As Crônicas de Gelo e Fogo

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segunda-feira, 25 de agosto de 2008

domingo, 24 de agosto de 2008

Blowin' In The Wind - Bob Dylan


Quantas estradas um homem deve percorrer,
How many roads must a man walk down,

Pra poder ser chamado de homem?
Before you call him a man?

Quantos oceanos uma pomba branca deve navegar,
How many seas must a white dove sail,

Pra poder dormir na areia?
Before she sleeps in the sand?

Sim e quantas vezes as bolas de canhão devem voar,
Yes and how many times must cannonballs fly,

Antes de serem banidas pra sempre?
Before they're forever banned?

A resposta, meu amigo, está voando no vento
The answer, my friend, is blowin' in the wind

A resposta está voando no vento
The answer is blowin' in the wind

Sim e por quantos anos uma montanha pode existir,
Yes and how many years can a mountain exist,

Antes de ser lavada pelos oceanos?
Before it's washed to the seas?

Sim e por quantos anos algumas pessoas devem existir,
Yes and how many years can some people exist,

Antes de poderem ser livres?
Before they're allowed to be free?

Sim e quantas vezes um homem pode virar a cabeça,
Yes and how many times can a man turn his head,

Fingir que ele não vê?
Pretend that he just doesn't see?

A resposta, meu amigo, está voando no vento
The answer, my friend, is blowin' in the wind

A resposta está voando no vento
The answer is blowin' in the wind


Sim e quantas vezes um homem deve olhar pra cima,
Yes and how many times must a man look up,

Antes de conseguir ver o céu?
Before he can see the sky?

Sim e quantos ouvidos um homem deve ter,
Yes and how many ears must one man have,

Pra poder conseguir ouvir as pessoas chorarem?
Before he can hear people cry?

Sim e quantas mortes serão necessárias até ele saber
Yes and how many deaths will it take till he knows

Que pessoas demais morreram?
That too many people have died?


A resposta, meu amigo, está voando no vento
The answer, my friend, is blowin' in the wind

A resposta está voando no vento.
The answer is blowin' in the wind.

Fonte: Vagalume.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Antigo Pastor do Planet Shakers finge doença terminal

Publicada por vepo em 21 de Agosto de 2008, Via Dotgospel e Pavablog.

O pastor da Planet Shakers Church, Michael Guglielmucci, foi recentemente desmascarado. Faz dois anos que Michael afirmava ser um doente terminal. Chegou até mesmo a fazer shows com um tubo de oxigênio ligado ao nariz, o vídeo de um desses shows alcançou a marca de 300.000 acessos no YouTube, hoje porém no endereço deste vídeo vemos apenas a mensagem: "vídeo não está mais disponível."
Ex-pastor da Igreja de Adelaide na Austrália, e filho de um dos fundadores da "Edge International", Michael era pastor da Planet Shakers Church. No inicio desse ano, Michael compôs a musica "The Healer" (O Curador) que foi gravada pela Igreja Hillsong de Sidney em seu último álbum ("This Is Our God"). E alcançou o segundo lugar na lista ARIA Charts. A canção se tornou um hino de fé para os cristãos, muitos dos quais estão sofrendo de sérias doenças e estavam orando por um milagre para Michael.
Ao que parece, Michael, que era um pastor de uma das maiores igrejas jovens da Austrália, pode ter enganado até mesmo sua própria família. "Essa notícia veio como um grande choque para todos, incluindo, ao que parece, para sua própria esposa e família", afirmou ontem o líder da Igreja Hillsong, George Aghajanian, em um e-mail para sua congregação. "Estamos pedido para nossa igreja orar pela família de Michael durante esses tempos difíceis".
O jornal "The Advertiser", da noite passada, anunciou que Michael pode soltar uma declaração sobre sua situação.
A "Australian Christian Church" (Assembléia de Deus na Austrália) afirmaram que Michael foi imediatamente desligado uma vez que anunciou que seu câncer era uma farsa. "A Executiva Nacional está muito preocupada com o assunto e está apenas aguardando os resultados dos exames médicos antes de determinar a dimensão total da disciplina que serão impostas a ele", disse o vice-presidente Alun Davies. "Estamos muito preocupados com o grande número de pessoas que podem ter sido feridas ou serão feridas pelos atos de Michael. Nós pedimos a todas as nossas igrejas que orem por essas pessoas."

Fonte: Adelaide Now
Via: Twitter

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Momento olímpico.


Basketball, I love this game. (GloboEsporte)

Não consigo achar graça em alguns esportes. Que m****!!! (Globo Esporte)

Eeecaaaaa... (GloboEsporte)




quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Deus Me Dê Grana.

Deus Me De Grana é, inclusive, a teoria que todos esses pastores resolveram por em prática: "eu jogo tudo pra cima, o que Deus pegar é dele, o que cair no chão é meu". Aliás, eu estou esperando que eles me façam uma proposta para colocar isso como um hino, para recolher grana dos fiéis.

Entrevista de Marcelo Nova, por Teologia e Arte.


Deus Me Dê Grana

Senhor vou lhe falar
Nunca pedi assim
Sempre rezei pros outros
Mas desta vez é pra mim.

Perdi tudo que eu tinha
Sei que fiz muita besteira
Mas se você não achar meu bolso, Deus
Por favor coloque na carteira.

Se eu fico aqui parado nesta bobeira sem
Logo, logo "os homi" vão estar atrás de mim
Você tá numa boa, é o dono do paraíso
Então me empresta uns trocados, Deus, é só disso que eu preciso

Deus, me dê grana
Deus, por favor
Deus, me dê grana
Seu filho tá na horror
Seu filho tá na horror

De manhã bem cedo alguém bate em minha porta
É a proprietária que eu sonhei estava morta
Pulo pela janela na maior correria
Mas é muito difícil, Deus, com a barriga vazia

Deus, me dê grana
Deus, por favor
Deus, me dê grana
Seu filho tá na horror
Seu filho tá na horror

Quando passa aquela loira que mora aqui do lado
Só de imaginar eu fico super excitado
Mas como eu posso amar uma treta decente
Se até me falta pasta, Deus, pra escovar os dentes?

Deus, me dê grana
Deus, por favor
Deus, me dê grana
Seu filho tá na horror
Seu filho tá na horror

Senhor, eu sei que você é gente fina
Sei também que dureza nunca foi a minha sina
Aceito de bom grado uma bolada qualquer
Pode me dar em cheque, Deus, ou em dólar se puder

Deus, me dê grana
Deus, por favor
Deus, me dê grana
Seu filho tá na horror
Seu filho tá na horror

sábado, 9 de agosto de 2008

Necessidades sexuais

Supostamente atribuído a Luis Fernando Veríssimo

Eu nunca havia entendido porque as necessidades sexuais dos homens e das mulheres são tão diferentes.
Nunca tinha entendido isso de "Marte e Vênus". E nunca tinha entendido porque os homens pensam com a cabeça e as mulheres com o coração.


Uma noite, semana passada, minha mulher e eu estávamos indo para a cama. Bom, começamos a ficar a vontade, fazer carinhos, provocações, o maior "T" e, nesse momento, ela parou e me disse:

- Acho que agora não quero, só quero que você me abrace...

Eu falei:

- O QUEEE???

Ela falou:


- Você não sabe se conectar com as minhas necessidades emocionais como mulher.

Comecei a pensar no que podia ter falhado. No final, assumi que aquela noite não ia rolar nada, virei e dormi.
No dia seguinte, fomos ao shopping. Entramos em uma grande loja de departamentos... Fui dar uma volta enquanto ela experimentava três modelitos caríssimos. Como não podia decidir por um ou outro, falei para comprar os três. Então, ela me falou que precisava de uns sapatos que combinassem... a R$200,00 cada par.
Respondi que tudo bem.

Depois fomos à seção de joalheria, onde escolheu uns brincos de diamantes. Estava tão emocionada!! Deveria estar pensando que fiquei louco. Acho até que estava me testando quando pediu uma raquete de tênis, porque nem tênis ela joga. Acredito que acabei com seus esquemas e paradigmas quando falei que sim.

Ela estava quase excitada sexualmente depois de tudo isso. Vocês tinham que ver a carinha dela, toda feliz!


Quando ela falou:

- Vamos passar no caixa para pagar, amor?

Dai eu disse:


- Acho que agora não quero mais comprar tudo isso, meu bem... só quero que você me abrace.

Ela ficou pálida. No momento em que começou a ficar com cara de querer me matar, falei:

- Você não sabe se conectar com as minhas necessidades financeiras de homem.

Vinguei-me, mas acredito que o sexo acabou para mim até o Natal de 2010.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Isso é que é vendedor.

Um sujeito acaba de conseguir um cargo de vendedor em uma loja que vendia de tudo. Terminando o primeiro dia, o gerente de RH pergunta:

- Como foi o seu dia? Quantas vendas você fez?

- Fiz apenas uma venda - responde o vendedor.

- Uma só - espanta-se o gerente - Mas todos os outros vendedores fazem de 20 a 30 vendas por dia... E de quanto foi esta venda?

- R$ 145.350,00 - responde o vendedor.

O gerente arregala os olhos - Uma venda daquele valor era realmente inusitada.

- Como foi que você conseguiu isto? Pergunta o gerente, intrigado.

- Bem - responde o vendedor - Vendi a este cliente um anzol pequeno, um médio e um grande. Vendi os três tipos de linha para cada tipo de anzol e também todos os apetrechos de pesca. Ao perguntar-lhe onde ele iria pescar e obtendo a resposta de que pretendia ir ao litoral, informei-lhe de que seria necessário um barco. Ele então comprou o de 22 pés, cabinado, com 2 motores. Como o carro dele não seria capaz de rebocá-lo, vendi-lhe uma Blaizer...

O gerente o interrompe:

- VOCÊ FEZ ESTA VENDA PARA UM SUJEITO QUE ENTROU PEDINDO UM ANZOL?

- Bem - responde o vendedor - na realidade o sujeito veio me perguntar onde havia uma farmácia. Perguntei-lhe o que ele queria comprar lá, e soube que queria um MODESS para sua esposa. Aproveitei e perguntei:

-"JÁ QUE SEU FIM DE SEMANA JÁ ERA, QUE TAL UMA PESCARIA?"

O que é um peido para quem está todo cagado?

Este texto recebi por email, enviado pela Débora Ferraz (minha irmã).

A expressão do título é conhecida de todos, mas o texto que aoriginou é menos. É uma obra de Luis Fernando Veríssimo sobre a obra veríssima que ele fez numa viagem para Miami. (só não garanto a autoria).

Aeroporto Santos Dumont, 15:30.

Senti um pequeno mal-estar causado por uma cólica intestinal,mas nada que uma urinada ou uma barrigada não aliviasse. Mas,atrasado para chegar ao ônibus que me levaria para o Galeão, de onde partiria o vôo para Miami, resolvi segurar as pontas. Afinal de contas são só uns 15 minutos de busão. 'Chegando lá, tenho tempo de sobra para dar aquela mijadinha esperta, tranqüilo, o avião só sairía às 16:30'.

Entrando no ônibus, sem sanitários. Senti a primeira contração e tomei consciência de que minha gravidez fecal chegara ao nono mês e que faria um parto de cócoras assim que entrasse no banheiro do aeroporto. Virei para o meu amigo que me acompanhava e, sutil falei: 'Cara, mal posso esperar para chegar na m***a do aeroportoporque preciso largar um barro.''

Nesse momento, senti um urubu beliscando minha cueca, mas botei a força de vontade para trabalhar e segurei a onda. O ônibus nem tinha começado a andar quando, para meu desespero, uma voz disse pelo alto falante: 'Senhoras e senhores, nossa viagem entre os dois aeroportos levará em torno de 01 hora, devido a obras na pista.' Aí o urubu ficou maluco querendo sair a qualquer custo. Fiz um esforço hercúleo para segurar o trem m***a que estava para chegar na estação ânus a qualquer momento.

Suava em bicas. Meu amigo percebeu e, como bom amigo que era, aproveitou para tirar um sarro. O alívio provisório veio em forma de bolhas estomacais, indicando que pelo menos por enquanto as coisas tinham se acomodado. Tentava me distrair vendo TV, mas só conseguia pensar em um banheiro, não com uma privada, mas com um vaso sanitário tãobranco e tão limpo que alguém poderia botar seu almoço nele. E opapel higiênico então: branco e macio, com textura e perfume e, ops, senti um volume almofadado entre meu traseiro e o assento do ônibus e percebi, consternado, que havia cagado.

Um cocô sólido e comprido daqueles que dão orgulho de pai ao seu autor. Daqueles que dá vontade de ligar pros amigos e parentes e convidá-los a apreciar na privada. Tão perfeita obra, dava pra expor em uma bienal. Mas sem dúvida, a situação tava tensa. Olhei para o meu amigo,procurando um pouco de piedade, e confessei sério: 'Cara, caguei!'

Quando meu amigo parou de rir, uns cinco minutos depois, aconselhou-me a relaxar, pois agora estava tudo sob controle. 'Que se dane, me limpo no aeroporto', pensei. 'Pior que isso não fico'. Mal o ônibus entrou em movimento, a cólica recomeçou forte. Arregalei os olhos, segurei-me na cadeira mas não pude evitar, e sem muita cerimônia ou anunciação, veio a segunda leva de m***a. Desta vez, como uma pasta morna. Foi m***a para tudo que é lado, borrando, esquentando e melando a bunda, cueca, barra da camisa,pernas, panturrilha, calças, meias e pés.

E mais uma cólica anunciando mais m***a, agora líqüida, das que queimam o fiofó do freguês ao sair rumo a liberdade. E depois um peido tipo bufa, que eu nem tentei segurar. Afinal de contas, o que era um peidinho para quem já estava todo cagado... Já o peido seguinte, foi do tipo que pesa. E me caguei pela quarta vez.

Lembrei de um amigo que certa vez estava com tanta caganeira que resolveu botar modess na cueca. Mas era tarde demais para tal artifício absorvente. Tinha menstruado tanta m***a que nem uma bomba de cisterna poderia me ajudar a limpar a sujeirada.

Finalmente cheguei ao aeroporto e saindo apressado com passos curtinhos, supliquei ao meu amigo que apanhasse minha mala no bagageiro do ônibus e a levasse ao sanitário do aeroporto para que eu pudesse trocar de roupas. Corri ao banheiro e entrando de boxe em boxe, constatei falta de papel higiênico em todos os cinco. Olhei para cima e blasfemei: 'Agora chega, né?'

Entrei no último, sem papel mesmo, e tirei a roupa toda para analisar minha situação (que concluí como sendo o fundo do poço) e esperar pela minha salvação, com roupas limpinhas e cheirosinhas e com ela uma lufada de dignidade no meu dia. Meu amigo entrou no banheiro com pressa, tinha feito o 'check-in' e ia correndo tentar segurar o vôo. Jogou por cima do boxe o cartão de embarque e uma maleta de mão e saiu antes de qualquer protesto de minha parte. 'Ele tinha despachado a mala comroupas'. Na mala de mão só tinha um pulôver de gola 'V'. A temperatura em Miami era de aproximadamente 35 graus.

Desesperado comecei a analisar quais de minhas roupas seriam, de algum modo, aproveitáveis. Minha cueca, joguei no lixo. A camisa era história. As calças estavam deploráveis e assim como minhas meias, mudaram de cor tingidas pela m***a. Meus sapatos estavam nota 03, numa escala de 01 a 10. Teria que improvisar. A invenção é mãe da necessidade, então transformei uma simples privada em uma magnífica máquina de lavar. Virei a calça do lado avesso, segurei-a pela barra, e mergulhei a parte atingida na água. Comecei a dardescarga até que o grosso da m***a se desprendeu. Estava pronto para embarcar.

Saí do banheiro e atravessei o aeroporto em direção ao portão de embarque trajando sapatos sem meias, as calças do lado avesso e molhadas da cintura ao joelho (não exatamente limpas) e o pulôver gola 'V', sem camisa. Mas caminhava com a dignidade de um lorde.

Embarquei no avião, onde todos os passageiros estavamesperando o 'RAPAZ QUE ESTAVA NO BANHEIRO' e atravessei todo ocorredor até o meu assento, ao lado do meu amigo que sorria. A aeromoça aproximou-se e perguntou se precisava de algo. Eu cheguei a pensar em pedir 120 toalhinhas perfumadas paradisfarçar o cheiro de fossa transbordante e uma gilete para cortar os pulsos, mas decidi não pedir: 'Nada, obrigado.'

Eu só queria esquecer este dia de m***a. Um dia de m***a...

Porque ir à igreja? - Por C.S. Lewis.

Recebi este email do J.I. Grillo. Muito obrigado.

29/07/2008 Sandro Baggio

Estava conversando com alguém sobre igreja (para variar) e me lembrei de uma história envolvendo C. S. Lewis e um velho santo de botas de borracha. Como não conseguia achar essa história em nenhum dos livros do C. S. Lewis que possuo, decidi “googar” por ela e a achei no blog Mere Theology.

C. S. Lewis frequentou a mesma igrejinha durante trinta anos. A experiência não tinha nada de extraordinário a cada semana. A maior parte daqueles anos Lewis não se importava muito com os sermões; ele até mesmo sentava-se atrás de um pilar para que o ministro não visse suas expressões faciais. Ele ía ao culto sem música porque não gostava dos hinos. E saía logo após a comunhão da Ceia provavelmente porque não gostava de se envolver nas conversas com os outros membros depois do culto. Mas a longa obediência numa mesma direção moldou a vida de Lewis de um modo que nada mais poderia.

Uma vez perguntaram para Lewis: “É necessário frequentar um culto ou ser membro de uma comunidade cristã para um modo cristão de vida?”

Sua resposta foi a seguinte: “Esta é uma pergunta que eu não posso responder. Minha própria experiência é que logo que eu me tornei um cristão, cerca de quatorze anos atrás, eu pensava que poderia me virar sozinho, me retirando a meu quarto e lendo teologia, e não frequentava igrejas ou estudos bíblicos; e então mais tarde eu descobri que era o único modo de você agitar sua bandeira; e, naturalmente, eu descobri que isso significava ser um alvo. É extraordinário o quão inconveniente para sua família é você ter que acordar cedo para ir à Igreja. Não importa tanto se você tem que acordar cedo para qualquer outra coisa, mas se você acorda cedo para ir à igreja é algo egoísta de sua parte e você irrita todos na casa. Se há qualquer coisa no ensinamento do Novo Testamento que é na natureza de mandamento, é que você é obrigado a participar do Sacramento e você não pode fazer isso sem ir à igreja. Eu não gostava muito dos seus hinos, os quais eu considerava poemas de quinta categoria com música de sexta categoria. Mas à medida em que eu ia eu vi o grande mérito disso. Eu me vi diante de pessoas diferentes de aparência e educação diferentes, e meu conceito gradualmente começou a se desfazer. Eu percebi que os hinos (os quais eram apenas música de sexta categoria) eram, no entanto, cantados com tamanha devoção e entrega por um velho santo calçando botas de borracha no banco ao lado, e então você percebe que você não está apto sequer para limpar aquelas botas. Isso o liberta de seu conceito solitário.” (C. S. Lewis, God in the Dock, pp 61-62)


Muita coisa mudou, desde os dias vividos por Lewis até o presente momento. Pequenas igrejas como essas são raras de serem encontradas, a moda agora são os grandes ajuntamentos. As poucas "igrejinhas" parecem ser habitadas por seres de outros planetas - me desculpem a grosseria. Mas algumas coisas não mudaram. As músicas com poesias de quinta e melodias de sexta persistem, porém, as mais executadas para deleite do grande público são as com poesia de décima (quando possuem) e melodias de décima segunda...

Cartazes publicitários misturam esporte e violência

Peças foram encomendadas por filiais da Anistia Internacional.

No cartaz publicitário, modelo encarna manifestante acorrentada em halteres.


Tortura na piscina: a Anistia Internacional vetou os anúncios.


Os protestos pela independência do Tibete também foram retratados

A própria Anistia vetou os anúncios encomendados pelas filiais.


O tiro esportivo é uma das modalidades usadas na campanha.


Tiro com arco: imagens fortes vetadas pela instituição.

Fonte: Globo Esporte.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Janelas da Memória.


RETÓRICA POLÍTICA DO JORNAL FOLHA UNIVERSAL

A leitura freqüente da seção de política da Folha Universal revela a existência de um bloco coeso de representação política da Igreja. Foram eleitos pela estrutura da Igreja e a ela prestam contas dos seus mandatos. Através do jornal, deixam evidente que são fiéis às diretrizes do grupo religioso e são um bloco submisso à hierarquia da IURD. Citamos como exemplo desta estrutura política-eclesiástica a edição de 04 de novembro de 2001. Não há dúvidas de que a Folha Universal é um órgão oficial da Igreja. A nota que citaremos é editorial:

Mais um traidor. Rio de Janeiro - RJ. Paulo Mello, então pastor da IURD, foi eleito vereador da cidade do Rio de Janeiro através dos votos dos membros e obreiros da Igreja Universal da zona oeste. A Igreja e o povo pensavam que teriam mais um homem de Deus, sincero, correto, íntegro, como convém a pessoa de Deus e que defenderia as causas do povo que nele votou, povo este já tão sofrido pelas agruras da região mais distante do centro da cidade. Pura ilusão. Assim que tomou posse, afastou-se da bancada evangélica, traiu também o partido ao qual era filiado, aliou-se a vereador incrédulo. Votou contra o vereador bispo Jorge Braz, tirando este da liderança que exercia. Tudo bem, até Jesus teve o seu Judas e não seremos nós, povo de Deus, que não teremos os nossos. Vamos em frente que o nosso Jesus é maior, o nosso Deus é justo juiz.

Note-se nessa retórica político-religiosa que a Igreja é quem indica candidatos, os elege através dos votos de seus fiéis e não admite atuações independentes. Existem orientações políticas que devem pautar a atuação de todos, bem como comandos setoriais. Pela nota citada acima, é de se supor que os que não se alinham à política hierárquica da IURD são retirados dos seus quadros — religioso e político.

Autor: Valdemar Figueredo Filho.

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