Eu não culpo o Régis Danese. Nem tão pouco os cantores "gospel". Penso que de certa forma eles são fruto de um sistema, são apenas a ponta do "iceberg". O buraco é mais embaixo.
Desde que alguém descobriu que gravar músicas cristãs, evangélicas, gospel (ou chame como quiser) dava muito dinheiro, a coisa toda se perdeu. Criou-se um mercado que para sobreviver precisa de lucros, e isso a qualquer custo. Não precisa ser cristão. Não precisa crer no que se canta. Não precisa ter compromisso. E, pasmem, nem sequer precisa cantar bem! Precisa apenas dizer as palavras certas no momento certo, na igreja ou convenção certa e pronto! Os cd´s e dvd´s vão sendo vendido ás turras e a conta bancária vai engordando. Mas onde começa tudo isso?
Começa na cabeça dos pastores desse pessoal. Começa na liderança da Igreja onde eles congregam. Sim, porque conceitos são ensinados e absorvidos, não caem do céu. Esse pessoal é estimulado a ser "cantor" do Senhor, e colocam na cabeça deles que o sonho maior a ser conquistado é gravar o cd/dvd, e assim será mais fácil "conquistar o Brasil". Esses líderes moldam a mente e o coração dos pupilos, a ponto de mesmo sem entender nada da matéria, vemos que tal cd/dvd teve a sua produção executiva pelo pastor/bispo/apóstolo fulano de tal.
Os pastores e líderes na verdade dão corda ao desejo de fama desses pobres discípulos, que acabam caindo na tentação e trilham o caminho da "fama evangélica".
Soma-se a isso nós, um bando de tontos que ouvimos, compramos, assistimos, gravamos, pagamos e divulgamos esse mercado nojento da música gospel/evangélica/cristã, que de santa não tem nada. Nós temos culpa nisso tudo. Pagamos milhares de reais para que esses caras cantem em nossas igrejas, damos a "oportunidade" e o microfone para que eles ensinem (e mal!) os nossos irmãos. Pagamos suas passagens de avião; atendemos às suas absurdas exigências para participarem por 30 minutos contados no relógio das nossas atividades. Nós somos os culpados. Se eles existem é porque nós consumimos.
Por isso, não culpo o Régis Danese e Cia Ltda. Reconheço a minha parcela de responsabilidade.
Maurício Boehme, no blog Eletroacústico (via Pavablog).
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segunda-feira, 18 de maio de 2009
quarta-feira, 1 de abril de 2009
Se todos odeiam mentiras, por que são os mentirosos que vencem as eleições?

A maioria das pessoas que conheço subiram na vida enganando. Por exemplo, quando sua namorada perguntar: “eu engordei?”, acho que você terá mais paz mentindo um pouquinho. O dia que apareceu um cara por aqui dizendo a verdade sem nunca mentir foi crucificado... Enfim, quem mente é sempre mais querido por todos. As pessoas querem ouvir mentiras o tempo todo, mas ninguém admite que gosta delas. E os políticos não são eleitos se disserem a verdade. Ou são?
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
Avarentos
Nenhum devorador atacou a minha casa.
Nenhum demônio ou gafanhoto saqueou a minha despensa.
Não sou nenhum ladrão, sou apenas alguém que entendeuque o dízimo era para os judeus e não para os cristãos.
Os pregadores me chamam de ladrão, eu os chamo de mentirosos.
Eu não sou judeu e eles não são levitas.
Se o dízimo está sendo um peso para sua vida, alivie-se desta carga.
Não dizime com cheque pré-datado, dinheiro emprestado,cartão de crédito nem depósito bancário.
Não dizime sobre aquilo que você não tem.
Não suje seu nome, muito menos o nome de Deus.
Não se renda a chantagens emocionais ou espirituais.
Não tenha receio de recusar envelopes com pedidos de oferta.
Se o envelope já estiver no seu banco, rasgue-o ou coloquea quantia que você quiser, e não ponha o seu nome.
Não creia em promessas espirituais, físicas ou financeirasprecedidas de
pedidos de ofertas em dinheiro.
pedidos de ofertas em dinheiro.Jesus nunca fez isso, nem os apóstolos.
Os homens que mais pedem dinheiro são os mais miseráveis e também os mais avarentos.
Os apóstolos Paulo e Pedro também não eram dizimistas.
Biil Gattes , o homem mais rico do mundo não é dizimista, no entanto, tem distribuído em vida parte de sua fortuna.
A verdadeira obra de Deus não vai acabar pela falta do dízimo, mas pode ter certeza que os pilantras e picaretas da fé vão desaparecer.
É o que eu espero.
texto de A.Porto que está circulando pelo mundão digitaldica do José Freire Silva Filho
Muito interessante as considerações do sr. A. Porto. Algo a se pensar e refletir...
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
Meu mundo e nada mais
Realmente eu não sei em que mundo vivo. Onde passo todos os minutos de meus dias eu sei muito bem a localização, seja do modo objetivo ou fantasioso. Minha alucinação é suportar o dia a dia e meu delírio é a experiência com coisas reais.
Ainda estou muito assustado com a notícia que li ontem à noite, por isso esses meus devaneios. Mas quando sei que uma quantia assustadora de dinheiro serviria para amenizar muitas dores e estaria sendo usada para a compra de um jogador de futebol - mesmo que seja o melhor do mundo, posso afirmar que existem vários mundos paralelos ao meu, que de tão perto (devido à minha afeição pelos esportes em geral) a distância separadora é tão longe, talvez infinita.
Até onde sei, o futebol é um esporte que mexe com as emoções ao extremo dos torcedores. Alguns jogadores salvam suas vidas e as de seus familiares graças ao talento e suor derramado em campo, faturando assim um dinheirinho bom para se curtir. É também uma forma de tirar meninos fadados ao mundo do tráfico e recolocá-los ao sabor do sol. O esporte cura, e essa asseveração é peremptória para que eu seja um apaixonado pelo mundo da bola.
Sei também que o futebol romântico e avassalador de outrora não existe mais. Hoje quem paga mais, leva o jogador embora. Dessa forma, quase não existem mais aqueles jogadores identificados com o clube. Um cara começa hoje no Guarani, temporada que vem vai pro Paraná, na outra fecha com o Palmeiras, assina um contrato com o Vasco, dá uma passada no Corinthians, joga umas partidas pelo Grêmio, faz uns gols pelo Botafogo, passeia pelo São Paulo, acerta com o Santos, bate uma bola no Flamengo e termina no São Caetano, além de sentir um friozinho na Europa e Japão. Agora, se eu disser que este cara existe, vocês acreditariam? E, ainda, se eu disser que além de existir este jogador foi campeão do mundo com a Seleção Brasileira em 2002, vocês continuariam acreditando? Pois este é o currículo (de clubes) do centroavante Luizão.
Jogadores como Zico para os flamenguistas, Tostão para os cruzeirenses, Reinaldo para os atleticanos de Minas, Roberto Dinamite para os vascaínos, Nilton Santos para os botafoguenses, Vladimir para os corintianos, Falcão para os colorados e Pelé para os santistas (e brasileiros!) estão cada vez mais escassos no futebol brasileiro. Honras atuais para Marcos e Rogério Ceni, símbolos da fidelidade para palmeirenses e sãopaulinos, respectivamente.
Voltando ao jogador-produto, a iminente venda de Kaká do Milan para o Manchester City por cento e cinco milhões de euros, ou seja, trezentos e dezenove milhões e seiscentos mil reais transcende a qualquer tipo de esportividade. Parece-me uma luta a qualquer preço por uma estampa a mais numa camisa de um clube, visando obter o dinheiro gasto a um curto período possível sem se importar para quem realmente gosta de futebol, do esporte, das honrarias olímpicas.
Claro que cada um gasta com o que quiser, mas esta dinheirama toda não derrama em meu mundo. Sou como aquele cidadão comum que ouve os jogos de meu time no rádio de pilha, acompanha o noticiário esportivo diário e sente uma invejazinha apenas quando alguém noticia: Kaká ganhará quinze milhões de euros livres por ano. O que a maioria absoluta de quem é aficionado pelo futebol não ganhará nunca na vida inteira, talvez, nem se juntando todos de uma vez só. Depois não reclamem que o mundo anda cheio de revolta.
terça-feira, 30 de setembro de 2008
“Somos tristes por que ouvimos música pop? Ou ouvimos música pop por que somos tristes?” - escritor Nick Hornby em “Alta Fidelidade”
(...) em se tratando de músicas tristes, creio que nenhuma composição supera “Dust in the Wind”, do grupo Kansas. (...) Neste clássico do soft-rock, o grupo Kansas canta:
“Fecho meus olhos somente por um momento
E o momento se foi
Todos os meus sonhos passam diante de meus olhos em curiosidade
Poeira ao vento
Tudo que eles são é poeira ao vento”.
Estes versos, somado ao arranjo suave e ao solo de violino que convida o ouvinte à reflexão, me fizeram lembrar de uma piada clássica do grupo Casseta & Planeta:
“Quando vemos que nós somos tão pequenos diante da Terra, e que a Terra é apenas um pequeno planeta dentro do sistema solar; e que o sistema solar não passa de um minúsculo ponto da Via Láctea, que por sua vez é um grãozinho de areia dentro do universo… Quando percebemos tudo isso, pensamos: que puta crise existencial devem ter as amebas, hein?”.
Brincadeiras à parte, esta música do Kansas me fez pensar em seu equivalente no Brasil: “A Lua e Eu”, clássico do soul man Cassiano, que em 1975 gravou também um clipe sensacional para o Fantástico, no qual caminha por uma praia ensolarada enquanto dubla alguns dos versos mais depressivos de toda a história da MPB: “As folhas caem mortas como eu/ Quando olho no espelho/ Estou ficando velho e acabado”.
Perto destes clássicos da fossa, músicas emo definitivamente soam como brinquedo de criança, não?
Por Alexandre Inagaki, no Yahoo! Posts, em 30/09.
“Fecho meus olhos somente por um momento
E o momento se foi
Todos os meus sonhos passam diante de meus olhos em curiosidade
Poeira ao vento
Tudo que eles são é poeira ao vento”.
Estes versos, somado ao arranjo suave e ao solo de violino que convida o ouvinte à reflexão, me fizeram lembrar de uma piada clássica do grupo Casseta & Planeta:
“Quando vemos que nós somos tão pequenos diante da Terra, e que a Terra é apenas um pequeno planeta dentro do sistema solar; e que o sistema solar não passa de um minúsculo ponto da Via Láctea, que por sua vez é um grãozinho de areia dentro do universo… Quando percebemos tudo isso, pensamos: que puta crise existencial devem ter as amebas, hein?”.
Brincadeiras à parte, esta música do Kansas me fez pensar em seu equivalente no Brasil: “A Lua e Eu”, clássico do soul man Cassiano, que em 1975 gravou também um clipe sensacional para o Fantástico, no qual caminha por uma praia ensolarada enquanto dubla alguns dos versos mais depressivos de toda a história da MPB: “As folhas caem mortas como eu/ Quando olho no espelho/ Estou ficando velho e acabado”.
Perto destes clássicos da fossa, músicas emo definitivamente soam como brinquedo de criança, não?
Por Alexandre Inagaki, no Yahoo! Posts, em 30/09.
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
Passe livre para o questionamento sincero.
Pensei em fragmentar este texto do Lucas Souza, mas felizmente não consegui. Apesar do tamanho, vai na íntegra mesmo...
O pecado levou tudo de mim Senhor. Tudo! O crédito que dei a ele levou o resto da minha esperança e a percepção da sua presença, que é o que me permite seguir em frente, permanecer, perseverar. Eu estou realmente desolado. Estou sem chão. E sinceramente, estou cansado de tentar. Cansado. Porque você se esconde tanto de mim se sabe que na maioria das vezes eu não tenho forças pra te procurar? Por que, Senhor? Por quê? Um dia eu li um texto em que o carinha falava que não se pergunta por que para o Senhor, mas para quê. Mas sinceramente, eu estou a fim de perguntar por que mesmo. Eles inventaram dogmas até para os meus questionamentos, e isso enche o saco. A verdade é essa! Isso enche o saco!
Jesus, não me trate igualmente aos outros, Jesus. Eu não estou a fim de fazer negócio com o seu nome. Não estou a fim de ficar famoso usando o seu nome. Seu nome é valioso demais para que qualquer homem possa profanar. O que eu mais quero é simplesmente seguir ao teu lado, aprender com você, ouvir de você. Só não quero ficar nesse desterro. Nesse lugar as coisas estão mortas e a esperança nem existe mais. Onde já apagaram a luz por tanto tempo que agora ela nem sequer acende. Na realidade, você é a única luz sem validade que eu conheço. Estrela da manhã, tu brilhas como o sol…
Desamor. Desamor. O mal do século é a solidão gerada pelo desamor. Eu estou sozinho. Todos estão sós. Todos se perderam no meio das desavenças, das guerras, das ruínas dos edifícios dos sonhos ruídos. Eles foram apertar as mãos e quebraram os braços! Eles foram se abraçar e se aleijaram! Então Jesus, depois de ter tentado fugir dessa realidade toda, eu só posso olhar pra cima. E ainda bem que o céu ainda existe. Eu sei que você esta ali, depois da nuvem de poluição, e está aqui também, ao lado.
A grande coisa é que eu não estou curtindo esse século não. Tem coisas legais pra se fazer por aqui. Eu posso viajar, conhecer países, culturas. Mas por lá as pessoas carregam a mesma cara triste, o mesmo olhar dos que não te viram. Está tudo muito sem graça, incolor. É como se tivéssemos que viver um jogo eterno de hipocrisia pra sobreviver aqui, e como a partida não acaba nunca, estamos cansados. Exageradamente cansados. Eu mais que todos… Eu mais que todos os outros jogadores. Mas você esta acima do jogo, não esta? Você esta anunciando a estrada para nós, não esta? Os trilhos… como eu sonho com esses trilhos. Há um caminho mais alto, há um amor mais profundo, há um destino traçado que me leva a você, não há? Eu simplesmente quero ir… quero ir.
Jesus, você é a única pessoa, a única pessoa real neste mundo. Seja apenas meu amigo de verdade. Aperta minha mão mais forte. Deixa eu te ver mais perto que os outros. Eu não quero dançar com você não. Eu quero sentar numa mesa e ouvi você falar. Encher meu coração de esperança e refrigério outra vez. Seja a minha esperança, a minha riqueza, a minha alegria, o meu refugio. Mas de verdade Jesus, de verdade. Não nas emoções de purpurina das canções, mas num lugar de realidade.
Jesus real, seja meu espelho!
By Lucas Souza.
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Leitura.
domingo, 20 de julho de 2008
" Saudade de Minha terra"
Tadeu Pereira
O homem, longe da sua terra, vive em um entrecruzamento marcado pela saudade dos tempos de outrora e a realidade “atual” a ser desbravada. As lembranças de uma terra reveladora da hospitalidade de sua gente, do acolhimento travestido nas trocas de experiências, do contanto humano no viver a cidade que se dá por meio da simplicidade, da percepção de grandeza da vida, que valorizam tais valores, são legados ao esquecimento na mesma velocidade sócio-temporal em que se vive nas grandes cidades.
Longe de sua terra, o homem se vê entre a saudade desta e a busca por melhores condições de sobrevivência. O retorno ao lar, à simplicidade da vida, lhe causa medo, assombro, a não possibilidade de sonhar, na medida em que não há com o que sonhar em uma terra sem expectativa de sonhos. Por outro lado, diante dessa grande selva de pedra, entre o ir e vir do lar ao trabalho, do trabalho ao lar, o homem vai transformando o seu jeito de pensar, o seu olhar sobre a vida na busca por um sentido. Diante disto nos perguntamos: em que consiste o percurso errante dos filhos dos "Vales", que numa terra de riquezas vivem na pobreza?
Fonte: Diário do Jequi.
O homem, longe da sua terra, vive em um entrecruzamento marcado pela saudade dos tempos de outrora e a realidade “atual” a ser desbravada. As lembranças de uma terra reveladora da hospitalidade de sua gente, do acolhimento travestido nas trocas de experiências, do contanto humano no viver a cidade que se dá por meio da simplicidade, da percepção de grandeza da vida, que valorizam tais valores, são legados ao esquecimento na mesma velocidade sócio-temporal em que se vive nas grandes cidades.
Longe de sua terra, o homem se vê entre a saudade desta e a busca por melhores condições de sobrevivência. O retorno ao lar, à simplicidade da vida, lhe causa medo, assombro, a não possibilidade de sonhar, na medida em que não há com o que sonhar em uma terra sem expectativa de sonhos. Por outro lado, diante dessa grande selva de pedra, entre o ir e vir do lar ao trabalho, do trabalho ao lar, o homem vai transformando o seu jeito de pensar, o seu olhar sobre a vida na busca por um sentido. Diante disto nos perguntamos: em que consiste o percurso errante dos filhos dos "Vales", que numa terra de riquezas vivem na pobreza?
Fonte: Diário do Jequi.
quinta-feira, 17 de julho de 2008
100 POSTS - Comemorativo: Vale do Jequitinhonha... Saudades de Almenara.
Postagem especial, a de nº 100. Por isso, vai um mapa legal da minha região que encontrei. Isso me faz lembrar que preciso conhecer melhor minha terra natal. Um dia eu consigo... Eis o Vale do Jequitinhonha, região Nordeste de Minas gerais.

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A arte da vida.,
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Opções de lazer.
quinta-feira, 3 de julho de 2008
Perguntas Retóricas II.
Continuando o post anterior, esse não recebi por email, pesquisei na net.
Quase três anos depois do texto “Perguntas retóricas”, que rodou a internet e fez muita gente pensar, rir, refletir, vestir carapuças e ainda pisou em muitos calos, as perguntas continuam a vir, agora mais insistentemente do que nunca.
Mais uma vez, eu só queria saber...
1. Se Jesus nos ensinou a tratar a Deus como Senhor, por que tantos o tratam como se fosse o Papai Noel, o gênio da lâmpada ou até mesmo um empregado?
2. Palavras como "decretar", "declarar" ou "determinar" devem ser ditas por Deus ou por criaturas finitas como nós?
3. Se João, na sua primeira carta, é bem claro que Deus só atende o que é pedido segundo sua vontade (I Jo 5:14), por que tanta presunção de alguns em dizer que é errado pedir a Deus que faça algo só se for da Sua vontade? Aliás, por que esses mesmos nunca equilibram Marcos 11:24 com I Jo 5:14 e acabam usando o versículo de Marcos para tratar Deus como se fosse um "gênio da lâmpada"?
4. Por que, nos púlpitos de hoje, se fala muito mais sobre vitória e sucesso do que sobre arrependimento?
5. Por que o bom samaritano não deu um folheto evangelístico nem "determinou a cura" do homem caído, mas preferiu fazer o óbvio, que era cuidar da necessidade dele? Por que Jesus, ainda por cima, nos mandou “fazer o mesmo”?
6. Por que a mulher que sofria de hemorragia e tocou em Jesus não disse, em tom de autoridade, "Senhor, eu não aceito essa doença!", mas, pelo contrário, prostrou-se tremendo diante de Jesus (Lc 8:47)?
7. Por que os líderes que pregam sobre prosperidade são tão ricos, enquanto as suas ovelhas continuam, em sua grande maioria, pobres? Será que essa prosperidade só funciona para os líderes?
8. Se todos os crentes do sertão nordestino derem o dízimo fielmente, será que Deus "abrirá as janelas dos céus" e acabará com a seca de lá, ou será que aquela promessa foi feita no contexto da Aliança com Israel apenas?
9. Se a palavra "unção" aparece apenas duas vezes no Novo Testamento e a palavra "graça" aparece 138 vezes, por que será que nas pregações que se ouve na maioria dos púlpitos, TVs e rádios evangélicas essa proporção é invertida?
10. Por que tantos evangélicos idolatram alguns líderes, colocando-os muitas vezes como verdadeiros mediadores entre eles e Deus, e ainda criticam os católicos por fazerem a mesma coisa com santos mortos?
11. Se todas as pessoas no planeta tivessem o mesmo estilo de vida excessivamente luxuoso de alguns pregadores, será que o meio ambiente suportaria?
12. Será que Paulo, que passou necessidade e até fome (Fp 4:12), seria considerado pelos pregadores de hoje como alguém que tinha uma "vida abundante"?
13. Por que aqueles que citam Mc 10:29-30 e Lc 6:38 como promessas de prosperidade material não agem com coerência então, vendendo todos os seus bens e dando aos pobres para receberem de volta? Não seria mais fácil colocar essas passagens dentro do contexto correto e admitir que elas nunca foram promessas de prosperidade material?
14. Por que, mesmo o Novo Testamento sendo tão claro sobre Deus não habitar mais em templos feitos por mãos humanas, tantos crentes insistem em chamar o edifício onde congregam de "templo", ou, o que é pior, "casa do Senhor"?
15. Por que tantos evangélicos citam (fora de contexto, claro) que não se deve "tocar nos ungidos", como se esses fossem acima da crítica e infalíveis, e ainda por cima criticam os católicos por crerem na infalibilidade do papa? Aliás, onde está escrito no NT que ungidos são apenas os líderes, se I João 2 diz que somos todos ungidos?
16. Por que o conselho de Irineu de Lyon, que viveu menos de um século depois de ser escrito o Apocalipse, quanto a ser "mais seguro e menos perigoso esperar o cumprimento dessa profecia do que se entregar a elucubrações e conjecturas acerca de nomes", tem sido tão negligenciado por aqueles que ficam esmiuçando supostos sinais da vinda de Jesus?
17. Por que tanta gente gosta de interpretar tragédias como juízo de Deus e negligencia o mandamento de chorar com quem chora?
18. Por que tanta gente canta "se diante de mim não se abrir o mar, Deus vai me fazer andar por sobre as águas", se o mar só se abriu uma única vez e Pedro só andou sobre as águas também uma vez, e teve que se molhar todas as outras vezes? Aliás, não é presunção demais dizer o que Deus vai ou não vai fazer?
19. Será que essas pessoas que cantam “hoje o meu milagre vai chegar” nunca leram Tiago 4:13-15?
20. Por que tanta gente insiste em dizer que não podemos ficar doentes porque Cristo já levou nossas dores, se nós ainda morremos? Afinal, essas dores que Ele levou sobre Si não inclui a morte também? Não seria mais prudente e mais bíblico admitir que os benefícios de Isaías 53:4 só serão usufruídos plenamente na Nova Jerusalém, na eternidade?
21. Por que essas mesmas pessoas que dizem que os cristãos não podem ficar doentes e que podem curar tudo nunca curaram uma vítima de amputação?
22. Por que tanta gente age como se Deus não tivesse controle sobre tudo e estivesse constantemente sob ameaça do diabo, se a Bíblia diz que Deus usa até o mal para cumprir seus propósitos (Isaías 45:7 e I Reis 22:22-23)?
23. Por que nós somos tão brasileiros na hora de ver um jogo da Seleção mas nos esquecemos completamente disso durante os cultos? Será que, quando a Bíblia se refere a "toda tribo, língua, povo e nação", o Brasil não estaria incluído?
24. Por que o samba e a bossa-nova são tão demonizados por sua associação com a vida boêmia, se Paulo disse que, para os puros, todas as coisas são puras, e que nada é errado em si mesmo exceto para aquele que assim o considera? Por que, por outro lado, tanta gente usa essas verdades bíblicas como pretexto para confundir “culto” com “festa”?
25. Por que tantos crentes confundem "querer agradar o mundo" com "não consumir produtos com a grife gospel" (incluindo aí músicas de qualidade questionável)? Aliás, será que essa idéia de ser pecaminoso ouvir músicas sem o rótulo "gospel" não seria uma jogada de marketing das gravadoras para manter cativo o seu mercado, por meio de intimidação? E ainda, desde quando “Gospel”, que significa “Evangelho”, virou grife?
26. Por que será que as únicas faltas consideradas suficientemente sérias para um líder perder sua credibilidade são os pecados de natureza sexual?
27. Por que muitas igrejas tratam melhor os ricos e influentes, colocando-os nos melhores cargos e dando-lhes poder de decisão, mesmo sendo neófitos, se Deus escolheu os que são pobres segundo o mundo para serem ricos em fé e herdarem o Reino (Tg 2:5)?
28. Por que muitos gostam de dizer que Deus está levantando uma geração disso e daquilo, que está restaurando isso e aquilo, e desconhecem completamente a História, esquecendo-se do que fizeram as gerações passadas? Por que será que essas pessoas nunca dizem que Deus está levantando uma geração de mártires?
29. Se não há mais qualquer condenação para quem está em Cristo Jesus, por que tantos líderes intimidam suas igrejas ameaçando-os com toda sorte de terror, inclusive a perda da salvação, se alguém ousar questioná-los ou não pagar suas obrigações financeiras?
30. Por que tanta gente que gosta de ver pecado em tudo condena a "aparência do mal", baseando-se em uma tradução errada de I Ts 5:22, se Jesus nunca evitou esse tipo de coisa, mas, pelo contrário, andava com o pior tipo de gente da sua época e ainda foi chamado de “comilão” e “beberrão”? Por que não admitir que o versículo em questão se refere apenas ao exame das profecias, e que o termo se traduz melhor, naquele contexto, como “espécie” e não “aparência”?
31. Será que o fato de tanta gente abusar de supostos dons espirituais, principalmente línguas e curas, significa que não possa haver manifestações legítimas desses dons?
32. Se os "líderes de louvor" gostam tanto de dizer que há liberdade onde está o Espírito do Senhor, por que muitos deles quase sempre tiram a liberdade das pessoas, que são constrangidas a imitar seus gestos (levantar as mãos, repetir algo pra quem tá do lado, fechar os olhos, bater palmas etc.)?
33. Por que ainda não inventaram a "escova de dentes profética", o "garfo profético", o "lápis profético", a “faxina profética” e o "corte e costura profético", para combinar com a "dança profética" e outras coisas "proféticas", já que tudo que fazemos deve ser para a glória de Deus? Em que a dança é melhor que essas outras coisas?
Só lembrando, perguntar não ofende! Se alguém souber...
Renato Fontes (renfontes@hotmail.com) - Fonte: Daniel's.
Quase três anos depois do texto “Perguntas retóricas”, que rodou a internet e fez muita gente pensar, rir, refletir, vestir carapuças e ainda pisou em muitos calos, as perguntas continuam a vir, agora mais insistentemente do que nunca.
Mais uma vez, eu só queria saber...
1. Se Jesus nos ensinou a tratar a Deus como Senhor, por que tantos o tratam como se fosse o Papai Noel, o gênio da lâmpada ou até mesmo um empregado?
2. Palavras como "decretar", "declarar" ou "determinar" devem ser ditas por Deus ou por criaturas finitas como nós?
3. Se João, na sua primeira carta, é bem claro que Deus só atende o que é pedido segundo sua vontade (I Jo 5:14), por que tanta presunção de alguns em dizer que é errado pedir a Deus que faça algo só se for da Sua vontade? Aliás, por que esses mesmos nunca equilibram Marcos 11:24 com I Jo 5:14 e acabam usando o versículo de Marcos para tratar Deus como se fosse um "gênio da lâmpada"?
4. Por que, nos púlpitos de hoje, se fala muito mais sobre vitória e sucesso do que sobre arrependimento?
5. Por que o bom samaritano não deu um folheto evangelístico nem "determinou a cura" do homem caído, mas preferiu fazer o óbvio, que era cuidar da necessidade dele? Por que Jesus, ainda por cima, nos mandou “fazer o mesmo”?
6. Por que a mulher que sofria de hemorragia e tocou em Jesus não disse, em tom de autoridade, "Senhor, eu não aceito essa doença!", mas, pelo contrário, prostrou-se tremendo diante de Jesus (Lc 8:47)?
7. Por que os líderes que pregam sobre prosperidade são tão ricos, enquanto as suas ovelhas continuam, em sua grande maioria, pobres? Será que essa prosperidade só funciona para os líderes?
8. Se todos os crentes do sertão nordestino derem o dízimo fielmente, será que Deus "abrirá as janelas dos céus" e acabará com a seca de lá, ou será que aquela promessa foi feita no contexto da Aliança com Israel apenas?
9. Se a palavra "unção" aparece apenas duas vezes no Novo Testamento e a palavra "graça" aparece 138 vezes, por que será que nas pregações que se ouve na maioria dos púlpitos, TVs e rádios evangélicas essa proporção é invertida?
10. Por que tantos evangélicos idolatram alguns líderes, colocando-os muitas vezes como verdadeiros mediadores entre eles e Deus, e ainda criticam os católicos por fazerem a mesma coisa com santos mortos?
11. Se todas as pessoas no planeta tivessem o mesmo estilo de vida excessivamente luxuoso de alguns pregadores, será que o meio ambiente suportaria?
12. Será que Paulo, que passou necessidade e até fome (Fp 4:12), seria considerado pelos pregadores de hoje como alguém que tinha uma "vida abundante"?
13. Por que aqueles que citam Mc 10:29-30 e Lc 6:38 como promessas de prosperidade material não agem com coerência então, vendendo todos os seus bens e dando aos pobres para receberem de volta? Não seria mais fácil colocar essas passagens dentro do contexto correto e admitir que elas nunca foram promessas de prosperidade material?
14. Por que, mesmo o Novo Testamento sendo tão claro sobre Deus não habitar mais em templos feitos por mãos humanas, tantos crentes insistem em chamar o edifício onde congregam de "templo", ou, o que é pior, "casa do Senhor"?
15. Por que tantos evangélicos citam (fora de contexto, claro) que não se deve "tocar nos ungidos", como se esses fossem acima da crítica e infalíveis, e ainda por cima criticam os católicos por crerem na infalibilidade do papa? Aliás, onde está escrito no NT que ungidos são apenas os líderes, se I João 2 diz que somos todos ungidos?
16. Por que o conselho de Irineu de Lyon, que viveu menos de um século depois de ser escrito o Apocalipse, quanto a ser "mais seguro e menos perigoso esperar o cumprimento dessa profecia do que se entregar a elucubrações e conjecturas acerca de nomes", tem sido tão negligenciado por aqueles que ficam esmiuçando supostos sinais da vinda de Jesus?
17. Por que tanta gente gosta de interpretar tragédias como juízo de Deus e negligencia o mandamento de chorar com quem chora?
18. Por que tanta gente canta "se diante de mim não se abrir o mar, Deus vai me fazer andar por sobre as águas", se o mar só se abriu uma única vez e Pedro só andou sobre as águas também uma vez, e teve que se molhar todas as outras vezes? Aliás, não é presunção demais dizer o que Deus vai ou não vai fazer?
19. Será que essas pessoas que cantam “hoje o meu milagre vai chegar” nunca leram Tiago 4:13-15?
20. Por que tanta gente insiste em dizer que não podemos ficar doentes porque Cristo já levou nossas dores, se nós ainda morremos? Afinal, essas dores que Ele levou sobre Si não inclui a morte também? Não seria mais prudente e mais bíblico admitir que os benefícios de Isaías 53:4 só serão usufruídos plenamente na Nova Jerusalém, na eternidade?
21. Por que essas mesmas pessoas que dizem que os cristãos não podem ficar doentes e que podem curar tudo nunca curaram uma vítima de amputação?
22. Por que tanta gente age como se Deus não tivesse controle sobre tudo e estivesse constantemente sob ameaça do diabo, se a Bíblia diz que Deus usa até o mal para cumprir seus propósitos (Isaías 45:7 e I Reis 22:22-23)?
23. Por que nós somos tão brasileiros na hora de ver um jogo da Seleção mas nos esquecemos completamente disso durante os cultos? Será que, quando a Bíblia se refere a "toda tribo, língua, povo e nação", o Brasil não estaria incluído?
24. Por que o samba e a bossa-nova são tão demonizados por sua associação com a vida boêmia, se Paulo disse que, para os puros, todas as coisas são puras, e que nada é errado em si mesmo exceto para aquele que assim o considera? Por que, por outro lado, tanta gente usa essas verdades bíblicas como pretexto para confundir “culto” com “festa”?
25. Por que tantos crentes confundem "querer agradar o mundo" com "não consumir produtos com a grife gospel" (incluindo aí músicas de qualidade questionável)? Aliás, será que essa idéia de ser pecaminoso ouvir músicas sem o rótulo "gospel" não seria uma jogada de marketing das gravadoras para manter cativo o seu mercado, por meio de intimidação? E ainda, desde quando “Gospel”, que significa “Evangelho”, virou grife?
26. Por que será que as únicas faltas consideradas suficientemente sérias para um líder perder sua credibilidade são os pecados de natureza sexual?
27. Por que muitas igrejas tratam melhor os ricos e influentes, colocando-os nos melhores cargos e dando-lhes poder de decisão, mesmo sendo neófitos, se Deus escolheu os que são pobres segundo o mundo para serem ricos em fé e herdarem o Reino (Tg 2:5)?
28. Por que muitos gostam de dizer que Deus está levantando uma geração disso e daquilo, que está restaurando isso e aquilo, e desconhecem completamente a História, esquecendo-se do que fizeram as gerações passadas? Por que será que essas pessoas nunca dizem que Deus está levantando uma geração de mártires?
29. Se não há mais qualquer condenação para quem está em Cristo Jesus, por que tantos líderes intimidam suas igrejas ameaçando-os com toda sorte de terror, inclusive a perda da salvação, se alguém ousar questioná-los ou não pagar suas obrigações financeiras?
30. Por que tanta gente que gosta de ver pecado em tudo condena a "aparência do mal", baseando-se em uma tradução errada de I Ts 5:22, se Jesus nunca evitou esse tipo de coisa, mas, pelo contrário, andava com o pior tipo de gente da sua época e ainda foi chamado de “comilão” e “beberrão”? Por que não admitir que o versículo em questão se refere apenas ao exame das profecias, e que o termo se traduz melhor, naquele contexto, como “espécie” e não “aparência”?
31. Será que o fato de tanta gente abusar de supostos dons espirituais, principalmente línguas e curas, significa que não possa haver manifestações legítimas desses dons?
32. Se os "líderes de louvor" gostam tanto de dizer que há liberdade onde está o Espírito do Senhor, por que muitos deles quase sempre tiram a liberdade das pessoas, que são constrangidas a imitar seus gestos (levantar as mãos, repetir algo pra quem tá do lado, fechar os olhos, bater palmas etc.)?
33. Por que ainda não inventaram a "escova de dentes profética", o "garfo profético", o "lápis profético", a “faxina profética” e o "corte e costura profético", para combinar com a "dança profética" e outras coisas "proféticas", já que tudo que fazemos deve ser para a glória de Deus? Em que a dança é melhor que essas outras coisas?
Só lembrando, perguntar não ofende! Se alguém souber...
Renato Fontes (renfontes@hotmail.com) - Fonte: Daniel's.
Perguntas Retóricas.
Caros, recebi um email hoje contendo o post que se segue. Muito interessante, por isso, resolvi colocar aqui. Espero que apreciem, que pensem, se incomodem...
Estive pensando em algumas coisas ao longo dos últimos anos e, de tão intrigado que fico com algumas delas, decidi colocar minhas indagações na forma de perguntas. Algumas das perguntas ouvi de outros, como a 4, a 5 e a 6, que aprendi com Juan Carlos Ortiz (do livro 'O discípulo'), mas a maioria veio de experiência própria. Resolvi utilizar o mesmo estilo de argumentação de Philip Yancey, no seu livro 'I was just wondering' ('Perguntas que precisam de respostas', editora Textus). Afinal, como diz o ditado, 'perguntar não ofende'...
Eu só queria saber:
1. Por que palavras como 'paixão', 'fogo', 'glória', 'poder' e 'unção' vendem muito mais CDs do que 'graça', 'misericórdia' e 'perdão'?
2. Por que aqueles que mais falam sobre 'prosperidade' evitam sistematicamente textos como Tiago 2:5, I Timóteo 6:8 e Habacuque 3:17-18?
3. Por que se fala tanto em dízimo, defendendo-o com unhas e dentes, mas quase nada se fala sobre ter tudo em comum e outras coisas como 'ajudar os domésticos na fé' e 'não amar somente de palavra e de língua mas de fato e de verdade'? Em qual proporção a Bíblia fala de uma coisa e de outra?
4. Por que em Atos 4, quando os apóstolos foram presos, a igreja orou de forma tão diferente do que se ora hoje? Por que não aproveitaram a ocasião pra 'amarrar o espírito de perseguição', pra 'repreender a potestade de Roma', ou coisa semelhante?
5. Por que Atos 2:4 é muito mais citado como modelo do que era a igreja primitiva do que Atos 2:42?
6. Por que todo mundo sabe João 3:16 de cor, mas tão pouca gente sabe I João 3:16?
7. Por que 90% ou mais dos cânticos congregacionais modernos são na primeira pessoa do singular, quando a proporção nos salmos é muito menor?
8. Por que todo mundo aceita que Jesus curou e colheu espigas no sábado, aceita também que Deus ordenou que seu povo matasse vários povos rivais, mas se escandaliza absurdamente quando alguém diz que Raabe fez certo ao mentir para preservar duas vidas? O que vale mais, em situação de conflito, que um soldado pagão saiba a verdade ou a vida de dois homens? Será que se Raabe tivesse dito a verdade, teria sido elogiada em Hebreus 11?
9. Por que quase tudo que se vende numa livraria cristã foi produzido nos últimos 50 anos, se nosso legado é de 2.000 anos de História do Cristianismo? O que aconteceu com os outros 19 séculos e meio?
10. Por que tanta gente que acredita que a salvação é pela graça, ou seja, não é obtida sendo 'bonzinho', paradoxalmente acredita que ela pode ser perdida sendo mau? Pode algo ganho sem mérito ser perdido por demérito?
11. Por que a Igreja é muito mais rigorosa com pecados sexuais como o homossexualismo do que com a gula ou a ganância? Aliás, por que em tantas igrejas a ganância nem é vista como pecado, mas como virtude, disfarçada com o nome de 'prosperidade'?
12. Por que tantos evangélicos chamam seus líderes de 'apóstolos', mas criticam os católicos por seguirem um líder chamado 'papa'?
13. Por que, mesmo o Cristianismo crendo que o homem foi nomeado por Deus como o responsável pela criação, e que tudo que Deus criou é bom, são os esotéricos os que mais lutam pela defesa do meio-ambiente?
14. Por que, na maioria dos grupos de louvor no Brasil, não há espaço pra quem toca instrumentos brasileiros como o cavaquinho e o berimbau?
15. Por que todos os ritmos de origem na raça negra até hoje são considerados por alguns como diabólicos?
16. Por que alguém como Lair Ribeiro faria mais sucesso como pregador hoje do que, digamos, Francisco de Assis?
17. Por que se canta tanto sobre coisas tão etéreas como 'rios de unção' e 'chuvas de avivamento', ao passo que Jesus usava sempre figuras do cotidiano para ensinar, como sementes, pássaros e lírios?
18. Por que se amarra, todos os anos, tudo quanto é 'espírito ruim' das cidades, fazendo marcha e tudo, mas as cidades continuam do mesmo jeito? Aliás, se os 'espíritos ruins' já foram 'amarrados' uma vez, por que todo ano eles precisam ser 'amarrados' de novo?
19. Por que uma doutrina como o pré-tribulacionismo, que apregoa que Jesus vai tirar a igreja da reta de qualquer sofrimento ou perseguição, não faz sucesso algum na China, no Irã ou na Indonésia? Aliás, por que ela fazia tanto sucesso na China pré-comunista, e depois declinou por lá?
20. Por que se canta todos os dias 'Hoje o meu milagre vai chegar'? Afinal, ele não chega nunca? Que dia está sendo chamado de 'hoje'?
21. Por que Jó não cantou 'restitui, eu quero de volta o que é meu', nem declarou ou amarrou nada, muito menos participou de 'campanha de libertação' quando perdeu tudo?
22. Por que tanta gente acredita que a terra e o universo foram criados há 6 mil anos, interpretando Gênesis 1 literalmente, mas esses mesmos nunca dizem que o sol gira em torno da terra, interpretando literalmente Josué 10, tampouco dizem que a terra é retangular, interpretando literalmente a expressão bíblica 'os quatro cantos da terra'?
23. Por que nós nunca vamos ao médico e pedimos, 'doutor, dá pra queimar essa enfermidade pra mim por favor'? Por que então se ora pedindo isso pra Deus? Seria correto orar assim pra Deus curar alguém enfermo por causa de queimadura?
24. Por que não se faz um mega-evento evangélico, desses que reúnem um milhão de pessoas ou mais, pra fazer um mutirão para distribuir alimentos aos pobres ou ainda para recolher o lixo da cidade? Aliás, por que se emporcalha tanto as cidades com óleo e outras coisas nos tais 'atos proféticos'? Não seria um melhor testemunho limpá-la ao invés de sujá-la?
25. Por que as rádios evangélicas tocam tanta coisa produzida por gravadoras ricas e nada produzido por artistas independentes?
26. Por que se faz apelo ao fim de uma 'pregação' que não fez qualquer menção ao sangue, à cruz, ao arrependimento, ou sequer ao pecado?
27. Por que se enfatiza tanto a ordem bíblica para pregar a Palavra e se negligencia tanto as ordens para fazer justiça social e alimentar os famintos? Quantas vezes cada uma delas aparece na Bíblia?
28. Por que Deuteronômio 28:13 ('o Senhor te porá por cabeça, e não por cauda') é tão citado, ao passo que I Coríntios 4:11-13 ('somos considerados como o lixo do mundo') ninguém gosta de citar?
29. Por que quem pensa diferente de nós é sempre 'inflexível', 'fariseu' ou 'duro de coração' (quando não chamamos de coisa pior)?
Renato Fontes - renfontes@hotmail.com - Teologia & Arte.
Estive pensando em algumas coisas ao longo dos últimos anos e, de tão intrigado que fico com algumas delas, decidi colocar minhas indagações na forma de perguntas. Algumas das perguntas ouvi de outros, como a 4, a 5 e a 6, que aprendi com Juan Carlos Ortiz (do livro 'O discípulo'), mas a maioria veio de experiência própria. Resolvi utilizar o mesmo estilo de argumentação de Philip Yancey, no seu livro 'I was just wondering' ('Perguntas que precisam de respostas', editora Textus). Afinal, como diz o ditado, 'perguntar não ofende'...
Eu só queria saber:
1. Por que palavras como 'paixão', 'fogo', 'glória', 'poder' e 'unção' vendem muito mais CDs do que 'graça', 'misericórdia' e 'perdão'?
2. Por que aqueles que mais falam sobre 'prosperidade' evitam sistematicamente textos como Tiago 2:5, I Timóteo 6:8 e Habacuque 3:17-18?
3. Por que se fala tanto em dízimo, defendendo-o com unhas e dentes, mas quase nada se fala sobre ter tudo em comum e outras coisas como 'ajudar os domésticos na fé' e 'não amar somente de palavra e de língua mas de fato e de verdade'? Em qual proporção a Bíblia fala de uma coisa e de outra?
4. Por que em Atos 4, quando os apóstolos foram presos, a igreja orou de forma tão diferente do que se ora hoje? Por que não aproveitaram a ocasião pra 'amarrar o espírito de perseguição', pra 'repreender a potestade de Roma', ou coisa semelhante?
5. Por que Atos 2:4 é muito mais citado como modelo do que era a igreja primitiva do que Atos 2:42?
6. Por que todo mundo sabe João 3:16 de cor, mas tão pouca gente sabe I João 3:16?
7. Por que 90% ou mais dos cânticos congregacionais modernos são na primeira pessoa do singular, quando a proporção nos salmos é muito menor?
8. Por que todo mundo aceita que Jesus curou e colheu espigas no sábado, aceita também que Deus ordenou que seu povo matasse vários povos rivais, mas se escandaliza absurdamente quando alguém diz que Raabe fez certo ao mentir para preservar duas vidas? O que vale mais, em situação de conflito, que um soldado pagão saiba a verdade ou a vida de dois homens? Será que se Raabe tivesse dito a verdade, teria sido elogiada em Hebreus 11?
9. Por que quase tudo que se vende numa livraria cristã foi produzido nos últimos 50 anos, se nosso legado é de 2.000 anos de História do Cristianismo? O que aconteceu com os outros 19 séculos e meio?
10. Por que tanta gente que acredita que a salvação é pela graça, ou seja, não é obtida sendo 'bonzinho', paradoxalmente acredita que ela pode ser perdida sendo mau? Pode algo ganho sem mérito ser perdido por demérito?
11. Por que a Igreja é muito mais rigorosa com pecados sexuais como o homossexualismo do que com a gula ou a ganância? Aliás, por que em tantas igrejas a ganância nem é vista como pecado, mas como virtude, disfarçada com o nome de 'prosperidade'?
12. Por que tantos evangélicos chamam seus líderes de 'apóstolos', mas criticam os católicos por seguirem um líder chamado 'papa'?
13. Por que, mesmo o Cristianismo crendo que o homem foi nomeado por Deus como o responsável pela criação, e que tudo que Deus criou é bom, são os esotéricos os que mais lutam pela defesa do meio-ambiente?
14. Por que, na maioria dos grupos de louvor no Brasil, não há espaço pra quem toca instrumentos brasileiros como o cavaquinho e o berimbau?
15. Por que todos os ritmos de origem na raça negra até hoje são considerados por alguns como diabólicos?
16. Por que alguém como Lair Ribeiro faria mais sucesso como pregador hoje do que, digamos, Francisco de Assis?
17. Por que se canta tanto sobre coisas tão etéreas como 'rios de unção' e 'chuvas de avivamento', ao passo que Jesus usava sempre figuras do cotidiano para ensinar, como sementes, pássaros e lírios?
18. Por que se amarra, todos os anos, tudo quanto é 'espírito ruim' das cidades, fazendo marcha e tudo, mas as cidades continuam do mesmo jeito? Aliás, se os 'espíritos ruins' já foram 'amarrados' uma vez, por que todo ano eles precisam ser 'amarrados' de novo?
19. Por que uma doutrina como o pré-tribulacionismo, que apregoa que Jesus vai tirar a igreja da reta de qualquer sofrimento ou perseguição, não faz sucesso algum na China, no Irã ou na Indonésia? Aliás, por que ela fazia tanto sucesso na China pré-comunista, e depois declinou por lá?
20. Por que se canta todos os dias 'Hoje o meu milagre vai chegar'? Afinal, ele não chega nunca? Que dia está sendo chamado de 'hoje'?
21. Por que Jó não cantou 'restitui, eu quero de volta o que é meu', nem declarou ou amarrou nada, muito menos participou de 'campanha de libertação' quando perdeu tudo?
22. Por que tanta gente acredita que a terra e o universo foram criados há 6 mil anos, interpretando Gênesis 1 literalmente, mas esses mesmos nunca dizem que o sol gira em torno da terra, interpretando literalmente Josué 10, tampouco dizem que a terra é retangular, interpretando literalmente a expressão bíblica 'os quatro cantos da terra'?
23. Por que nós nunca vamos ao médico e pedimos, 'doutor, dá pra queimar essa enfermidade pra mim por favor'? Por que então se ora pedindo isso pra Deus? Seria correto orar assim pra Deus curar alguém enfermo por causa de queimadura?
24. Por que não se faz um mega-evento evangélico, desses que reúnem um milhão de pessoas ou mais, pra fazer um mutirão para distribuir alimentos aos pobres ou ainda para recolher o lixo da cidade? Aliás, por que se emporcalha tanto as cidades com óleo e outras coisas nos tais 'atos proféticos'? Não seria um melhor testemunho limpá-la ao invés de sujá-la?
25. Por que as rádios evangélicas tocam tanta coisa produzida por gravadoras ricas e nada produzido por artistas independentes?
26. Por que se faz apelo ao fim de uma 'pregação' que não fez qualquer menção ao sangue, à cruz, ao arrependimento, ou sequer ao pecado?
27. Por que se enfatiza tanto a ordem bíblica para pregar a Palavra e se negligencia tanto as ordens para fazer justiça social e alimentar os famintos? Quantas vezes cada uma delas aparece na Bíblia?
28. Por que Deuteronômio 28:13 ('o Senhor te porá por cabeça, e não por cauda') é tão citado, ao passo que I Coríntios 4:11-13 ('somos considerados como o lixo do mundo') ninguém gosta de citar?
29. Por que quem pensa diferente de nós é sempre 'inflexível', 'fariseu' ou 'duro de coração' (quando não chamamos de coisa pior)?
Renato Fontes - renfontes@hotmail.com - Teologia & Arte.
quarta-feira, 11 de junho de 2008
Cineblog (2) - Metrópolis.
Metrópolis é considerado por muitos, senão pela maioria, como um marco na produção cinematográfica de ficção científica. Mais um clássico produzido por Fritz Lang.A ambientação da película se dá em uma cidade futurística, século XXI, ano 2026 – já ouvi comentários de que Metrópolis foi uma influência na composição do cenário de Blade Runner – O caçador de andróides, não sei, mas faz sentido –, que apesar do progresso, as contradições, a dualidade burguesia X proletariado está presente do início ao fim. O que será que Lang estava querendo dizer? Será que ele estava “profetizando” que, apesar da Revolução Russa – a película é de 1927 –, do socialismo ganhar rosto, tomar forma, o capitalismo prevaleceria e permaneceria robusto ainda por muitos e muitos anos?
Voltando ao filme, enquanto uma sociedade progressista habita a mega-cidade, o funcionamento da mesma se dá em algo parecido com catacumbas – igual às romanas. Temos duas sociedades bem definidas. Exploradores (cabeça) e explorados (mãos). E no meio da bagunça, uma esperança, quase messiânica, em que aguarda-se a vinda de um mediador. Daí o epigrama: “O mediador entre a cabeça e as mãos deve ser o coração”.Podemos dizer que algumas coisas, poucas aliás, parecem ser ou ter sido feitas para permanecerem atuais mesmo com o passar do tempo. Metrópolis é uma delas. Vale a pena conferir.
Mais: http://www.cineplayers.com/critica.php?id=168, http://pt.wikipedia.org/wiki/Metropolis_(filme)
Viajando um pouco mais: dá pra notar uma semelhança entre a Metrópolis e a torre acima e Gothan City com a Torre Wayne, de Batman - Begins? A inspiração da torre - de Metrópolis - foi na famosa obra Torre de Babel do pintor flamengo Pieter Brueghel, do século XVI.
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sexta-feira, 6 de junho de 2008
Damien Rice - Uma sala cinza, melodia cinza, vida cinza...
Conheci o trabalho desse músico ao assistir o filme "Closer". Já tinha escutado a versão interpretada por Seu Jorge e Ana Carolina da música "The Blower's Daughter". Mas, quando ouvi a original em inglês, sem comparações. Não falo e nem entendo o inglês. Mas não preciso falar um idioma para sentir quando uma canção toca a alma. Foi assim com as músicas interpretadas por Michael W. Smith, no cd "Worship" - antes desse, não gostava do trabalho do Michael, e olha que já tinha assistido um show dele ao vivo no S.O.S Vida, em 1997, no Canindé, São Paulo. Mas, as músicas me falavam, me preenchiam, mesmo sem entender o idioma. Da mesma forma, isso acontece quando escuto outros artistas, principalmente Elvis Presley.
Pois bem. Depois que assisti ao filme, comentei com uma colega de trabalho que disse ter os cds do Damien Rice. Era o que eu realmente estava procurando. Agora, depois de familiarizado com o trabalho desse grande artista irlandês, comecei a pesquisar na internet um pouco mais sobre a pessoa - conhecer a origem ajuda a compreender mais a obra de qualquer artista, seja ele de qualquer área - e entendi o por quê de algumas reações que me causam quando o escuto, principalmente quando estou só.
Infelizmente não pude pegar as informações do site do músico pois é em inglês. Então, fui parar na Wikipédia. Foi lá que descobri que ele é irlandês - aí lembrei que preciso falar do U2, outra banda irlandesa fantástica -; que a música é uma forma de tentar compreender sua melancolia; que já foi vocalista de outra banda - a Juniper - e que a deixou devido a conflitos internos e também pelo seu forte temperamento; que é perfeccionista - e isto a gente percebe quando escuta suas músicas; que odeia o sucesso e não se acha famoso, não se sente celebridade; sua relação incômoda referente ao dinheiro; que não se preocupa com a aparência, com a forma como se veste; que não tinha muitos recursos para gravar seu primeiro disco - fora da banda - e que por isso teve que improvisar em seu quarto, criando uma atmosfera mais acústica no disco - ainda bem, o cd "O", de 2002, é fantástico, assim como o "9", de 2006.
Enfim, uma pessoa cheia de conflitos, porém, muito talentosa.http://www.damienrice.com/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Damien_Rice
http://www.warnerbrosrecords.com/damienrice/
sexta-feira, 30 de maio de 2008
O Rato que se retirou do mundo
Dentre as lendas dos levantinos,uma fala de um rato que quis, certa vez,
fugir dos temíveis felinos,
entrando num queijo-holandês.
E assim, para fugir do perigo,
com os dentes cavou seu abrigo,
e enquanto este ficava mais e mais profundo,
mais se isolava ele do mundo.
Solitário, tranqüilo e bem alimentado,
precisava o ermitão de mais algum cuidado?
Tornou-se gordo e grande, como às vezes fica
aquele que a Deus se dedica.
Depois de tornar-se afamado,
foi procurado em seu abrigo por uma expedição de ratos, que seguia para a terra vizinha, a ver se conseguia ajuda contra o seu figadal inimigo:
o forte exército dos gatos.
Ratópolis cercada, aquela expedição fugira,
de pires na mão, apelando para outros ratos,
pois só assim poderia prosseguir em frente
e trazer o socorro urgente.
- ‘Caríssimos’ - diz o ermitão -, 'não me concernem as coisas deste mundo.
Que posso, neste antro profundo, fazer por vós,
senão pedir que vos ajude o Céu, com todo o empenho?
E coisa alguma posso dar, pois nada tenho.’
E tão logo a fala encerrou,
no seu buraco se enfiou...
LA FONTAINE, Jean de. Fábulas de La Fontaine. Villa Rica, Ed. Reunidas Ltda, Belo Horizonte/MG, 1989, pp. 30,31.
Ratópolis cercada, aquela expedição fugira,
de pires na mão, apelando para outros ratos,
pois só assim poderia prosseguir em frente
e trazer o socorro urgente.
- ‘Caríssimos’ - diz o ermitão -, 'não me concernem as coisas deste mundo.
Que posso, neste antro profundo, fazer por vós,
senão pedir que vos ajude o Céu, com todo o empenho?
E coisa alguma posso dar, pois nada tenho.’
E tão logo a fala encerrou,
no seu buraco se enfiou...
LA FONTAINE, Jean de. Fábulas de La Fontaine. Villa Rica, Ed. Reunidas Ltda, Belo Horizonte/MG, 1989, pp. 30,31.
Sempre que leio esta fábula, não consigo desassociá-la do atual quadro religioso que vivemos. Em que líderes se tornam verdadeiros ermitões (aparecem apenas nos programas de TV) e fazem da fé uma mercadoria veiculada em seus shows evangélicos. Que engordam às custas dos fiéis, e quando esses precisam, aqueles apenas, como na fábula, dizem: 'não me concernem as coisas deste mundo. Que posso, neste antro profundo, fazer por vós, senão pedir que vos ajude o Céu, com todo o empenho? E coisa alguma posso dar, pois nada tenho.’ Dá um tapinha nas costas e vai embora.
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terça-feira, 27 de maio de 2008
No princípio...
Bem, bem, bem... vou começar a postar aqui algumas coisas que quero falar sobre o que gosto de ler e fragmentos de uma monografia que irei redigir - quando isto acontecer, criarei um marcador denominado Monografia. Mas falar para quem? Esse negócio de ter contato com pessoas, dialogar, responder, dar atenção é muito complicado. Pelo menos para mim. Confesso que prefiro a solidão a estar em companhia de alguém, em alguns momentos. Talvez a maior parte do tempo - mas isso não quer dizer que não gosto dos seres humanos. Amo a minha esposa. Gosto dos meus amigos (é, eu tenho alguns). Portanto, resolvi escrever. Não vou me preocupar com o que as pessoas vão comentar sobre o que pretendo escrever. Fiquem à vontade em fazê-lo, só não esperem respostas, explicações. Tá certo que quando alguém produz um texto, este deixe de pertencer ao seu escritor e passa a ser daqueles que o lerão. Mas o espaço aqui é meu, e não me vejo na obrigação de dar explicações sobre os meus pontos de vista. Parece arrogante, mas não é. Apenas não quero responsabilidades. Nem mesmo a de atualizar este espaço seguindo o ritmo desta sociedade da informação. Isto é uma armadilha. Sociedade da informação. Resumindo: aqui as coisas caminham do meu modo, no meu tempo.
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Estante Social
- ALMEIDA, Ronaldo de & MONTEIRO, Paula. Trânsito Religioso no Brasil. São Paulo em Perspectiva. (Artigo)
- ALVES, Carmen Lucia Rodrigues. O evangelho segundo o McDonald's: um estudo sobre o processo de produção da fast-food. PUC/SP. (Dissertação Mestrado)
- ASSIS, Machado de. A Igreja do Diabo. In: Volume de contos. Rio de Janeiro : Garnier, 1884.
- BAPTISTA, Saulo de Tarso Cerqueira. Cultura política brasileira, práticas pentecostais e neopentecostais: a presença da Assembléia de Deus e da Igreja Universal do Reino de Deus no Congresso Nacional (1999-2006). São Bernardo do Campo: Universidade Metodista de São Paulo, 2007. (Tese Doutorado)
- BITENCOURT, Joceval Andrade. Descartes e a morte de Deus. PUC/SP, 2008. (Tese Doutorado)
- BRAGA, Eliézer Serra. Santas e sedutoras: as heroínas na Bíblia hebraica - a mulher entre as narrativas bíblicas e a literatura patrística. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, USP. (Dissertação Mestrado)
- CALDAS, Carlos. Fundamentos da Teologia da Igreja. Mundo Cristão Ed. (frag.)
- CAMPOS, Alexsandra Fernandes. A religião no processo psicoterapêutico. PUC/SP. (Dissertação Mestrado)
- CAMPOS, Leonildo Silveira. A Igreja universal do reino de Deus, um empreendimento religioso atual e seus modos de expansão (Brasil, África e Europa). In: Lusotopie 1999, pp. 355-367. (Artigo)
- CAMPOS, Leonildo Silveira. CULTURA, LIDERANÇA E RECRUTAMENTO NUMA ORGANIZAÇÃO RELIGIOSA - O CASO DA IGREJA UNIVERSAL DO REINO DEUS. (Artigo)
- CARD, Michael. Cristo e a Criatividade. Ultimato Ed. (frag.)
- CHESTERTON, G.K. Ortodoxia. Mundo Cristão Ed. (frag.)
- CLAYTON PIRES, Anderson. A hermenêutica política da esperança de Jürgen Moltmann em diálogo com a espiritualidade neoprotestante brasileira: o binômio saúde e doença como um novo paradigma hermenêutico de teologicidade. E.S. de Teologia Instituto Ecumênico de Pós-Graduação. (Tese Doutorado)
- COSTA, Yon Morato Ferreira da. Religião e alienação: uma análise crítica do modus vivendi do adolescente na Torre de Vigia. Universidade Presbiteriana Mackenzie, São Paulo, 2008. (Dissertação Mestrado)
- CÉSAR, Marília de Campos. Feridos em Nome de Deus. Mundo Cristão Ed. (frag.)
- DIAS, Solange Irene Smolarek. História da Arte. CAU, Fac. Assis Gurgacz. (apostila)
- FAVERO, Roberto Carlos. Humanismo: uma releitura existencial de Albert Camus e Jean-Paul Sartre. UNISINOS, 2006. (Dissertação Mestrado)
- FIGUEREDO FILHO, Valdemar. Entre o palanque e o púlpito: mídia, religião e política. UFRJ/ IFCS. (Dissertação Mestrado)
- FIGUEREDO FILHO, Valdemar. RETÓRICA POLÍTICA DO JORNAL FOLHA UNIVERSAL. (Artigo)
- FONSÊCA, Francisco Ricardo Bezerra. Amo muito tudo isso: o relacionamento marca-consumidor sob o enfoque da fenomenologia clarificadora de Edmund Husserl. UFPE. (Dissertação Mestrado)
- FRESTON, Paul. Religião e política, sim; Igreja e Estado, não : os evangélicos e a participação política. Viçosa, MG: Ultimato, 2006.
- GONÇALVES, Marcos. ENTRE O PALANQUE E O PÚLPITO: MÍDIA, RELIGIÃO E POLÍTICA. História: Questões & Debates, Curitiba, n. 43, p. 191-196, 2005. Editora UFPR. (Resenha)
- GUSSO, Ana Cláudia. A Comunicação de Mercado a Serviço da Igreja: em busca da fidelização. Universidade Metodista de SP, 2008. (Dissertação de Mestrado)
- JUNGBLUT, Airton Luiz. A salvação pelo rock: sobre a “cena underground” dos jovens evangélicos no Brasil. Religião e Sociedade, Rio de Janeiro, 27(2): 144-162, 2007. (artigo)
- KAWAUCHE, Thomaz Massadi Teixeira. A santidade do contrato e das leis: um estudo sobre religião e política em Rousseau. USP. (Dissertação Mestrado)
- LIMA, Diana Nogueira de Oliveira. Prosperidade na década de 1990: etnografia do compromisso de trabalho entre Deus e o fiel da Igreja Universal do Reino de Deus. Dados, 2008, vol.51, no.1, p.7-35.
- LIMA, Maria Érica de Oliveira & TRASFERETTI, José. O cenário religioso de bens simbólicos: da produção ao consumo. Rastros - Revista do Núcleo de Estudos de Comunicação, Ano VIII - Nº 8 - pág 38 - pág 51 - Outubro 2007. (Artigo)
- LOPES. Augustus Nicodemus. O que estão fazendo com a Igreja: ascensão e queda do movimento evangélico brasileiro. Mundo Cristão Ed. (frag.)
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