As promessas de fidelidade trocadas por pessoas não casadas têm tanto valor quanto um contrato de gaveta. (...) não é a Igreja que casa, e sim o Estado. Naqueles casamentos religiosos com efeito civil, o pastor ou padre está agindo com procuração do juiz.
(...) na Bíblia o casamento é constantemente referido como uma aliança (veja Ezequiel 16:59-63). Deus é testemunha dessa aliança feita no casamento, (...) também chamada de "aliança de nossos pais", uma referência ao caráter público da mesma (não deixe de ler Malaquias 2:10-16).
Não fiquei nem um pouco surpreso com seu outro argumento para fazer sexo com sua namorada, que foi "é importante conhecer bem a pessoa antes do casamento". Já ouvi esse argumento dezenas de vezes. E sempre o considerei uma burrice - mais uma vez, desculpe a franqueza. Em que sentido ter relações sexuais com sua namorada vai lhe dar um conhecimento dela que servirá para determinar se o casamento vai dar certo ou não? Embora o sexo seja uma parte muito importante do casamento, o que faz um casamento funcionar são os relacionamentos pessoais, a tolerância, a compreensão, a renúncia, o amor, a entrega, o compartilhar... você pode descobrir antes do casamento que sua namorada é muito boa de cama, mas não é o desempenho sexual de vocês que vai manter ou salvar seu casamento. Esse argumento parte de um equívoco fundamental com relação à natureza do casamento e no fim nada mais é que uma desculpa tola para comerem a sobremesa antes do almoço.
Agora, o pior argumento que ouvi (...) foi que você disse "a graça de Deus tolera esse comportamento." (...) ele revela uma coisa séria em seu pensamento, que é tomar a graça de Deus como desculpa para um comportamento imoral. (...) o argumento dos libertinos ao longo da história da igreja. O escritor bíblico Judas, irmão de Tiago, enfrentou os libertinos de sua época chamando-os de "homens ímpios, que transformam em libertinagem a graça de nosso Deus e negam o nosso único Soberano e Senhor, Jesus Cristo" (Judas 4). Esse é o caminho de Balaão "o qual ensinava a Balaque a armar ciladas diante dos filhos de Israel para comerem coisas sacrificadas aos ídolos e praticarem a prostituição" (Apocalipse 2:14). É a doutrina da prostituta-profetisa Jezabel, que seduzia os cristão "a praticarem a prostituição e a comerem coisas sacrificadas aos ídolos" (Apocalipse 2:20) e a conhecer "as coisas profundas de Satanás" (Apocalipse 2:24).
(...) permita-me exortá-lo a cair fora dessa maneira libertina de pensar, (...) antes que sua consciência seja cauterizada pelo engano do pecado (Hebreus 3:13). Ainda há tempo para arrependimento e mudança de atitude. A abstinência sexual é o caminho de Deus para os solteiros, e esse estilo de vida é perfeitamente possível pelo poder do Espírito, ainda que aos olhos de outros seja a coisa mais careta e retrógrada que exista. Se você realmente pensa em casar (...) e constituírem família, o melhor caminho é pararem agora de ter relações e aguardarem o dia do casamento. Vocês devem confessar a Deus o seu pecado e um ao outro, e seguir o caminho da abstinência, com a graça de Deus.Estou à sua disposição para conversarmos pessoalmente. (...) Estou orando por vocês.
Um grande abraço,
Pr. Augustus
Carta na Íntegra.
[Os nomes foram trocados para proteger as pessoas. Embora algumas circunstâncias mencionadas na carta sejam totalmente fictícias, o caso é mais real do que se pensa...]
Meu caro (...),
Ontem estive pregando em sua igreja e tive a oportunidade de rever (...) nosso amigo comum. Não lhe encontrei. (...)
Saí (...) para comer pizza após o culto e falamos sobre você. (...) Ele está muito preocupado com você, desde que você disse a ele que tem ido (...) a motéis da cidade e às vezes até mesmo depois do culto de jovens no sábado à noite. Ele falou que já teve várias conversas com você mas que você tem argumentado defendendo o sexo antes do casamento como se fosse normal e que pretende casar (...) quando terminarem a faculdade.
Ele pediu minha ajuda, para que eu falasse com você, e me autorizou a mencionar nossa conversa na pizzaria. Relutei, pois acho que é o pastor de sua igreja que deve tratar desse assunto. Vocês, afinal, são membros comungantes dessa igreja e estão debaixo da orientação espiritual dela. Mas, (...) o pastor faz de conta que não sabe que essas coisas estão acontecendo na mocidade da igreja. Como sou amigo da sua família fazem muitos anos, desde que vocês freqüentaram minha igreja em São Paulo, resolvi, então, escrever para você sobre esse assunto, tendo como base os argumentos que você usou (...) justificar sua ida a motéis (...).
(...) você argumenta que não há nada na Bíblia que proiba sexo antes do casamento. É verdade que não há uma passagem bíblica que diga "não farás sexo antes do casamento;" mas existem dezenas de outras que expressam essa verdade com outras palavras e de outras maneiras. Podemos começar com aquelas que pressupõem o casamento como sendo o procedimento padrão, legal e estabelecido por Deus para pessoas que desejam viver juntas (veja Mateus 9:15; 24:38; Lucas 12:36; 14:8; João 2:1-2; 1Coríntios 7:9,28,39), aquelas que abençoam o casamento (Hebreus 13:4) e aquelas que se referem ao divórcio - que é o término oficial do casamento - como algo que Deus aborrece (veja Malaquias 3:16; Mateus 5:31-32).
Podemos incluir ainda aquelas passagens contra os que proíbem o casamento (1Timóteo 4:3) e as outras que condenam o adultério, a fornicação e a prostituição (veja Mateus 5:28,32; 15:19; João 8:3; 1Coríntios 7:2; 6:9; Gálatas 5:19; Efésios 5:3-5; Colossenses 3:5; 1Tessalonicenses 4:3-5; 1Timóteo 1:10; Hebreus 13:4; Apocalipse 21:8; 22:15). Qual é o referencial que nos possibilita caracterizar esses comportamentos como desvios, impureza e pecado? O casamento, naturalmente. Adultério, prostituição e fornicação, embora tendo nuances diferentes, têm em comum o fato de que são relações sexuais praticadas fora do casamento. Se o casamento, que implica num compromisso formal e legal entre um homem e uma mulher, não fosse a situação normal onde o sexo pode ser desfrutado de maneira legítima, como se poderia caracterizar como desvio o adultério, a fornicação ou a prostituição? A Bíblia considera essas coisas como pecado e coloca os que praticam a impureza sexual e a imoralidade debaixo da condenação de Deus - a menos que se arrependam, é claro, e mudem de vida.
Você argumenta também que o casamento é uma conveniência humana e que muda de cultura para cultura. (...) o casamento tem um caráter social, cultural e pessoal. Todavia, (...) não se pode esquecer que foi Deus quem criou o homem e a mulher, que os juntou no jardim, e disse que seriam uma só carne, dando-lhes a responsabilidade de constituir família (...). O casamento é uma instituição divina a ser realizada pelas sociedades humanas. Embora as culturas sejam distintas, e os rituais e procedimentos dos casamentos sejam distintos, do ponto de vista bíblico o casamento implica em reconhecimento legal daquela união por quem de direito, trazendo implicações para a criação e tutela dos filhos, sustento da casa e também responsabilidades e conseqüências em caso de separação e repúdio. Quando duas pessoas resolvem ir morar juntas como se fossem casadas, essa decisão não faz delas pessoas casadas diante de Deus - mas (desculpe a franqueza), pessoas que estão vivendo em imoralidade sexual.
É verdade que a legislação de muitos países tem cada vez mais reconhecido as chamadas uniões estáveis. (...) o casamento está cada vez mais sendo desvalorizado na sociedade moderna ocidental. Todavia, esses movimentos no mundo e na cultura não são a bússola pela qual a Igreja determina seu norte - e sim a Palavra de Deus. Em muitas culturas a legislação tem sancionado coisas que estão em contradição com os valores bíblicos, como aborto, eutanásia, uniões homossexuais, uso de drogas, etc. A Igreja deve ter uma postura crítica da cultura, tendo como referencial a Palavra de Deus.
(...) você considera que o mais importante é o amor e a fidelidade, e que (...) tem muita gente casada mas infeliz e infiel para com o cônjuge. (...) é um jogo perigoso tentar justificar um erro com outro. Gente casada que é infiel não serve de desculpas para quem quer viver com outra pessoa sem se casar com ela. (...) como pode existir o conceito de fidelidade numa união que não tem caráter oficial nem legal, e que não teve juramentos solenes feitos diante de Deus e das autoridades constituídas? Mesmo que você e sua namorada façam uma "cerimônia" particular onde só vocês dois estão presentes e onde se casem a si mesmos diante de Deus - qual a validade disso? As promessas de fidelidade trocadas por pessoas não casadas têm tanto valor quanto um contrato de gaveta. (...) não é a Igreja que casa, e sim o Estado. Naqueles casamentos religiosos com efeito civil, o pastor ou padre está agindo com procuração do juiz.
(...) na Bíblia o casamento é constantemente referido como uma aliança (veja Ezequiel 16:59-63). Deus é testemunha dessa aliança feita no casamento, (...) também chamada de "aliança de nossos pais", uma referência ao caráter público da mesma (não deixe de ler Malaquias 2:10-16).
Não fiquei nem um pouco surpreso com seu outro argumento para fazer sexo com sua namorada, que foi "é importante conhecer bem a pessoa antes do casamento". Já ouvi esse argumento dezenas de vezes. E sempre o considerei uma burrice - mais uma vez, desculpe a franqueza. Em que sentido ter relações sexuais com sua namorada vai lhe dar um conhecimento dela que servirá para determinar se o casamento vai dar certo ou não? Embora o sexo seja uma parte muito importante do casamento, o que faz um casamento funcionar são os relacionamentos pessoais, a tolerância, a compreensão, a renúncia, o amor, a entrega, o compartilhar... você pode descobrir antes do casamento que sua namorada é muito boa de cama, mas não é o desempenho sexual de vocês que vai manter ou salvar seu casamento. Esse argumento parte de um equívoco fundamental com relação à natureza do casamento e no fim nada mais é que uma desculpa tola para comerem a sobremesa antes do almoço.
Agora, o pior argumento que ouvi (...) foi que você disse "a graça de Deus tolera esse comportamento." (...) ele revela uma coisa séria em seu pensamento, que é tomar a graça de Deus como desculpa para um comportamento imoral. (...) o argumento dos libertinos ao longo da história da igreja. O escritor bíblico Judas, irmão de Tiago, enfrentou os libertinos de sua época chamando-os de "homens ímpios, que transformam em libertinagem a graça de nosso Deus e negam o nosso único Soberano e Senhor, Jesus Cristo" (Judas 4). Esse é o caminho de Balaão "o qual ensinava a Balaque a armar ciladas diante dos filhos de Israel para comerem coisas sacrificadas aos ídolos e praticarem a prostituição" (Apocalipse 2:14). É a doutrina da prostituta-profetisa Jezabel, que seduzia os cristão "a praticarem a prostituição e a comerem coisas sacrificadas aos ídolos" (Apocalipse 2:20) e a conhecer "as coisas profundas de Satanás" (Apocalipse 2:24).
(...) permita-me exortá-lo a cair fora dessa maneira libertina de pensar, (...) antes que sua consciência seja cauterizada pelo engano do pecado (Hebreus 3:13). Ainda há tempo para arrependimento e mudança de atitude. A abstinência sexual é o caminho de Deus para os solteiros, e esse estilo de vida é perfeitamente possível pelo poder do Espírito, ainda que aos olhos de outros seja a coisa mais careta e retrógrada que exista. Se você realmente pensa em casar (...) e constituírem família, o melhor caminho é pararem agora de ter relações e aguardarem o dia do casamento. Vocês devem confessar a Deus o seu pecado e um ao outro, e seguir o caminho da abstinência, com a graça de Deus.Estou à sua disposição para conversarmos pessoalmente. (...) Estou orando por vocês.
Um grande abraço,
Pr. Augustus
Carta na Íntegra.
sexta-feira, 8 de agosto de 2008
Porque ir à igreja? - Por C.S. Lewis.
Recebi este email do J.I. Grillo. Muito obrigado.
29/07/2008 Sandro Baggio
Estava conversando com alguém sobre igreja (para variar) e me lembrei de uma história envolvendo C. S. Lewis e um velho santo de botas de borracha. Como não conseguia achar essa história em nenhum dos livros do C. S. Lewis que possuo, decidi “googar” por ela e a achei no blog Mere Theology.
C. S. Lewis frequentou a mesma igrejinha durante trinta anos. A experiência não tinha nada de extraordinário a cada semana. A maior parte daqueles anos Lewis não se importava muito com os sermões; ele até mesmo sentava-se atrás de um pilar para que o ministro não visse suas expressões faciais. Ele ía ao culto sem música porque não gostava dos hinos. E saía logo após a comunhão da Ceia provavelmente porque não gostava de se envolver nas conversas com os outros membros depois do culto. Mas a longa obediência numa mesma direção moldou a vida de Lewis de um modo que nada mais poderia.
Uma vez perguntaram para Lewis: “É necessário frequentar um culto ou ser membro de uma comunidade cristã para um modo cristão de vida?”
Sua resposta foi a seguinte: “Esta é uma pergunta que eu não posso responder. Minha própria experiência é que logo que eu me tornei um cristão, cerca de quatorze anos atrás, eu pensava que poderia me virar sozinho, me retirando a meu quarto e lendo teologia, e não frequentava igrejas ou estudos bíblicos; e então mais tarde eu descobri que era o único modo de você agitar sua bandeira; e, naturalmente, eu descobri que isso significava ser um alvo. É extraordinário o quão inconveniente para sua família é você ter que acordar cedo para ir à Igreja. Não importa tanto se você tem que acordar cedo para qualquer outra coisa, mas se você acorda cedo para ir à igreja é algo egoísta de sua parte e você irrita todos na casa. Se há qualquer coisa no ensinamento do Novo Testamento que é na natureza de mandamento, é que você é obrigado a participar do Sacramento e você não pode fazer isso sem ir à igreja. Eu não gostava muito dos seus hinos, os quais eu considerava poemas de quinta categoria com música de sexta categoria. Mas à medida em que eu ia eu vi o grande mérito disso. Eu me vi diante de pessoas diferentes de aparência e educação diferentes, e meu conceito gradualmente começou a se desfazer. Eu percebi que os hinos (os quais eram apenas música de sexta categoria) eram, no entanto, cantados com tamanha devoção e entrega por um velho santo calçando botas de borracha no banco ao lado, e então você percebe que você não está apto sequer para limpar aquelas botas. Isso o liberta de seu conceito solitário.” (C. S. Lewis, God in the Dock, pp 61-62)
Muita coisa mudou, desde os dias vividos por Lewis até o presente momento. Pequenas igrejas como essas são raras de serem encontradas, a moda agora são os grandes ajuntamentos. As poucas "igrejinhas" parecem ser habitadas por seres de outros planetas - me desculpem a grosseria. Mas algumas coisas não mudaram. As músicas com poesias de quinta e melodias de sexta persistem, porém, as mais executadas para deleite do grande público são as com poesia de décima (quando possuem) e melodias de décima segunda...
29/07/2008 Sandro Baggio
Estava conversando com alguém sobre igreja (para variar) e me lembrei de uma história envolvendo C. S. Lewis e um velho santo de botas de borracha. Como não conseguia achar essa história em nenhum dos livros do C. S. Lewis que possuo, decidi “googar” por ela e a achei no blog Mere Theology.
C. S. Lewis frequentou a mesma igrejinha durante trinta anos. A experiência não tinha nada de extraordinário a cada semana. A maior parte daqueles anos Lewis não se importava muito com os sermões; ele até mesmo sentava-se atrás de um pilar para que o ministro não visse suas expressões faciais. Ele ía ao culto sem música porque não gostava dos hinos. E saía logo após a comunhão da Ceia provavelmente porque não gostava de se envolver nas conversas com os outros membros depois do culto. Mas a longa obediência numa mesma direção moldou a vida de Lewis de um modo que nada mais poderia.
Uma vez perguntaram para Lewis: “É necessário frequentar um culto ou ser membro de uma comunidade cristã para um modo cristão de vida?”
Sua resposta foi a seguinte: “Esta é uma pergunta que eu não posso responder. Minha própria experiência é que logo que eu me tornei um cristão, cerca de quatorze anos atrás, eu pensava que poderia me virar sozinho, me retirando a meu quarto e lendo teologia, e não frequentava igrejas ou estudos bíblicos; e então mais tarde eu descobri que era o único modo de você agitar sua bandeira; e, naturalmente, eu descobri que isso significava ser um alvo. É extraordinário o quão inconveniente para sua família é você ter que acordar cedo para ir à Igreja. Não importa tanto se você tem que acordar cedo para qualquer outra coisa, mas se você acorda cedo para ir à igreja é algo egoísta de sua parte e você irrita todos na casa. Se há qualquer coisa no ensinamento do Novo Testamento que é na natureza de mandamento, é que você é obrigado a participar do Sacramento e você não pode fazer isso sem ir à igreja. Eu não gostava muito dos seus hinos, os quais eu considerava poemas de quinta categoria com música de sexta categoria. Mas à medida em que eu ia eu vi o grande mérito disso. Eu me vi diante de pessoas diferentes de aparência e educação diferentes, e meu conceito gradualmente começou a se desfazer. Eu percebi que os hinos (os quais eram apenas música de sexta categoria) eram, no entanto, cantados com tamanha devoção e entrega por um velho santo calçando botas de borracha no banco ao lado, e então você percebe que você não está apto sequer para limpar aquelas botas. Isso o liberta de seu conceito solitário.” (C. S. Lewis, God in the Dock, pp 61-62)
Muita coisa mudou, desde os dias vividos por Lewis até o presente momento. Pequenas igrejas como essas são raras de serem encontradas, a moda agora são os grandes ajuntamentos. As poucas "igrejinhas" parecem ser habitadas por seres de outros planetas - me desculpem a grosseria. Mas algumas coisas não mudaram. As músicas com poesias de quinta e melodias de sexta persistem, porém, as mais executadas para deleite do grande público são as com poesia de décima (quando possuem) e melodias de décima segunda...
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Tiro com arco: imagens fortes vetadas pela instituição.Fonte: Globo Esporte.
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terça-feira, 5 de agosto de 2008
Tempos de Política
Charge retirada do Blog do Ozaí Leandro Ferraz, almenarense ausente, graduando do curso de Historia da UFU escreve sobre politica.
Tempos de Política
Para grande parte da população, falar de política é falar de voto. Mas, não é bem assim. Somos seres políticos, utilizamos a política em tudo o que fazemos: relacionamento entre casal, pais e filhos, amizades, professores e alunos, patrões e empregados etc. Porém, a política só é percebida em ano eleitoral. E é justamente nesta época que aparece outro fator que, para aquela grande parte da população acima citada, também virou sinônimo de política: as promessas eleitoreiras.
Parece coisa de tempos remotos, mas não é. Está presente ainda hoje. É muito comum candidatos, principalmente para vereadores, prometerem mais do que a futura função lhes permite. Antes de irmos às urnas, fiquemos atentos. Vamos procurar saber qual é o verdadeiro papel de um vereador; o que pode e o que não pode um prefeito; e o vice-prefeito, qual a sua função?
Política não é brincadeira. Muitos conhecidos como “políticos profissionais” aproveitam a falta de informação dos eleitores para se perpetuarem no poder. Precisamos, enquanto cidadãos e eleitores, fazer valer o nosso voto. Essa é uma de nossas armas, a indignação é outra. Não desperdicemos a chance promovermos mudança em nossa cidade.
Um voto errado (sem consciência, vendido, anulado) causa um estrago tão grande que, temos de esperar mais quatro anos para tentar consertar. E quando o prejuízo é muito grande será mais quatro anos correndo atrás daquilo que perdemos ao invés de avançarmos em melhorias.
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Estante Social
- ALMEIDA, Ronaldo de & MONTEIRO, Paula. Trânsito Religioso no Brasil. São Paulo em Perspectiva. (Artigo)
- ALVES, Carmen Lucia Rodrigues. O evangelho segundo o McDonald's: um estudo sobre o processo de produção da fast-food. PUC/SP. (Dissertação Mestrado)
- ASSIS, Machado de. A Igreja do Diabo. In: Volume de contos. Rio de Janeiro : Garnier, 1884.
- BAPTISTA, Saulo de Tarso Cerqueira. Cultura política brasileira, práticas pentecostais e neopentecostais: a presença da Assembléia de Deus e da Igreja Universal do Reino de Deus no Congresso Nacional (1999-2006). São Bernardo do Campo: Universidade Metodista de São Paulo, 2007. (Tese Doutorado)
- BITENCOURT, Joceval Andrade. Descartes e a morte de Deus. PUC/SP, 2008. (Tese Doutorado)
- BRAGA, Eliézer Serra. Santas e sedutoras: as heroínas na Bíblia hebraica - a mulher entre as narrativas bíblicas e a literatura patrística. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, USP. (Dissertação Mestrado)
- CALDAS, Carlos. Fundamentos da Teologia da Igreja. Mundo Cristão Ed. (frag.)
- CAMPOS, Alexsandra Fernandes. A religião no processo psicoterapêutico. PUC/SP. (Dissertação Mestrado)
- CAMPOS, Leonildo Silveira. A Igreja universal do reino de Deus, um empreendimento religioso atual e seus modos de expansão (Brasil, África e Europa). In: Lusotopie 1999, pp. 355-367. (Artigo)
- CAMPOS, Leonildo Silveira. CULTURA, LIDERANÇA E RECRUTAMENTO NUMA ORGANIZAÇÃO RELIGIOSA - O CASO DA IGREJA UNIVERSAL DO REINO DEUS. (Artigo)
- CARD, Michael. Cristo e a Criatividade. Ultimato Ed. (frag.)
- CHESTERTON, G.K. Ortodoxia. Mundo Cristão Ed. (frag.)
- CLAYTON PIRES, Anderson. A hermenêutica política da esperança de Jürgen Moltmann em diálogo com a espiritualidade neoprotestante brasileira: o binômio saúde e doença como um novo paradigma hermenêutico de teologicidade. E.S. de Teologia Instituto Ecumênico de Pós-Graduação. (Tese Doutorado)
- COSTA, Yon Morato Ferreira da. Religião e alienação: uma análise crítica do modus vivendi do adolescente na Torre de Vigia. Universidade Presbiteriana Mackenzie, São Paulo, 2008. (Dissertação Mestrado)
- CÉSAR, Marília de Campos. Feridos em Nome de Deus. Mundo Cristão Ed. (frag.)
- DIAS, Solange Irene Smolarek. História da Arte. CAU, Fac. Assis Gurgacz. (apostila)
- FAVERO, Roberto Carlos. Humanismo: uma releitura existencial de Albert Camus e Jean-Paul Sartre. UNISINOS, 2006. (Dissertação Mestrado)
- FIGUEREDO FILHO, Valdemar. Entre o palanque e o púlpito: mídia, religião e política. UFRJ/ IFCS. (Dissertação Mestrado)
- FIGUEREDO FILHO, Valdemar. RETÓRICA POLÍTICA DO JORNAL FOLHA UNIVERSAL. (Artigo)
- FONSÊCA, Francisco Ricardo Bezerra. Amo muito tudo isso: o relacionamento marca-consumidor sob o enfoque da fenomenologia clarificadora de Edmund Husserl. UFPE. (Dissertação Mestrado)
- FRESTON, Paul. Religião e política, sim; Igreja e Estado, não : os evangélicos e a participação política. Viçosa, MG: Ultimato, 2006.
- GONÇALVES, Marcos. ENTRE O PALANQUE E O PÚLPITO: MÍDIA, RELIGIÃO E POLÍTICA. História: Questões & Debates, Curitiba, n. 43, p. 191-196, 2005. Editora UFPR. (Resenha)
- GUSSO, Ana Cláudia. A Comunicação de Mercado a Serviço da Igreja: em busca da fidelização. Universidade Metodista de SP, 2008. (Dissertação de Mestrado)
- JUNGBLUT, Airton Luiz. A salvação pelo rock: sobre a “cena underground” dos jovens evangélicos no Brasil. Religião e Sociedade, Rio de Janeiro, 27(2): 144-162, 2007. (artigo)
- KAWAUCHE, Thomaz Massadi Teixeira. A santidade do contrato e das leis: um estudo sobre religião e política em Rousseau. USP. (Dissertação Mestrado)
- LIMA, Diana Nogueira de Oliveira. Prosperidade na década de 1990: etnografia do compromisso de trabalho entre Deus e o fiel da Igreja Universal do Reino de Deus. Dados, 2008, vol.51, no.1, p.7-35.
- LIMA, Maria Érica de Oliveira & TRASFERETTI, José. O cenário religioso de bens simbólicos: da produção ao consumo. Rastros - Revista do Núcleo de Estudos de Comunicação, Ano VIII - Nº 8 - pág 38 - pág 51 - Outubro 2007. (Artigo)
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- LUDOVICO, Osmar. Meditatio. Mundo Cristão Ed. (frag.)
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- MAINOTH, Carolina Chalfun. Os grupos neopentecostais nos jogos de poder do tempo presente. (artigo)
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- MARIANO, Ricardo. Expansão pentecostal no Brasil: o caso da Igreja Universal. ESTUDOS AVANÇADOS 18 (52), 2004. (Artigo)
- MARIANO, Ricardo. O FUTURO NÃO SERÁ PROTESTANTE. Ciencias Sociales y Religión, n. 1, 1999. (Artigo)
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- MAUÉS, Raymundo Heraldo. “BAILANDO COM O SENHOR”: técnicas corporais de culto e louvor. REVISTA DE ANTROPOLOGIA, SÃO PAULO, USP, 2003, V. 46 Nº 1.
- MENDONÇA, Emílio Zambon. Igreja Pentecostal "Deus é Amor": Origens, características e expansão.Un. Metodista de SP, 2009, parte 1. (Dissertação Mestrado)
- MENDONÇA, Emílio Zambon. Igreja Pentecostal "Deus é Amor": Origens, características e expansão.Un. Metodista de SP, 2009, parte 2. (Dissertação Mestrado)
- MENEZES,Maria Célia de. Gênese da Religião segundo Freud. Univ. Cat. de Goiás. (Dissertação Mestrado)
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- NICHOLI JR., Armand M. Deus em Questão: C.S. Lewis e Freud debatem Deus, Amor, Sexo e o Sentido da Vida. Ultimato, 2005.
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- PAIVA, Rafael Sul de. Evolucionismo X Criacionismo. (artigo)
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- PEREIRA, Taís. Estudo das relações enunciativas do editorial da Revista Graça Show da Fé da Igreja Internacional da Graça de Deus. Mackenzie/SP, 2008. (Dissertação Mestrado)
- PERES, Silvio Lopes. O protestantismo no pensamento de Carl Gustav Jung. Univ. Presbiteriana Mackenzie. (Dissertação Mestrado)
- PINHEIRO, Márcia Pinheiro. Música, religião e cor – uma leitura da produção de black music gospel. Religião e Sociedade, Rio de Janeiro, 27(2): 163-180, 2007.
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- ROMEIRO, Paulo. Decepcionados Com a Graça. Mundo Cristão Ed. (frag.)
- ROMEIRO, Paulo. Supercrentes. Mundo Cristão Ed. (frag.)
- RYRIE, Charles C. Como Pregar Doutrinas Bíblicas. Mundo Cristão Ed. (frag.)
- SILVA, Edlene Oliveira. Entre a batina e a aliança: das milheres de padres ao movimento de padres casados no Brasil. UnB. (Tese Doutorado)
- SILVA, José Vicente Medeiros de. O problema da revelação na filosofia da religião kantiana. UFPE. (Dissertação Mestrado)
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- SOUZA JR, P. G. - Mineiridade e adesão religiosa: uma análise da expansão pentecostal e da resistência católica em duas regiões mineiras.
- SOUZA NETO, Wilson Ferreira de. Presbiterianismo e Maçonaria: uma análise da contribuição maçônica ao presbiterianismo brasileiro no período de 1859 a 1889. Mackenzie. (Dissertação Mestrado)
- STOCKMAN, Steve. Walk On - A jornada espiritural do U2. W4 Ed. (frag.)
- SWATOWISKI, Claudia Wolff. Texto e contextos da fé: o discurso mediado de Edir Macedo. Religião e Sociedade, Rio de Janeiro, 27(1): 114-131, 2007.
- TUCKER, RUTH. Fé e Descrença: o drama da dúvida na vida de quem crê. Mundo Cristão Ed. (frag.)
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- YANCEY, Philip & STAFFORD, Tim. Desventuras da Vida Cristã. Mundo Cristão Ed. (frag.)
- ZABATIERO, Júlio. Fundamentos da Teologia Prática. Mundo Cristão Ed. (frag)



