Eu sempre acreditei que religião e time de futebol são coisas que não se discutem, são assuntos que devem simplesmente ser respeitados. Hoje, depois de ver tantas contradições, resolvi trazer esse debate. Acredito que a discussão seja importante, sim, até para qualificar melhor as nossas decisões e opções.
Tenho visto muitas pessoas escondendo ou mentindo sobre suas religiões quando o censo bate em suas portas. Vejo também muitas pregando as suas ideologias e sendo criticadas por isso, por tentarem arrebanhar mais adeptos para suas crenças. Existe contradição nisso? Não seria natural tentar levar todos para o lugar que você considera um paraíso ?
Para evitar especulações digo logo qual é a minha. Sou católico apostólico romano fervoroso, porém não praticante. Aliás, nem lembro de ter praticado algum dia. Minha mãe, apesar de espírita no passado, nos batizou na igreja católica porque sempre acreditou que quem não tem padrinho morre “pagão”, era exatamente assim que ela dizia, e ainda diz.
O casamento é um ótimo exercício para essa reflexão. Muitas pessoas têm o sonho de casar na igreja, as mulheres vestidas de noiva com toda pompa e circunstância, mas o certo não seria ser parte da comunidade religiosa dessa igreja?
Outra questão que precisa ser discutida são as tensões entre as religiões. Pois apesar do discurso de tolerância temos que entender que fica muito difícil tolerar aquilo que você tem por principio combater. É o caso das regiões que tentam exorcizar os demônios do corpo de outros religiosos. Porém esses outros religiosos acreditam que suas entidades são tão sagradas quantos as imagens ou livros dos seus combatentes. E aí, irmão, não tem acordo. Ou tem?
Você como protestante deixaria seu filho brincar na casa de uma outra criança cujos pais sejam umbandistas ou ligados ao candomblé? Se fosse o contrário, você permitiria?
É comum evangélicos empregarem pessoas de outras religiões? Ou os não evangélicos darem oportunidades para os protestantes?
Seja quais forem as respostas, a tolerância religiosa não deve vir por medida provisória.
Em uma época em que nações inteiras são destruídas em nome de religiões, acredito que a discussão sobre elas não pode ter como objetivo desqualificar o outro ou simplesmente converter, mas consolidar as ideias e ideais.
Discutir, por exemplo, o impacto de algumas religiões que educam seus filhos e adeptos a acreditarem que os gays constituem um câncer social é uma forma de avançarmos socialmente. Discutir sobre religiões que oferecem o corpo de crianças para suas entidades é fundamental para a compreensão de alguns mitos pois consolida a construção de todo o nosso coletivo, para o bem e para o mal. A relevância do debate sobre religiões existe porque elas continuam sendo parâmetro de felicidade até para quem não se identifica com nenhuma.
Se você acha que eu só falei bobagem aqui, então essa será mais uma prova de que precisamos discutir esse tema. Vamos?
Por Celso Athayde . 06.05.11 - Yahoo! Notícias.
sábado, 7 de maio de 2011
segunda-feira, 18 de abril de 2011
‘Gostaria muito de jogar no Brasil’
Entrevista em 16/04/2011.
- Gostaria muito de jogar no Brasil. É um país com tanta história, tantos títulos. Tenho amigos corintianos, palmeirenses, mas claro que sou torcedor do São Paulo porque meu pai jogou lá. Tenho camisa do São Paulo, que é obvamente o time da família.
Diego Forlán, meia-atacante do Atlético de Madrid, da Seleção Uruguaia e, quem sabe, num futuro bem próximo, do São Paulo FC.
Para o SporTV Reporter, no GloboEsporte.com.
- Gostaria muito de jogar no Brasil. É um país com tanta história, tantos títulos. Tenho amigos corintianos, palmeirenses, mas claro que sou torcedor do São Paulo porque meu pai jogou lá. Tenho camisa do São Paulo, que é obvamente o time da família.
Diego Forlán, meia-atacante do Atlético de Madrid, da Seleção Uruguaia e, quem sabe, num futuro bem próximo, do São Paulo FC.
Para o SporTV Reporter, no GloboEsporte.com.
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domingo, 3 de abril de 2011
Parabéns, Gênio!
Uma semana depois do grande feito, da transformação do mito Rogério Ceni na lenda Goleiro-Artilheiro, posto este texto do Flávio Prado, da Gazeta Esportiva:
Se, quando eu comecei no Jornalismo, alguém me dissesse que eu veria um gol de goleiro, eu já teria sérias dificuldades para acreditar. Que dirá 100. Quando Higuita e Chilavert lançaram a “moda”, parecia mais uma farra, ou autopromoção, do que coisa para ficar. Um jovem goleiro, que tinha pela frente, na base, um ágil Alexandre e na equipe principal o brilhante Zetti, viu de maneira diferente. Assim são os gênios.
E com muito treino, paciência, vivência, títulos e se destacando naquilo para o qual era, afinal, pago para fazer, grandes defesas, Rogério Ceni foi trabalhando e ganhando excelência. Da aberração inicial, virou rotina para o torcedor do São Paulo vê-lo resolver as partidas com defesas e gols. Quebrou o paradigma.
A Fifa ainda espera mais dois gols para admitir o centésimo. No entanto, quem se importa com isso, até porque outros gols virão? Viva a revolução e o revolucionário. Parabéns, gênio. A Fifa que vá a merda.
Que seria do mundo senão fossem os gênios? Eles enxergam na frente, enfrentam chacotas, adversidades e no final, mudam a história.
Se, quando eu comecei no Jornalismo, alguém me dissesse que eu veria um gol de goleiro, eu já teria sérias dificuldades para acreditar. Que dirá 100. Quando Higuita e Chilavert lançaram a “moda”, parecia mais uma farra, ou autopromoção, do que coisa para ficar. Um jovem goleiro, que tinha pela frente, na base, um ágil Alexandre e na equipe principal o brilhante Zetti, viu de maneira diferente. Assim são os gênios.
E com muito treino, paciência, vivência, títulos e se destacando naquilo para o qual era, afinal, pago para fazer, grandes defesas, Rogério Ceni foi trabalhando e ganhando excelência. Da aberração inicial, virou rotina para o torcedor do São Paulo vê-lo resolver as partidas com defesas e gols. Quebrou o paradigma.
Até que alguém começou a perceber que uma marca inimaginável estava próxima. E chegou o gol número 100. Não num joguinho qualquer desse fraco Campeonato Paulista. Foi num clássico. No maior dos clássicos da atualidade e, ainda por cima, quebrando um tabu de quatro anos. Aí já faz parte da ajuda Divina para quem sonha, pensa grande, acredita no sonho e transforma o impossível em algo paupável. Rogério Ceni é o maior jogador da história do São Paulo, o que por si só já é uma conquista incrível. E também um revolucionário da bola.
A Fifa ainda espera mais dois gols para admitir o centésimo. No entanto, quem se importa com isso, até porque outros gols virão? Viva a revolução e o revolucionário. Parabéns, gênio. A Fifa que vá a merda.
sábado, 2 de abril de 2011
domingo, 27 de março de 2011
Contagem progressiva para o mito R.100ni
Pode sair hoje o centésimo gol do M1to Rogério CEN1, contra a galinhada do fictício Puleirão de Itaquera...
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segunda-feira, 14 de março de 2011
São Paulo "Football Club"
Entre os 17 brasileiros que disputarão a temporada da MLS (Major League Soccer, a liga americana de futebol), sete começaram a carreira no São Paulo. O mais velho deles, o meio de campo André Luiz, se destacou no Tricolor Paulista como lateral-esquerdo, ganhando a Libertadores e o Mundial de Clubes em 1993. Três destes atletas são garotos da base emprestados à MLS.
Fonte: GloboEsporte.com
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Análise Socrática dos Tempos Atuais
Do Mundo Virtual ao Espiritual
Frei Betto
Ao viajar pelo Oriente, mantive contatos com monges do Tibete, da Mongólia, do Japão e da China. Eram homens serenos, comedidos, recolhidos e em paz nos seus mantos cor de açafrão.
Outro dia, eu observava o movimento do aeroporto de São Paulo: a sala de espera cheia de executivos com telefones celulares, preocupados, ansiosos, geralmente comendo mais do que deviam. Com certeza, já haviam tomado café da manhã em casa, mas como a companhia aérea oferecia um outro café, todos comiam vorazmente. Aquilo me fez refletir: 'Qual dos dois modelos produz felicidade?'
Encontrei Daniela, 10 anos, no elevador, às nove da manhã, e perguntei: 'Não foi à aula?' Ela respondeu: 'Não, só tenho aula à tarde'.
Comemorei: 'Que bom, então de manhã você pode brincar, dormir até mais tarde'. 'Não', retrucou ela, 'tenho tanta coisa de manhã...' 'Que tanta coisa?', perguntei.
'Aulas de inglês, de balé, de pintura, piscina', e começou a elencar seu programa de garota robotizada.
Fiquei pensando: 'Que pena, a Daniela não disse: 'Tenho aula de meditação!'
Estamos construindo super-homens e super-mulheres, totalmente equipados, mas emocionalmente infantilizados.
Uma progressista cidade do interior de São Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de ginástica; hoje, tem sessenta academias de ginástica e três livrarias! Não tenho nada contra malhar o corpo, mas me preocupo com a desproporção em relação à malhação do espírito.
Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos: 'Como estava o defunto?'. 'Olha, uma maravilha, não tinha uma celulite!’
Mas como fica a questão da subjetividade?
Da espiritualidade?
Da ociosidade amorosa?
Hoje, a palavra é virtualidade. Tudo é virtual. Trancado em seu quarto, em Brasília, um homem pode ter uma amiga íntima em Tóquio, sem nenhuma preocupação de conhecer o seu vizinho de prédio ou de quadra! Tudo é virtual.
Somos místicos virtuais, religiosos virtuais, cidadãos virtuais. E somos também eticamente virtuais...
A palavra hoje é 'entretenimento' ; domingo, então, é o dia nacional da imbecilização coletiva. Imbecil o apresentador, imbecil quem vai lá e se apresenta no palco, imbecil quem perde a tarde diante da tela. Como a publicidade não consegue vender felicidade, passa a ilusão de que felicidade é o resultado da soma de prazeres: 'Se tomar este refrigerante, vestir este tênis, usar esta camisa, comprar este carro, você chega lá!' O problema é que, em geral, não se chega! Quem cede desenvolve de tal maneira o desejo, que acaba precisando de um analista. Ou de remédios. Quem resiste, aumenta a neurose. O grande desafio é começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento globalizante, neoliberal, consumista. Assim, pode-se viver melhor. Aliás, para uma boa saúde mental três requisitos são indispensáveis: amizades, auto-estima, ausência de estresse.
Há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno. Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil, constrói-se um shopping center. É curioso: a maioria dos shoppings centers tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas; neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de missa de domingo. E ali dentro sente-se uma sensação paradisíaca: não há mendigos, crianças de rua, sujeira pelas calçadas...
Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano pós-moderno, aquela musiquinha de esperar dentista.
Observam-se os vários nichos, todas aquelas capelas com os veneráveis objetos de consumo, acolitados por belas sacerdotisas.
Quem pode comprar à vista, sente-se no reino dos céus. Se deve passar cheque pré-datado, pagar a crédito, entrar no cheque especial, sente-se no purgatório. Mas se não pode comprar, certamente vai se sentir no inferno...
Felizmente, terminam todos na eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo hambúrguer do Mc Donald...
Costumo advertir os balconistas que me cercam à porta das lojas: 'Estou apenas fazendo um passeio socrático.' Diante de seus olhares espantados, explico: 'Sócrates, filósofo grego, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas. Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia:
- "Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz !"
Frei Betto
Ao viajar pelo Oriente, mantive contatos com monges do Tibete, da Mongólia, do Japão e da China. Eram homens serenos, comedidos, recolhidos e em paz nos seus mantos cor de açafrão.
Outro dia, eu observava o movimento do aeroporto de São Paulo: a sala de espera cheia de executivos com telefones celulares, preocupados, ansiosos, geralmente comendo mais do que deviam. Com certeza, já haviam tomado café da manhã em casa, mas como a companhia aérea oferecia um outro café, todos comiam vorazmente. Aquilo me fez refletir: 'Qual dos dois modelos produz felicidade?'
Encontrei Daniela, 10 anos, no elevador, às nove da manhã, e perguntei: 'Não foi à aula?' Ela respondeu: 'Não, só tenho aula à tarde'.
Comemorei: 'Que bom, então de manhã você pode brincar, dormir até mais tarde'. 'Não', retrucou ela, 'tenho tanta coisa de manhã...' 'Que tanta coisa?', perguntei.
'Aulas de inglês, de balé, de pintura, piscina', e começou a elencar seu programa de garota robotizada.
Fiquei pensando: 'Que pena, a Daniela não disse: 'Tenho aula de meditação!'
Estamos construindo super-homens e super-mulheres, totalmente equipados, mas emocionalmente infantilizados.
Uma progressista cidade do interior de São Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de ginástica; hoje, tem sessenta academias de ginástica e três livrarias! Não tenho nada contra malhar o corpo, mas me preocupo com a desproporção em relação à malhação do espírito.
Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos: 'Como estava o defunto?'. 'Olha, uma maravilha, não tinha uma celulite!’
Mas como fica a questão da subjetividade?
Da espiritualidade?
Da ociosidade amorosa?
Hoje, a palavra é virtualidade. Tudo é virtual. Trancado em seu quarto, em Brasília, um homem pode ter uma amiga íntima em Tóquio, sem nenhuma preocupação de conhecer o seu vizinho de prédio ou de quadra! Tudo é virtual.
Somos místicos virtuais, religiosos virtuais, cidadãos virtuais. E somos também eticamente virtuais...
A palavra hoje é 'entretenimento' ; domingo, então, é o dia nacional da imbecilização coletiva. Imbecil o apresentador, imbecil quem vai lá e se apresenta no palco, imbecil quem perde a tarde diante da tela. Como a publicidade não consegue vender felicidade, passa a ilusão de que felicidade é o resultado da soma de prazeres: 'Se tomar este refrigerante, vestir este tênis, usar esta camisa, comprar este carro, você chega lá!' O problema é que, em geral, não se chega! Quem cede desenvolve de tal maneira o desejo, que acaba precisando de um analista. Ou de remédios. Quem resiste, aumenta a neurose. O grande desafio é começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento globalizante, neoliberal, consumista. Assim, pode-se viver melhor. Aliás, para uma boa saúde mental três requisitos são indispensáveis: amizades, auto-estima, ausência de estresse.
Há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno. Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil, constrói-se um shopping center. É curioso: a maioria dos shoppings centers tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas; neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de missa de domingo. E ali dentro sente-se uma sensação paradisíaca: não há mendigos, crianças de rua, sujeira pelas calçadas...
Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano pós-moderno, aquela musiquinha de esperar dentista.
Observam-se os vários nichos, todas aquelas capelas com os veneráveis objetos de consumo, acolitados por belas sacerdotisas.
Quem pode comprar à vista, sente-se no reino dos céus. Se deve passar cheque pré-datado, pagar a crédito, entrar no cheque especial, sente-se no purgatório. Mas se não pode comprar, certamente vai se sentir no inferno...
Felizmente, terminam todos na eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo hambúrguer do Mc Donald...
Costumo advertir os balconistas que me cercam à porta das lojas: 'Estou apenas fazendo um passeio socrático.' Diante de seus olhares espantados, explico: 'Sócrates, filósofo grego, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas. Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia:
- "Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz !"
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Gospel e pop, Aline Barros cita a Bíblia contra a pirataria
Autobiografia da cantora religiosa vendeu 50 mil exemplares em três meses.
Para evitar polêmicas, ela não revela os 'artistas seculares' que ouve.
Braulio Lorentz
Do G1, em São Paulo
A leitura de "Aline Barros - fé e paixão" começa com uma menina que conseguiu vender só um cachorro-quente em um dia de trabalho em uma barraca no Rio de Janeiro. E termina com a discografia comentada da principal cantora gospel do Brasil, graças a 5 milhões de CDs vendidos em 16 anos. Com capítulos pontuados por salmos, a biografia de Aline foi comprada por 50 mil fãs em três meses.
“Coloquei ali dentro princípios que nortearam a minha vida”, explica ela, hoje com 33 anos, em entrevista ao G1. “Eu era uma menina que não imaginava ser cantora. Nunca acreditei que iria brilhar nas primeiras páginas de revistas e nos jornais. Tudo aconteceu naturalmente. Hoje, tenho o respeito de evangélicos, católicos, espíritas... O que atrai as pessoas é o perfume de amor que a gente exala.”
O começo da carreira veio quando tinha 17 anos, com a ajuda de Ricardo Feghali e Cleberson Hortsh, músicos do grupo Roupa Nova. “Eu era muito novinha”, recorda. “Tinha dois aninhos quando os conheci. Chamava de Tio Feghali. Eles eram amigos dos meus pais. Eu me sentia à vontade por trabalhar com eles. Eu já cantava algumas músicas em Igrejas, tocava violão. Eu só queria que me gravassem.”
No livro, Aline não deixa de mencionar o mal que teve em suas pregas vocais. Há oito anos, uma fenda fez com que ela ficasse com 5% da voz. Após o aviso médico de que poderia nunca mais voltar a cantar, passou horas trancada no quarto, aos prantos. “Minha voz foi modificando muito. Até por conta do problema que tive”, lembra. “Nunca tive aula de canto. Eu não tinha muito cuidado. Não me preocupava em aquecer e desaquecer a voz”, lamenta.
Ao falar sobre pirataria, que “afeta todos os artistas”, ela cita uma passagem de outro livro. “Eu oriento as pessoas, digo que é errado. A Bíblia mesmo fala sobre isso: dê a César o que é de César e a Deus o que é de Deus. Quando você compra algo pirata, não está contribuindo. É errado. Tenho orado bastante para outros meios melhorarem essa questão”, conta.
No fim deste mês, lança o CD “Extraordinário amor de Deus”. “As canções têm o meu dedinho”, avisa. “Cada CD é como se fosse um filho pra mim. Este é uma convocação geral para que pessoas de todas as idades façam a diferença. São 14 faixas, cada uma mais linda do que a outra.”
Entre um lançamento e outro, Aline também se arrisca pelo mundo do streaming. “De vez em quando, eu entro no YouTube para ver o que está acontecendo com a música. Vou a shows. Eu trabalho no meio musical, tenho que ficar antenada para novas tendências”, justifica.
A pesquisa em busca do que está sendo produzido na “música secular”, como chama artistas que não são do universo gospel, perturba alguns. “É complicado citar nomes de bandas e cantoras. Acabo criando polêmica. Tem gente [do meio gospel] que não acha legal. Há pessoas que não aceitam ouvir música secular”, explica.
Só resta, então, especular se Aline prefere Lady Gaga, Marisa Monte, Taylor Swift, Celine Dion ou Shakira.
Para evitar polêmicas, ela não revela os 'artistas seculares' que ouve.
Braulio Lorentz
Do G1, em São Paulo
A capa do livro de Aline Barros (Foto: Divulgação)
A leitura de "Aline Barros - fé e paixão" começa com uma menina que conseguiu vender só um cachorro-quente em um dia de trabalho em uma barraca no Rio de Janeiro. E termina com a discografia comentada da principal cantora gospel do Brasil, graças a 5 milhões de CDs vendidos em 16 anos. Com capítulos pontuados por salmos, a biografia de Aline foi comprada por 50 mil fãs em três meses.
“Coloquei ali dentro princípios que nortearam a minha vida”, explica ela, hoje com 33 anos, em entrevista ao G1. “Eu era uma menina que não imaginava ser cantora. Nunca acreditei que iria brilhar nas primeiras páginas de revistas e nos jornais. Tudo aconteceu naturalmente. Hoje, tenho o respeito de evangélicos, católicos, espíritas... O que atrai as pessoas é o perfume de amor que a gente exala.”
O começo da carreira veio quando tinha 17 anos, com a ajuda de Ricardo Feghali e Cleberson Hortsh, músicos do grupo Roupa Nova. “Eu era muito novinha”, recorda. “Tinha dois aninhos quando os conheci. Chamava de Tio Feghali. Eles eram amigos dos meus pais. Eu me sentia à vontade por trabalhar com eles. Eu já cantava algumas músicas em Igrejas, tocava violão. Eu só queria que me gravassem.”
No livro, Aline não deixa de mencionar o mal que teve em suas pregas vocais. Há oito anos, uma fenda fez com que ela ficasse com 5% da voz. Após o aviso médico de que poderia nunca mais voltar a cantar, passou horas trancada no quarto, aos prantos. “Minha voz foi modificando muito. Até por conta do problema que tive”, lembra. “Nunca tive aula de canto. Eu não tinha muito cuidado. Não me preocupava em aquecer e desaquecer a voz”, lamenta.
Ao falar sobre pirataria, que “afeta todos os artistas”, ela cita uma passagem de outro livro. “Eu oriento as pessoas, digo que é errado. A Bíblia mesmo fala sobre isso: dê a César o que é de César e a Deus o que é de Deus. Quando você compra algo pirata, não está contribuindo. É errado. Tenho orado bastante para outros meios melhorarem essa questão”, conta.
No fim deste mês, lança o CD “Extraordinário amor de Deus”. “As canções têm o meu dedinho”, avisa. “Cada CD é como se fosse um filho pra mim. Este é uma convocação geral para que pessoas de todas as idades façam a diferença. São 14 faixas, cada uma mais linda do que a outra.”
Entre um lançamento e outro, Aline também se arrisca pelo mundo do streaming. “De vez em quando, eu entro no YouTube para ver o que está acontecendo com a música. Vou a shows. Eu trabalho no meio musical, tenho que ficar antenada para novas tendências”, justifica.
A pesquisa em busca do que está sendo produzido na “música secular”, como chama artistas que não são do universo gospel, perturba alguns. “É complicado citar nomes de bandas e cantoras. Acabo criando polêmica. Tem gente [do meio gospel] que não acha legal. Há pessoas que não aceitam ouvir música secular”, explica.
Só resta, então, especular se Aline prefere Lady Gaga, Marisa Monte, Taylor Swift, Celine Dion ou Shakira.
Jack White conta que já quis ser padre quando era adolescente
Ele disse que chegou a ser admitido em seminário para se tornar sacerdote.
'Eu estava pensando nisso quando tinha 14 anos', revelou o músico.
Do G1
O guitarrista e vocalista Jack White - das bandas The White Stripes, The Raconteurs e The Dead Weather - já quis ser padre, segundo entrevista dada pelo músico à BBC Radio 4 nesta segunda-feira (24).
"Eu estava pensando nisso, quando tinha 14. Possivelmente eu poderia ter tido a vocação para ser padre", contou.
White, que tem 35 anos, já foi coroinha e comparou a vida de músico de blues com a de pastor. "Cantores de blues e pessoas que estão cantando no palco têm os mesmos sentimentos e emoções de alguém que se torna um sacerdote", comentou ele.
O músico cresceu em uma família católica: os pais trabalhavam em uma arquidiocese de Detroit, nos EUA. Antes de escolher a música, chegou a ser admitido em um seminário para se tornar padre, acrescentou White.
'Eu estava pensando nisso quando tinha 14 anos', revelou o músico.
Do G1
O guitarrista e vocalista Jack White - das bandas The White Stripes, The Raconteurs e The Dead Weather - já quis ser padre, segundo entrevista dada pelo músico à BBC Radio 4 nesta segunda-feira (24).
"Eu estava pensando nisso, quando tinha 14. Possivelmente eu poderia ter tido a vocação para ser padre", contou.
White, que tem 35 anos, já foi coroinha e comparou a vida de músico de blues com a de pastor. "Cantores de blues e pessoas que estão cantando no palco têm os mesmos sentimentos e emoções de alguém que se torna um sacerdote", comentou ele.
O músico cresceu em uma família católica: os pais trabalhavam em uma arquidiocese de Detroit, nos EUA. Antes de escolher a música, chegou a ser admitido em um seminário para se tornar padre, acrescentou White.
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terça-feira, 11 de janeiro de 2011
"Folha Universal" é multada por acusar Xuxa de satanismo
Do Yahoo!OMG!
Rio de Janeiro, 11 jan (EFE).- O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro condenou a Editora Gráfica Universal veiculada a Igreja Universal a pagar R$ 150 mil de indenização por dano moral à apresentadora Xuxa Meneghel por tê-la acusado de satanismo numa reportagem da "Folha Universal".
De acordo com a sentença publicada na segunda-feira, o jornal da igreja fundada pelo bispo Edir Macedo acusou a apresentadora de "satanismo", afirmando que ela teria vendido a alma para o demônio por US$ 100 milhões.
"Toda liberdade deve ser exercida com responsabilidade, o que a Folha Universal parece não saber, embora ironicamente seja um jornal de uma igreja", afirmou a juíza Flávia de Almeida Viveiros de Castro na sentença.
A magistrada qualificou o texto da reportagem como "estapafúrdio" e sua manchete como "sensacionalista" e acrescentou que não contém "nada de informação", mas "especulação".
Além da multa, a Folha Universal terá que publicar um comunicado declarando que "Xuxa afirma que tem profunda fé em Deus e respeita todas as religiões".
Rio de Janeiro, 11 jan (EFE).- O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro condenou a Editora Gráfica Universal veiculada a Igreja Universal a pagar R$ 150 mil de indenização por dano moral à apresentadora Xuxa Meneghel por tê-la acusado de satanismo numa reportagem da "Folha Universal".
De acordo com a sentença publicada na segunda-feira, o jornal da igreja fundada pelo bispo Edir Macedo acusou a apresentadora de "satanismo", afirmando que ela teria vendido a alma para o demônio por US$ 100 milhões.
"Toda liberdade deve ser exercida com responsabilidade, o que a Folha Universal parece não saber, embora ironicamente seja um jornal de uma igreja", afirmou a juíza Flávia de Almeida Viveiros de Castro na sentença.
A magistrada qualificou o texto da reportagem como "estapafúrdio" e sua manchete como "sensacionalista" e acrescentou que não contém "nada de informação", mas "especulação".
Além da multa, a Folha Universal terá que publicar um comunicado declarando que "Xuxa afirma que tem profunda fé em Deus e respeita todas as religiões".
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Teologia da Apelação.
'Super-herói' que patrulha Seattle tem nariz quebrado por bandido
Grupo tenta ajudar a combater o crime em Seattle.
Polícia disse que isso já basta, pois alguém pode ser morto.
Do G1, em 11/01/2011.
Um dos integrantes de um grupo de "super-heróis" que tem patrulhado as ruas de Seattle, nos EUA, com o objetivo de tentar ajudar a combater o crime, acabou com o nariz quebrado, segundo reportagem da emissora de TV "Komo News".
Phoenix Jones alega que está colocando sua vida em perigo por uma razão e propósito. Mas, no último sábado, depois que ele teve o nariz quebrado por um bandido, a polícia disse que isso já basta, pois alguém pode acabar sendo morto.
A polícia identificou nove pessoas que usam trajes de super-heróis na região de Seattle durante a noite. Phoenix e outros "super-heróis" ficaram famosos na cidade. As pessoas os param na rua para pedir autógrafos. Mas Phoenix disse que não é isso o que o motiva.
Polícia disse que isso já basta, pois alguém pode ser morto.
Do G1, em 11/01/2011.
Um dos integrantes de um grupo de "super-heróis" que tem patrulhado as ruas de Seattle, nos EUA, com o objetivo de tentar ajudar a combater o crime, acabou com o nariz quebrado, segundo reportagem da emissora de TV "Komo News".
Phoenix Jones teve o nariz quebrado por bandido. (Foto: Reprodução)
Phoenix Jones alega que está colocando sua vida em perigo por uma razão e propósito. Mas, no último sábado, depois que ele teve o nariz quebrado por um bandido, a polícia disse que isso já basta, pois alguém pode acabar sendo morto.
A polícia identificou nove pessoas que usam trajes de super-heróis na região de Seattle durante a noite. Phoenix e outros "super-heróis" ficaram famosos na cidade. As pessoas os param na rua para pedir autógrafos. Mas Phoenix disse que não é isso o que o motiva.
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
Fotógrafo 'captura' estação espacial em frente ao Sol na hora do eclipse
Momento em que os três objetos se alinharam durou 0,86 segundo.
ISS viaja a cerca de 28 mil quilômetros por hora no Espaço.
Do G1, em São Paulo
Uma cena rara foi registrada pelo astrofotógrafo Thierry Legault no ultimo dia 4, quando um eclipse parcial pôde ser visto em parte do Hemisfério Norte. No mesmo momento em que a Lua tampava parte do Sol e causava sombra na Terra, ele conseguiu capturar a imagem da Estação Espacial Internacional (ISS) passando em frente ao astro luminoso.
Segundo a Nasa, que divulgou a foto nesta sexta-feira (7) no site “Observatório da Terra”, a ISS ficou em frente ao Sol por apenas 0,86 segundo, já que viaja a cerca de 28 mil quilômetros por hora.
ISS viaja a cerca de 28 mil quilômetros por hora no Espaço.
Do G1, em São Paulo
Uma cena rara foi registrada pelo astrofotógrafo Thierry Legault no ultimo dia 4, quando um eclipse parcial pôde ser visto em parte do Hemisfério Norte. No mesmo momento em que a Lua tampava parte do Sol e causava sombra na Terra, ele conseguiu capturar a imagem da Estação Espacial Internacional (ISS) passando em frente ao astro luminoso.
Segundo a Nasa, que divulgou a foto nesta sexta-feira (7) no site “Observatório da Terra”, a ISS ficou em frente ao Sol por apenas 0,86 segundo, já que viaja a cerca de 28 mil quilômetros por hora.
(Fotos: Cortesia de Thierry Legault, via Nasa)
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Estante Social
- ALMEIDA, Ronaldo de & MONTEIRO, Paula. Trânsito Religioso no Brasil. São Paulo em Perspectiva. (Artigo)
- ALVES, Carmen Lucia Rodrigues. O evangelho segundo o McDonald's: um estudo sobre o processo de produção da fast-food. PUC/SP. (Dissertação Mestrado)
- ASSIS, Machado de. A Igreja do Diabo. In: Volume de contos. Rio de Janeiro : Garnier, 1884.
- BAPTISTA, Saulo de Tarso Cerqueira. Cultura política brasileira, práticas pentecostais e neopentecostais: a presença da Assembléia de Deus e da Igreja Universal do Reino de Deus no Congresso Nacional (1999-2006). São Bernardo do Campo: Universidade Metodista de São Paulo, 2007. (Tese Doutorado)
- BITENCOURT, Joceval Andrade. Descartes e a morte de Deus. PUC/SP, 2008. (Tese Doutorado)
- BRAGA, Eliézer Serra. Santas e sedutoras: as heroínas na Bíblia hebraica - a mulher entre as narrativas bíblicas e a literatura patrística. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, USP. (Dissertação Mestrado)
- CALDAS, Carlos. Fundamentos da Teologia da Igreja. Mundo Cristão Ed. (frag.)
- CAMPOS, Alexsandra Fernandes. A religião no processo psicoterapêutico. PUC/SP. (Dissertação Mestrado)
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