As Crônicas de Gelo e Fogo

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sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Não confie em quem critica o Hamás!

Lembre-se que o Hamás é um Movimento de Libertação. Seus dirigentes foram eleitos democraticamente para governar a Palestina, numa eleição mais transparente do que a dos dirigentes de Israel e do deliquente Bush.

E o que é importante. O Hamás respeitou integralmente a trégua!

Israel é quem não honrou o compromisso.

Durante a trégua convencionou-se que Israel acabaria com o bloqueio contra Gaza e o Hamás não se defenderia e nem cometeria atentados.

Durante os seis meses da trégua, o Hamás manteve sua palavra, mas os dirigentes israelenses, além de manter os palestinos num campo de concentração e de não reabrir as passagens, realizaram uma série de invasões para assassinar os "líderes" daquele movimento de resistência.

Líder para os dirigentes israelenses é qualquer palestino que respire, não importa a idade ou o sexo.

Você, que acompanha o noticiário pelas TVs, deve ter assistido a dezenas, centenas de manifestações, em todo o mundo, de solidariedade aos palestinos.

Você viu alguma imagem dos massacres em Gaza?

Sabe por que não viu?

Porque os dirigentes de Israel impuseram uma censura rigorosa e proibiram os jornalistas de entrar no território palestino.

Então que história é essa de que Israel é a única democracia do Oriente Médio?

Você acha possível que numa democracia haja censura à imprensa?

Mas afinal, Gaza é ou não um território palestino?

Ou na verdade é um campo de concentração onde sobrevivem um milhão e meio de semitas palestinos?

Você aceitaria viver num campo de concentração?

Você aceitaria passivamente morrer de sede e de fome?

Você aceitaria ser humilhado diante de seus filhos?

Você aceitaria passivamente que os bens de toda uma vida sejam destruídos?

Por isso repito, não confie em quem critica o Hamás.

E, por favor, não confunda o Estado de Israel com os semitas.

Semitas são os palestinos.

Não confunda o Estado de Israel com os judeus. Os verdadeiros judeus, os autênticos judeus sentem repulsa pelos sionistas e pelos dirigentes de Israel.

Se você alguma vez se interessou por História sabe que judeus, cristãos e muçulmanos sempre conviveram harmoniosamente na Palestina árabe.

Isso tudo acabou no dia em que os Ocidentais, cuja História é permeada por Inquisições, guerras, massacres e bombas atômicas, resolveram se livrar de seus judeus nos campos de concentração, ou expulsá-los do Ocidente.

Você acha justo que os palestinos paguem a conta?

Fonte: Blog do Bourdoukan.

Pescaria farta

Roberto Brum conversa com Deus e almeja um ano de 'pescaria farta'

Muito religioso, meia crê em dias melhores para todos na Vila Belmiro

Carolina Elustondo
Santos, SP, em 08/01/2009.

O ano de 2008 não foi bom para o Santos, que brigou para não cair no Brasileirão. Sem títulos na última temporada, o grupo inicia 2009 esperando que a "pescaria" seja farta. É o que almeja o espirituoso Roberto Brum em sua primeira entrevista no ano. O jogador, bastante religioso, crê em dias melhores para todos que rodeiam o clube.

- Estava entrando na cidade de Santos e vi o símbolo do local, que é um peixe. Comecei a conversar com Deus, pois no último ano jogamos as redes e não veio um peixe. Ele me falou sobre uma passagem da Bíblia, na qual Pedro e os outros discípulos tentavam pescar e nada vinha. Jesus apareceu e falou para jogarem a rede para o outro lado. Vieram tantos peixes que até os barcos que estavam por perto precisaram ajudar. Pedi uma pescaria farta este ano, com peixes para nós e também para os outros barcos, que são a imprensa, os funcionários, os torcedores, todos que amam o Santos - pregou o jogador.

O técnico Márcio Fernandes tem o mesmo desejo que Brum. E se baseia no caráter dos jogadores do elenco para acreditar que 2009 será muito melhor para o Peixe.

- Como comandante, tenho sempre que acreditar nisso, ou então não teria razão em continuar. Acredito muito nisso por causa do caráter e do profissionalismo dos jogadores que estão aqui. Torço para que possamos iniciar um ano bom e terminar melhor ainda - acrescentou o comandante.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Júlio & Gina

Maísa

Frans Post - A percepção da paisagem na produção artística do Brasil holandês.*


Falar da percepção da paisagem na produção de artistas estrangeiros no Brasil é falar da sua invenção em um tempo no qual sua identidade era atribuída pelo olhar do outro. Época em que o Brasil era objeto do pensamento de um outro, para nós, Frans Post.

Com a unificação das coroas ibéricas, em 1580, por Felipe II de Habsburgo, rei de Espanha, os holandeses, que mantinham boas relações comerciais com Portugal, tiveram de buscar as mercadorias que antes compravam de Lisboa, nas regiões de origem dominadas por seus inimigos, os espanhóis. Criou-se a Companhia das Índias Ocidentais para controlar o comércio com as terras da América e da África localizadas entre o trópico de Câncer e o cabo da Boa Esperança, a Terra Nova e o estreito de Magalhães.

Aproveitando a experiência acumulada pelos marinheiros holandeses, a primeira investida contra o Brasil foi na Bahia, cuja capital foi conquistada em 1624. Porém, no ano seguinte, foi retomada pelas forças de Dom Fradique de Toledo. A segunda investida alcançou um sucesso tão grande que, de 1630 até 1654, a região que vai do Sergipe ao Maranhão, permaneceu sob a tutela da Companhia das Índias Ocidentais. A princípio, a região foi governada por um conselho de cinco membros, a seguir, entre 1636 e 1644, pelo conde João Maurício de Nassau-Siegen, nomeado governador e almirante-geral do Brasil holandês. Seu governo revelou-se extraordinariamente fecundo em realizações culturais e artísticas, e ficou conhecido como Período Nassau.

Em 1630, Recife era um lugarejo com menos de 200 casas; dez anos depois transformou-se numa cidade com 2.000 edificações e deixou de ser um pequeno embarcadouro a serviço da capital, Olinda, para tornar-se a sede do Brasil holandês. Devido a suas dimensões, 100.000 metros quadrados, a cidade obrigou a adoção de formas arquitetônicas em uso na Metrópole, dominada pela verticalidade, com fachadas estreitas que se elevavam em dois e mais pisos, terminando em tetos agudos. Um exemplo dessa atividade é a ilha de Antônio Vaz. Não passava de um local inóspito e pantanoso. Nassau saneou a região, uniu-a à capital por várias pontes e nela ergueu seus palácios provavelmente sob orientação do arquiteto Pieter Post. Seguindo o Conde, diversos funcionários graduados da Companhia das Índias Ocidentais o imitaram e ali construíram suas residências, permanecendo em Recife somente os armazéns, as oficinas e as repartições públicas. Uma cidade holandesa nasceu no Brasil, que o Conde orgulhosamente batizou de Mauritsstad, ou Cidade Maurícia.

Maurício de Nassau trouxe para o Brasil, dentre outros prováveis, os pintores Frans Post e Albert Eckhout, cuja importância não reside em seu pioneirismo, visto que não foram os primeiros artistas europeus a trabalhar no Brasil, mas em outros motivos: foram os primeiros a abordar, no Brasil e na América, assuntos não religiosos, como paisagens, retratos, figuras humanas e de animais ou naturezas-mortas.

De todos os artistas que trabalharam no Brasil holandês, Frans Janszoon Post foi o mais importante. Pouco se sabe sobre o seu aprendizado, feito talvez, sob a orientação do irmão arquiteto Pieter Post. Tinha 24 anos quando Nassau o convidou para vir ao Brasil. Parece ter-se tornado íntimo do Conde, residindo no palácio das Torres. Desenvolveu intensa atividade, não só na elaboração de suas paisagens, como também na fixação de vistas de portos e de fortificações. Regressou à Holanda antes de Nassau. Em 1646, tornou-se membro da Confraria de São Lucas de Haarlem; casou-se em 1650, enviuvando-se em 1664. Faleceu em 1680, tendo passado os últimos anos de vida entregue ao alcoolismo.

Frans Post não foi artista de grande produção, menos de 150 pinturas de sua autoria subsistem catalogadas. Sua obra pode ser dividida em três períodos: antes, durante e depois da permanência no Brasil. Logo após sua chegada, executou a Vista de Itamaracá (Museu de Haia), um dos raros quadros que apresentam o mar, e O Rio São Francisco e o Forte Maurício (Museu do Louvre), que inicialmente foi catalogado como uma paisagem do Senegal. Da permanência brasileira existem ainda três obras no Museu do Louvre: Carro de Bois (1639), que fez parte dos presentes brasileiros que, em 1678, Nassau ofereceu a Luís XIV da França, já evidenciando o amor à minúcia que Post conservaria até o último de seus quadros; Paisagem das Cercanias de Porto Calvo (1638), assinada F. Correo, tradução portuguesa de F. Post; e Forte dos Reis Magos (1639).

Pode-se imaginar o impacto sofrido por Post, acostumado à suave luminosidade dos campos holandeses, ao se defrontar com a áspera vegetação tropical, povoada de uma fauna insólita, sob uma luz intensa. Causa admiração como esse artista, em suas pinturas realizadas no Brasil, conseguiu traduzir o pitoresco da terra e do povo, a paisagem brasileira, ou do nordeste do Brasil pelo seu olhar europeu, holandês, o padrão de referência para a sua sensibilidade estética, sem deixar de ser pictórico.

Porém, embora se subordinasse retratar fielmente a paisagem, Post soube evitar excessos para não sobrecarregar as obras. No dorso da Vista de Itamaracá, lê-se, em holandês antigo: “A Ilha de Itamaracá, vista do sul; a cidade está ao alto da montanha e o Forte de Orange ao sopé, junto do mar. Desta maneira montam os portugueses”. Por essa inscrição, percebemos como as obras desses artistas eram vistas: meros documentos comprobatórios, relegando a qualidade artística a segundo plano.

Bibliografia

BELLUZZO, Ana Maria de Moraes. A Paisagem Holandesa e o Brasil. In: O Brasil dos Viajantes Volume I - Imaginário do Novo Mundo. São Paulo: Fundação Odebrecht, Metalivros, 1994, pp. 120 a 135.

LEITE, José Roberto Teixeira. Período Nassau. In: Arte no Brasil. São Paulo: Ed. Abril, 1979, V. 01, pp. 58 a 83.

PESAVENTO, Sandra Jatahy. A Invenção do Brasil - O Nascimento da Paisagem Brasileira Sob o Olhar do Outro. In: Revista Fênix de História e Estudos Culturais. Vol. 01, Ano 01, Nº 01 (http://www.revistafenix.pro.br/pdf/Artigo%20Sandra%20J%20Pesavento.pdf).

http://sitededicas.uol.com.br/clip_pe0.htm

*Trabalho final da disciplina História da Arte no Brasil I, professor Dr. Renato Palumbo Doria, na UFU-MG, apresentado no 1º semestre de 2008.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

São Paulo joga por música...


Março de 1981. Roger Taylor, baterista; Freddie Mercury, vocal; Brian May, guitarrista; e John Deacon, baixista; executaram o primeiro grande concerto de rock no Brasil, para um público de mais de 200 mil pessoas, que lotaram o estádio.*O simples fato do show ocorrer no Morumbi já seria digno de nota para este site. Mas algo chamou mais a atenção:

O baixista John Deacon trajando o sagrado manto tricolor durante sua interpretação. Precursor de uma moda que Andreas Kisser, guitarrista da banda Sepultura, e Hironobu Kageyama, cantor japonês de famosas séries animadas, adotaram também, por tantas vezes, em suas apresentações. Deste último, apesar de conhecer relatos de pessoas que assistiram seus shows, não possuo imagem dele vestindo a camisa. Todavia, ele em entrevista confirma sua são-paulinidade:"Eu canto, no Japão, a música Kashiwa Raizo, que é um time de futebol, do qual Careca (antigo jogador brasileiro) foi técnico e conseguiu levá-lo à uma liga mais profissional. E como eu ia muito assistir aos jogos desse time e Careca fora um jogador do São Paulo, digamos que eu torço para esse time também."
Rádio Animix.

(...)

Fonte: SPFCpedia.

IFFHS aponta Brasileirão como quinto melhor campeonato do mundo


Competição conquistada pelo São Paulo está atrás dos torneios nacionais da Inglaterra, Itália, Argentina e Espanha

Das agências de notícias
Rio de Janeiro

A Federação Internacional de História e Estatística do Futebol (IFFHS) apontou o Brasil como dono do quinto melhor campeonato nacional de 2008, enquanto a Inglaterra ficou com o primeiro lugar no ranking.

O Brasileirão aparece com 942 pontos, ficando à frente da Bundesliga (Campeonato Alemão), com 922. O torneio, que tem o São Paulo como atual campeão, também ficou em uma colocação melhor que algumas ligas importantes da Europa, como a francesa (sétima) e portuguesa (nona).

Já os ingleses mantiveram o primeiro lugar do ano passado, ao somar 1192 pontos. A Itália vem em seguida, com 1031. O Argentino, que era o quinto em 2007, ultrapassou o Brasil e aparece na terceira colocação, com 1020, à frente do Espanhol (952).

Decepcionado com a Igreja?

Em 06/01/2009, por Jota Mossad

O foco deixou de ser a vida das pessoas, e passou a ser quantas pessoas eu consigo trazer para minha igreja. E para isso os mais diversos atrativos são utilizados: promessa de milagres, cura, um templo luxuoso e confortável, interatividade e entretenimento na igreja, entre muitos outros. O problema é que as pessoas deixaram de ser cuidadas. Muitas vezes aquele suposto amor do primeiro dia é trocado pela indiferença, onde o pastor deixa de ser o mentor espiritual de vidas (ou porque não tem tempo porque está inserido em muitas outras atividades que desfiguram seu chamado pastoral) e torna-se um burocrata pragmático que prega sermões aos domingos. Quantas brigas cercam pastores e ministérios "rivais" que não se falam, porque um supostamente cresce mais que o outro. Flavio / Stay Freak

É engraçado porque, mesmo com a Igreja brasileira atravessando uma tremenda crise de conteúdos, a gente vive um momento de ufanismo evangélico. A Igreja Evangélica brasileira tem uma grande dificuldade de examinar a si mesma, porque está muito entusiasmada com seu próprio crescimento. Mas é fácil constatar que o Evangelho tem sido pregado e vivido de uma maneira extremamente pragmática, utilitária. Que Evangelho estamos pregando? É um Evangelho de resultados, onde o que interessa menos é o próprio significado da conversão. Isso é muito grave. O significado da expressão "nascer de novo" está muito difuso dentro das nossas igrejas. O que é nascer de novo? Esta experiência basilar foi diminuída a um simples rito comportamental de levantar a mão, vir à frente, seguir cinco ou seis "leis espirituais" -- confesse isso, declare aquilo, aja deste modo. Ou seja, virou um credo. E um credo ralo. O conceito de nascer de novo está muito fragilizado, além de se falar pouco nele. E quando se fala, não sabemos nem a que estamos nos referindo. O movimento evangélico, tal como hoje o conhecemos, está próximo do seu fim. Ricardo Gondim / Eclésia

O que eu posso dizer disso é que a igreja não ira morrer. A igreja noiva de Deus, pessoas em busca de Jesus Cristo? Não elas não vão morrer. Elas não sempre serão igrejas. Só que a igreja institucionalizada ira passar por muita coisa, principalmente quando os blogueiros "emergentes" pararem de bater nelas (igrejas institucionalizada) e começarem a FUNDAR novas igrejas (institucionalizada). Mas será que esses blogueiros tem caráter cristão e maturidade pra segurar a bronca?

Fonte: Igreja Emergente.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Abnegação = Espiritualidade...


Baixa atividade em região cerebral estimula espiritualidade, diz estudo


A experiência espiritual das pessoas pode ser explicada pela falta de atividade em uma das regiões do cérebro responsáveis pela afirmação da identidade individual. É o que aponta um estudo realizado pelo neurocientista americano Brick Johnstone, da Universidade de Missouri, nos Estados Unidos, e divulgado na edição de novembro do jornal científico "Zygon".

A área em questão --o lóbulo parietal direito-- é onde as pessoas definem quem são elas. É a região, por exemplo, onde o cérebro processa as preferências e gostos pessoais, reconhecem as habilidades e os interesses amorosos da pessoa.

O estudo sugere que são justamente as pessoas que têm essa região menos ativa, com menos "definidores próprios", as mais suscetíveis a levar vidas espiritualizadas.

(...) Entre as 26 pessoas analisadas, as mais espirituais apresentavam um lóbulo parietal direito menos funcional. Este estado físico indicaria menos foco pessoal e menos autoconhecimento.

Abnegação

A descoberta sugere que uma das principais características da experiência espiritual é a abnegação, um comportamento antiegoísta, diz Johnstone.

Quanto à idéia disseminada por vários outros estudos que ligam a espiritualidade à saúde mental e física, Johnstone aponta um paradoxo. Ele afirma que esses benefícios podem ser provenientes de uma preocupação maior da pessoa com o outro do que em si mesma. Isso seria uma conseqüência natural da diminuição na atividade de autodefinição da pessoa.

O estudo ainda aponta que o maior silenciamento dos "definidores próprios" são mais comuns nos estados mais profundos de meditação ou oração. Johnstone diz que é quando as pessoas descrevem sentimentos de desligamento de todo o Universo.

"Se você observar a Torá, o Velho Testamento, o Novo Testamento, o Corão, uma porção de textos sufistas, textos budistas e textos hindus, todos eles falam sobre abnegação", disse o neurocientista.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Graça barata.


A graça sem a cruz é uma desgraça

A revista “Mosaico” (edição de julho-setembro de 2008), publicação de apoio pastoral da faculdade de teologia da Igreja Metodista de São Paulo, trouxe à tona a graça de Deus outra vez, por meio de duas pastoras, quatro pastores e um bispo, todos metodistas.

Logo de início, Renilda Martins, pastora e coordenadora nacional de educação cristã, lamenta que “ao longo dos tempos os equívocos humanos desfoquem o anúncio da graça de Deus”. De fato, isso acontece de maneira impressionante. Ainda bem que a maravilhosa graça é redescoberta periodicamente, como aconteceu na época do reformador alemão Martinho Lutero (1483-1546) e na época de John Wesley (1703-1791), o inglês que descongelou a Igreja Anglicana de seu tempo. Os articulistas da publicação recorreram ao pastor luterano Dietrich Bonhoeffer (1906-1945), famoso por ter oferecido resistência ao nazismo, mostrando a diferenciação que ele fazia entre graça preciosa e graça barata. Nesta última, entre outras coisas, prega-se o perdão sem convicção do pecado, sem confissão e sem arrependimento. O pastor Martin Barcala faz uma acusação séria: “A graça barata é a graça sem discipulado, a graça sem a cruz, a graça sem Jesus Cristo vivo, encarnado”. Em qualquer tempo e em qualquer lugar, a tentação de perder de vista a graça de Deus manifestada em Jesus Cristo é grande; especialmente quando a igreja abre as portas para a graça barata, deixando de anunciar as implicações da verdadeira conversão.
Fonte: Ultimato.

Mente eclipsada.

Postado por Tony Bellotto (é! Aquele casado com aquela atriz global, que gosta de fazer cenas picantes com aquele ator, também global, que licenciou de seu último trabalho para cuidar da saúde; também é aquele guitarrista daquela banda que fez sucesso nos anos 80/90 e que vem se desintegrando) no site da Veja (pela fonte dá pra ver que é duvidoso) no blog intitulado Cenas Urbanas. Vamos ao texto:

Trevas


Atenção! Acendam as luzes da razão! Não deixem que a Idade das Trevas volte a eclipsar a sabedoria humana! Notícias dão conta que o criacionismo - doutrinação religiosa disfarçada de pseudo-ciência - cresce entre as escolas brasileiras. E não apenas no ensino religioso, onde faria algum sentido, mas nas aulas de ciência.

Atenção, educadores! Professores, pais e estudantes! Teólogos, filósofos e livres-pensadores! Independente de suas convicções religiosas e não-religiosas, é preciso atenção ao fato. Ou problema. Afinal, até mesmo a Igreja Católica, e suas mais conservadoras alas, reconhecem que é possível que religião e ciência convivam em paz. O que não se pode é misturá-las. O mesmo serve para a política. Por isso alerto aqui educadores em geral para a questão.

Me assusta saber que escolas tradicionais religiosas, como o Mackenzie, por exemplo, ou o Colégio Batista e a rede de escolas adventistas, estejam ensinando aos alunos a explicação cristã da criação do mundo junto com os conceitos da teoria evolucionista. Isso é um contra-senso. Como é que, na cabeça dos alunos, Adão e Eva - ou seja lá qual for a explicação que o criacionismo dá ao surgimento dos humanos na Terra - vão conviver com os macacos que nos antecederam na escalada evolucionista? Haverá lugar para todos no Paraíso? Haverá maçãs suficientes para que todos possam experimentar delas e serem expulsos do jardim do éden?

Não estarão estas escolas criando uma miscelânea perigosa e não científica nas cabeças dos estudantes? A troco de quê? Isaac Roitman, da Sociedade Brasileira pra o Progresso da Ciência, afirma: "É perfeitamente aceitável que o criacionismo seja apresentado como corrente que existe, mas está ligada à fé, enquanto a evolução é comprovada cientificamente". Nélio Bizzo, da USP, acrescenta: "Não há sentido em tentar provar a existência de Deus cientificamente". Fiquemos atentos. Como diz a sabedoria popular, cada macaco no seu galho.

Vale a pena conferir os comentários...

Fonte: Cenas Urbanas (Veja).